João Bernardo Vieira
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| João Bernardo Vieira | |
| Presidente da Guiné-Bissau |
|
| Mandato: | 1973 - 1984 1984 - 1999 2005 - Presente |
| Precedido por: | Luís de Almeida Cabral (1973) Carmen Pereira (1984) Henrique Rosa (2005) |
| Sucedido por: | Carmen Pereira (1984) Ansumane Mané Presidente atual |
| Nascimento | 27 de Abril de 1939 Bissau |
|---|---|
| Partido político: | sem partido |
João Bernardo Vieira, mais conhecido por Nino Vieira ou Kabi Nafantchamna, (Bissau, 27 de Abril de 1939) é um político da Guiné-Bissau e, desde 1 de Outubro de 2005, o actual presidente da República.
Vieira voltou à cena política em meados de 2005, quando venceu a eleição presidencial apenas seis anos depois de ser expulso durante uma guerra civil que pôs fim a dezenove anos de poder.
Eletricista de formação, Vieira se afiliou ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) de Amilcar Cabral em 1960 e rapidamente se tornou peça-chave da guerra de guerrilha do país contra o regime colonialista Português.
À medida em que a guerra se intensificou, ele demonstrou habilidade como líder militar e rapidamente subiu na cadeia de comando. Vieira era conhecido por seus camaradas como "Nino" e esse permaneceu seu nome de guerra enquanto durou a luta.
Logo após eleições do conselho regional no fim de 1972, em áreas sob o controle do PAIGC, que levaram à constituição de uma assembléia constituinte, Vieira foi nomeado presidente da Assembléia Nacional Popular. Em 28 de setembro de 1978, ele foi nomeado primeiro-ministro da Guiné-Bissau.
Em 1980, as condições econômicas haviam se deteriorado significativamente, o que leval a uma generalizada insatisfação com o governo. Em 14 de novembro de 1980, Vieira derrubou o governo de Luís Cabral em um golpe militar sem derramamento de sangue, o que levou à desvinculação do PAIGC de Cabo Verde, que preferiu se tornar um partido separado. A constituição foi suspensa e um Conselho Militar da Revolução com nove membros, comandado por Vieira, foi formado. Em 1984, uma nova constituição foi aprovada, fazendo o país retornar a um regime civil.
A Guiné-Bissau, como o resto da África subsaariana, foi em direção à democracia multipartidária no começo dos anos 90. A proibição de partidos políticos terminou em 1991 e houve eleições em 1994. No primeiro turno das eleições presidenciais, em 3 de julho, Vieira receber 46,20% dos votos, concorrendo com outros sete candidatos. Ele acabou em primeiro lugar, mas não consegiu ganhar a necessária maioria, o que levou a um segundo turno em 7 de agosto. Ele recebery 52,02% dos votos contra 47,98% de Kumba Yalá, um ex-palestrante de filosofia e candidato do Social Renewal Party (PRS). Observadores internacionais da eleição consideraram ambos os turnos livres e justos em geral. Vieira tomou posse com o primeiro presidente democraticamente eleito da Guiné-Bissau em 29 de setembro de 1994.
Logo depois de uma tentativa fracassada de golpe de estado contra o governo em junho de 1998, o país se viu em meio a uma breve mas violenta guerra civil entre forças leais a Vieira e outras leais ao líder rebelde Ansumane Mané. Rebeldes finalmente depuseram o governo de João Vieira em uma nova outbreak of fighting em 7 de maio de 1999[1] Ele se refugiou na embaixada portuguesa e se refugiou em Portugal em Junho.[2]
Em 7 de abril de 2005, pouco mais de dois anos depois de outro golpe militar derrubar o governo do presidente Kumba Yalá, Vieira retornou à Bissau de Portugal.[3] Mais tarde, naquele mês, ele anunciou que se candidataria à presidência nas eleições presidenciais de 2005, em junho. [4] Apesar de que muitos consideraram Vieira inelegível por cause de processos contra ele e porque ele estava em exílio, a Suprema Corte decidiu que ele estava apto a concorrer.[5] Seu antigo partido, o PAIGC, apoiou o ex-presidente interino Malam Bacai Sanhá como seu candidato.
De acordo com resultados oficiais, Vieira ficou em segundo lugar na eleição de 19 de junho com 28,87% dos votos, atrás de Malam Bacai Sanhá, e portanto participou do segundo turno. Ele oficialmente derrotou Sanhá no segundo turno, em 24 de julho, com 52,35% dos votos, e tomou posse como presidente em primeiro de outubro.[6]
Em 28 de outubro de 2005, Vieira anunciou a dissolução do governo chefiado pelo Primeiro-ministro Carlos Gomes Junior, seu rival, citando a necessidade de manter a estabilidade; em 2 de novembro, nomeou seu aliado político Aristides Gomes para o cargo.[7]
[editar] Ver também
Referências
- ↑ "Loyalist troops capitulate", IRIN, May 7, 1999.
- ↑ "Deposed Guinea-Bissau's president arrives in Portugal", BBC.co.uk, June 11, 1999.
- ↑ "Nino Vieira returns from exile to a hero's welcome", IRIN, April 7, 2005.
- ↑ "Nino Vieira says he will contest presidential election", IRIN, April 18, 2005.
- ↑ "Vieira and Yala cleared to contest June presidential election", IRIN, May 11, 2005.
- ↑ Report of the Secretary-General on developments in Guinea-Bissau and on the activities of the United Nations Peacebuilding Support Office in Guinea-Bissau, United Nations Security Council, December 2, 2005.
- ↑ "President appoints controversial new prime minister", IRIN, November 2, 2005.

