Francisco Serrano y Domínguez

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Francisco Serrano y Domínguez
Francisco Serrano y Domínguez
Presidente do governo da Espanha Espanha
Período de governo 3 de Janeiro 1874 a 30 de Dezembro 1874
Sucessor(a) Juan Zavala de la Puente (Como Presidente do Governo)
Antecessor(a) Emilio Castelar (Como Presidente da República)
Sucessor(a) Rei Afonso XII (Como Chefe de Estado)
Vida
Nascimento 1810
Cádiz
Morte 1885
Madrid
linkWP:PPO#Espanha

Francisco Serrano y Domínguez (Cádiz, 1810Madrid, 1885) foi um político da Espanha. Ocupou o lugar de presidente do governo de Espanha e o último Presidente da República da Primeira República Espanhola de 3 de Janeiro a 30 de Dezembro de 1874.

Serrano pertencia a uma família de militares de tradição liberal. O fato de ter nascido em San Fernando foi devido à participação de seu pai nas primeiras Cortes

Uma vez ingressou no exército, as Guerras Carlistas permitiram-lhe ascender com rapidez. Herdeiro da tradição liberal do seu pai, em 1839 decide passar à política junto a Espartero. Com o governo deste último chegou a ser ministro da Guerra, embora depois se aliasse com o general Prim contra o seu antigo mentor. Parte da sua relevância social era devida a ser amante da rainha Isabel II, o que lhe valiou a alcunha de General Bonito. Porém, após cessar a sua relação com ela, caiu em desgraça e foi trasladado para Granada.

Em 1854 voltou a se unir a Espartero durante pouco tempo, e depois passou a fazer parte de um partido moderado, liderado por Leopoldo O'Donnell.

Serrano desempenhou numerosos cargos ao serviço da administração pública e política, ocupando a embaixada da Espanha em Paris, e a Capitania-Geral de Cuba dentre 1859 e 1862. A dura repressão da sublevação do quartel de San Gil em 1866 serviu-lhe para obter o título nobiliário de duque.

A Revolução de 1868, que acabou com o reinado de Isabel II, teve uma importante intervenção de Serrano, que dirigiu o exército que venceu as tropas da rainha na batalha de Alcolea.

A Junta Provisional Revolucionaria de Madrid encarregou-lhe a 3 de Outubro a formação de um Governo Provisório, que aceitou o dia seguinte[1] e que ficou constituído a 8 de Outubro.[2] Após a promulgação da Constituição de 1869, as Cortes Constituintes investiram-no com o cargo de Regente do Reino.[3] Após a jura de Amadeu I, voltaria a ocupar várias vezes a Presidência do Conselho de Ministros. Implicado depois em diversas manobras políticas, após a proclamação da Primeira República, mudou-se para França.

Após o golpe de Estado do general Pavía, aceitou o cargo de Presidente do Poder Executivo da República,[4] e dissolveu as Cortes republicanas em 1874,[5] instaurando uma espécie de ditadura republicana de talante conservador mas com certas aspirações liberais; a sua ambição era perpetuar-se como ditador, mas a destruição das forças republicanas abrira o caminho para a restauração Bourbónica na Espanha, precipitada naquele mesmo ano pelo pronunciamento do general Martínez Campos em Sagunto. Aceitou o novo rei, Afonso XII, e pretendeu desempenhar um papel de destaque no novo regime como chefe do Partido Constitucional. Quedou desairado por Cánovas e pelo rei quando estes preferiram a Sagasta como líder liberal, razão pela qual se escindiu com o grupo da Esquerda Dinástica espanhola (1881).

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Emilio Castelar
Presidente da República de Espanha
1874 - 1874
Sucedido por
Rei Afonso XII
Precedido por
'
Presidentes do governo de Espanha
Jan. 1874 - Dez. 1874
Sucedido por
Juan Zavala de la Puente
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