Fernando Rosas

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Fernando Rosas
Nome completo Fernando José Mendes Rosas
Nascimento 18 de abril de 1946 (68 anos)
Lisboa,  Portugal
Alma mater Universidade de Lisboa
Ocupação Historiador, político

Fernando José Mendes Rosas (Lisboa, 18 de abril de 1946) é um historiador e político português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fernando Rosas nasceu a 18 de abril de 1946 em Lisboa.

Filho e neto de republicanos, frequentou o Liceu Normal de Pedro Nunes, onde participou na fundação da Comissão Pró-Associação dos Liceus (CPA-L), em 1960, aderindo ao Partido Comunista Português, um ano depois. Em 1962, já aluno da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, envolve-se na luta académica contra a ditadura e é eleito vice-presidente da CPA-L. Será preso em Janeiro de 1965 e condenado a um ano e três meses de prisão correccional. Em 1968 afasta-se do PCP. Participa na primeira manifestação em Portugal contra a guerra do Vietname, dinamizada por sectores que se ligarão à Esquerda Democrática Estudantil. Em 1969 apoia a Comissão Democrática Eleitoral, para fundar em 1970, o MRPP.

Terminada a licenciatura, torna-se jurista no Gabinete de Estudos e Planeamento dos Transportes Terrestres, em 1969. Em Agosto de 1971 é preso pela segunda vez e submetido à tortura do sono, seguindo-se uma condenação de 14 meses de prisão correccional. Cumprida a pena, é impedido de regressar à função pública. Em 1973 dinamiza a campanha de denúncia pública do assassinato de Amílcar Cabral, o que lhe vale uma tentativa de nova detenção, da qual consegue escapar-se, entrando na clandestinidade até ao 25 de Abril.

Após a revolução passa a dirigir o jornal oficial do MRPP, Luta Popular, até 1979. Apoia as candidaturas presidenciais de Ramalho Eanes, em 1976 e 1980. Afastado do MRPP no último desses anos, será várias vezes candidato independente a deputado, nas listas do Partido Socialista Revolucionário (PSR), a partir de 1985.

Em 1982 passou a dedicar-se ao jornalismo, coordenando a página de História do Diário de Notícias e participando na redacção do seu suplemento cultural, até 1992. É, desde esse ano, colunista quinzenal do jornal Público.

Em 1986 conclui o mestrado em História dos Séculos XIX e XX, pela Universidade Nova de Lisboa. É convidado para assistente do Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Doutorado em História Contemporânea, em 1990, ascendeu a professor catedrático da FCSH-UNL em 2003.

Actualmente preside ao Instituto de História Contemporânea, é consultor da Fundação Mário Soares e director da revista História. A sua investigação centra-se na história do Estado Novo, tendo mais de uma centena de textos publicados nesse domínio.

Fernando Rosas participou na fundação do Bloco de Esquerda em 1999, cuja Comissão Permanente integrou. Foi eleito deputado à Assembleia da República, em 1999 e 2005, pelo Círculo de Setúbal, e em 2009, pelo Círculo de Lisboa[1] . Foi candidato à Presidência da República em 2001, com o apoio do BE.

A 30 de Janeiro de 2006 foi atribuída a Fernando Rosas a Comenda da Ordem da Liberdade.[2]

Obras publicadas (selecção)[editar | editar código-fonte]

  • As primeiras eleições legislativas sob o Estado Novo : as eleições de 16 de Dezembro de 1934, (1985)
  • O Estado Novo nos Anos 30, (1986)
  • O salazarismo e a Aliança Luso-Britânica : estudos sobre a política externa do Estado Novo nos anos 30 a 40, (1988)
  • Salazar e o Salazarismo (co-autor), (1989)
  • Portugal Entre a Paz e a Guerra (1939/45), (1990)
  • Portugal e o Estado Novo (1930/60), (co-autor), (1992)
  • O Estado Novo (1926/74), (co-autor), (1994)
  • Dicionário de História do Estado Novo, (dir.), (1995)
  • Portugal e a Guerra Civil de Espanha, (coord.), (1996)
  • Armindo Monteiro e Oliveira Salazar : correspondência política, 1926-1955, (coord.), (1996)
  • Salazarismo e Fomento Económico, (2000)
  • Portugal Século XX : Pensamento e Acção Política, (2004)
  • Lisboa Revolucionária, (2007)
  • História da Primeira República Portuguesa, (coord.), (2009)
  • Salazar e o Poder. A Arte de Saber Durar (2012)[3]

Eleições presidenciais de 2001[editar | editar código-fonte]

Única volta a 14 de Janeiro de 2001
Candidato Votos  %
Jorge Sampaio 2 401 015
55,55%
Joaquim Ferreira do Amaral 1 498 948
34,68%
António Simões de Abreu
223 196
5,16%
Fernando Rosas
129 840
3,00%
António Garcia Pereira
68 900
1,59%

Referências

  1. Fernando Rosas Assembleia da República. Página visitada em 23 de junho de 2010.
  2. Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas Presidência da República Portuguesa. Página visitada em 2014-05-20. "Resultado da busca de "Fernando Rosas"."
  3. Rosas, Fernando, 1946- PORBASE. Página visitada em 23 de junho de 2010.
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