Helmuth von Moltke

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Generalfeldmarschall Helmuth von Moltke

Helmuth Karl Bernhard, Graf[1] von Moltke (Parchim, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, 26 de Outubro de 1800Berlim, 24 de Abril de 1891), foi um marechal-de-campo prussiano, liderava uma numerosa divisão do Exército prussiano na Unificação Alemã e na Guerra Franco-Prussiana. Estudou na Academia Militar de Copenhague.

Inicialmente, alistou-se no Exército Dinamarquês, mas em 1822 alistou-se no Exército Prussiano, como tenente. Entrou para o Estado-Maior do exército Prussiano em 1835 e em 1835, foi enviado à Turquia para ajudar na modernização do Exército daquele país. Retornou à Prússia em 1839, como chefe do Estado-Maior do IV Corpo. Comandou as operações na Guerra dos Ducados (1863), contra a Dinamarca, na Guerra das Sete Semanas (1866), contra a Áustria e na Guerra Franco-Prussiana (1870), quando do surgimento do Segundo Reich.

Publicou vários livros de temática militar, onde explicava suas táticas de guerra.

A Teoria de Guerra de Moltke[editar | editar código-fonte]

Diferentemente da disciplina de Clausewitz, que teorizava a guerra na tentativa de uma compreensão geral de sua natureza e de Jomini, que desenvolveu um sistema de regras, Moltke estruturava sua particular estratégia de adaptar os fins e meios, e desenvolveu os métodos de Napoleão de acordo com as diferentes condições de seu tempo. Ele foi o primeiro a reconhecer o grande poder defensivo das armas modernas e inferiu que um ataque envolvente se tornou mais formidável do que a tentativa de transpor o front inimigo.

Moltke ponderou as táticas de Napoleão na Batalha de Bautzen, quando o imperador trouxe o corpo-de-exército de Michel Ney, de uma grande distância, vindo contra o flanco dos aliados, com o intento de uni-lo a suas tropas antes da batalha; e ainda elaborou um estudo da ação combinada dos aliados na Batalha de Waterloo.

Ao mesmo tempo Moltke desenvolvia estudos sobre as marchas e logística de um exército. Levantou questões como a dificuldade de se alimentar tropas estacionadas na mesma área. Segundo suas inferências a essência da estratégia reside nos arranjos de separação das tropas para marchar e sua concentração durante a batalha. A fim de obter uma grande maleabilidade, o exército deveria ser distribuído em tropas separadas, cada uma sob comando autorizado a regular os seus movimentos e ação, sujeitados as instruções de um comandante-em-chefe com relação à direção e propósito das operações.

A principal tese de Moltke é que a estratégia militar tem de ser concebida como um sistema de opções desde os primórdios da planejabilidade da operação militar. Como resultado, ele considerava que a principal tarefa das lideranças militares consistia na exaustiva preparação de todas as possíveis conseqüências. Sua tese pode ser resumida em duas afirmações, uma famosa e a outra nem tanto, traduzidas em português como: "Nenhum plano de batalha sobrevive ao contato com o inimigo" e "Guerra é uma questão de conveniência".

Entretanto, como pode ser visto das descrições de seus planos para a guerra contra a Áustria e contra a França, seu planejamento para a guerra era extremamente detalhado e levava em consideração centenas de variáveis. É um erro pensar que Moltke pensava que planos de guerra eram de nenhum uso (o que uma simples leitura de "Nenhum plano de batalha sobrevive ao contato com o inimigo" pareceria indicar).

Foi com Moltke que se originou o uso das cores azul para forças amigas e vermelho para as forças hostis.

Honrarias[editar | editar código-fonte]

Estatua (Berlim)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Letters of Field-Marshal Count Helmuth von Moltke to his mother and his brothers: Translated by Clara Bell and Henry W. Fischer (1891)
  • Letters of Field-Marshal Count Helmuth von Moltke to his mother and his brothers (1892)
  • Essays, speeches, and memoirs of Field Marshal Count Helmuth von Moltke (1893)
  • Este artigo incorpora texto da Encyclopædia Britannica (11ª edição), publicação em domínio público.

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • Bucholz, Arden. Moltke and the German Wars, 1864-1871, Palgrave Macmillan, 2001. ISBN 0-333-68757-4
  • Friedrich, Otto. Blood and Iron: From Bismarck to Hitler the Von Moltke Family's Impact on German History, 1st ed. New York: HarperCollins, 1995. ISBN 0-06-092767-4
  • Macksey, Kenneth. From Triumph to Disaster: The Fatal Flaws of German Generalship from Moltke to Guderian. Mechanicsburg, Pennsylvania: Stackpole Books, 1996. ISBN 1-85367-244-0
  • Wilkinson, Spenser (ed.). Moltke's Military Correspondence, 1870-71, Ashgate Publishing, 1991. ISBN 0-7512-0040-9
  • Martin van Creveld. "The Art of War: War and Military Thought", Cassell&Co, London, 2000. ISBN 0-304-35264-0 (p. 109)

Notas

  1. Graf é um título de nobreza traduzido como "conde"

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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