Jacques Offenbach

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Jacques Offenbach.

Jacques Offenbach (Colônia, Alemanha, 20 de junho de 1819Paris, França, 5 de outubro de 1880), compositor e violoncelista francês de origem alemã da Era Romântica, foi um paladino da opereta e um precursor do teatro musical moderno.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jacob Ebert, mais conhecido como Jacques Offenbach nasceu em Colônia, em 1819 e aprendeu as primeiros noções de música com seu pai, Isaac, chazan (cantor) da sinagoga da cidade. Aos doze anos, Jacob era um exímio violoncelista, e a família decidiu enviá-lo a Paris, onde iria receber uma melhor educação musical. Após um ano de estudos o jovem músico passou a atuar na orquestra do Théâtre national de l'Opéra-Comique, quando desenvolveu parceria musical e uma grande amizade com o pianista e compositor Friedrich von Flotow. O compositor adotou uma nova identidade, e trocou seu sobrenome para Offenbach, numa homenagem à cidade natal de seu pai, Offenbach am Main.

Considerado pela crítica como o "Liszt do violoncelo", ele não só se dedicou a compor várias obras para esse instrumento, bem como participou de uma série de concertos nas principais capitais europeias. Na corte londrina, apresentou-se para a Rainha Vitória I e o príncipe Alberto.

Em 1858, Paris começou a viver o período de frivolidade e decadência do Segundo Império. A cidade, administrada pelo Barão Georges-Eugène Haussmann, passava por um moderno processo de urbanização, caracterizado pela abertura de novas e amplas avenidas, chamadas boulevards. Os espetáculos teatrais começaram a explorar com humor, o espírito, a inteligência e o divertimento, característicos da vida parisiense.

Foi nesta época que estreou a primeira opereta de Offenbach, Orfeu no Inferno, onde um de seus temas musicais, o Can-Can, adquiriu notoriedade internacional. A fama e a popularidade de Offenbach subiram às alturas. Num espaço de dez anos ele escreveu noventa operetas, a maioria de grande sucesso, como La Belle Hélène, La Vie Parisienne, La Grande-duchesse de Gérolstein e La Princesse de Trébizonde. Segundo Carpeaux, Offenbach regeu o 'can-can' que as plateias dançavam, sendo um participante embriagado e espectador cínico da orgia.

A derrota dos franceses na guerra franco-prussiana de 1870 e os incêndios da comuna de Paris colocaram um final na temporada de danças, risos e champanhe. Offenbach, apesar de suas raízes alemãs, considerava-se um genuíno parisiense, e entrou em profunda depressão após a humilhante derrota sofrida pela França, ante as tropas de Otto von Bismarck.

Depois de um malogrado 'tour' pelos Estados Unidos e com sua fortuna delapidada, Offenbach passou a demonstrar um amargo arrependimento por ter desperdiçado o seu talento, compondo músicas populares e de gosto duvidoso. Atraído pelas histórias fantásticas do escritor e compositor alemão Ernst Theodor Amadeus Wilhelm Hoffmann, ele se lançou febrilmente na tarefa de compor uma ópera séria que ficasse para a posteridade.

Com 60 anos e muito doente, ele trabalhou com afinco para concluir Os contos de Hoffmann. O criador de operetas, não conseguiu realizar o grande sonho de assistir a montagem de sua primeira grande ópera de sucesso. Ele morreu em Paris, no dia cinco de outubro de 1880 e a estreia de sua jóia musical só iria ocorrer cinco meses depois. A ópera foi considerada o maior evento da temporada, atingindo um recorde de 101 apresentações.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • L'alcôve
  • Blanche
  • La Duchesse d'Albe
  • Le trésor à Mathurin (ou Le mariage aux lanternes)
  • Pépito
  • Luc et Lucette
  • Le décaméron, ou La grotte d'azur
  • Entrez, messieurs, mesdames
  • Un nuit blanche
  • Les deux aveugles
  • Le rêve d'une nuit d'été
  • Oyayaie, ou La reine des îles
  • Le violoneux
  • Madame Papillon
  • Paimpol et Périnette
  • Ba-ta-clan
  • Un postillon en gage
  • Tromb-al-ca-zar, ou Les criminels dramatiques
  • La rose de Saint-Flour
  • Les dragées du baptême
  • Le 66
  • Le financier et le savetier
  • La bonne d'enfant(s)
  • Les trois baisers du diable
  • Croquefer, ou Le dernier des paladins
  • Dragonette
  • Vent du soir, ou L'horrible festin
  • Une demoiselle en loterie
  • Les deux pêcheurs, ou Le lever du soleil
  • Mesdames de la Halle
  • La chatte metamorphosée en femme
  • Orfeu als inferns (Orphée aux enfers)
  • Le mari à la porte
  • Les vivandières de la grande-armée
  • Geneviève de Brabant
  • Le carnaval des revues
  • Daphnis et Chloé
  • Barkouf (revisada Boule de neige)
  • Le chanson de Fortunio
  • Le pont des soupirs
  • M. Choufleuri restera chez lui le . . .
  • Apothicaire et perruquier
  • Le roman comique
  • Monsieur et Madame Denis
  • Le voyage de MM. Dunanan père et fils
  • Les bavards ("Bavard et Bavarde" ou "Die Schwätzerin von Saragossa")
  • Jacqueline
  • La baguette (Fédia)
  • La leçon de chant électromagnétique
  • Il signor Fagotto
  • Lischen et Fritzchen
  • Fleurette (Fleurette, oder Trompeter und Näherin)
  • L'amour chanteur
  • Les fées du Rhin (Die Rheinnixen)
  • Les géorgiennes
  • Le fifre enchanté, ou Le soldat magicien
  • Jeanne qui pleure et Jean qui rit
  • La belle Hélène
  • Coscoletto, ou Le lazzarone
  • Les refrains des bouffes
  • Les bergers
  • Barbe-bleue
  • La vie parisienne
  • La Grande-Duchesse de Gérolstein
  • La permission de dix heures (Urlaub nach dem Zapfenstreich)
  • Robinson Crusoé
  • Le château à Toto
  • L'ile de Tulipatan
  • La Périchole
  • Vert-Vert
  • La diva
  • La princesse de Trébizonde
  • Les brigands
  • La romance de la rose
  • Mam'zelle Moucheron
  • Le roi Carotte
  • Fantasio
  • Le corsaire noir (Der schwarze Corsar)
  • Les braconniers
  • Pomme d'api
  • La jolie parfumeuse
  • Bagatelle
  • Madame l'archiduc
  • Whittington (Le chat du diable)
  • Le hannetons
  • La boulangère a des écus
  • Le voyage dans la lune
  • La créole
  • Tarte à la crême
  • Pierrette et Jacquot
  • La boîte au lait
  • Le docteur Ox
  • La foire Saint-Laurent
  • Maître Péronilla
  • Madame Favart
  • La marocaine
  • La fille du tambour-major
  • Belle Lurette
  • Os Contos de Hoffmann (Les contes d'Hoffmann), tema do filme A Vida É Bela

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Sophie-Anne Leterrier, «Jean-Claude YON, Jacques Offenbach», Accedir-hi.
  • András Batta. Ópera: Compositores. Obras. Intérpretes. ISBN 3-8290-2830-X

Fragmento musical[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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