Liepāja

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Liepāja
Escut Liepaja.png Flag of None.svg
Brasão Bandeira
Região Kurzeme
População 89.448 habitantes
Censo 31 de março de 2000
Área 60 km²
Densidade 1.490,80 hab/km²
População estimada
em 1 de janeiro de 2006
85.915 habitantes
Mapa
Latvia-Liepaja city.png
Porto de Liepāja

Liepāja (Alemão: Libau, Lituano: Liepoja, Polonês: Lipawa, Russo: Либава / Libava or Лиепая / Liyepaya, iídiche: ליבאַװע / Libave) é uma cidade independente da Letônia localizada na região de Kurzeme (Curlândia). É a terceira maior cidade letã e um importante porto de águas quentes. Sua população, em 1 de janeiro de 2006, era de 85.915 habitantes.

O brasão de armas de Liepāja foi adotado quatro dias depois de tornar-se cidade, a 22 de março de 1625.[1] Ele é descrito com tendo "em um fundo prateado, o leão de Kurzeme com uma cauda dividida, apoiado em uma tília com suas patas dianteiras." A bandeira de Liepâja, com a metade superior vermelho e a inferior verde, tem o brasão no centro.

História[editar | editar código-fonte]

Liepāja foi fundada em 1253 por pescadores curonianos, chamando-se inicialmente Lyva, mesmo nome do rio onde está localizada. A Ordem Livoniana, sob a proteção da Ordem Teutónica, estabeleceu o local como vila (town) de Libau em 1263. O nome Liepāja passou a ser mais utilizado a partir de 1560. Em 1625, o duque Friedrich Kettler da Curlândia concedeu à vila direitos de cidade, que foram confirmados em 1626 pelo rei Sigismundo III da Polônia.

Sob o governo do duque Jacob Kettler (1640-1681), Liepāja transformou-se em um dos principais portos da Curlândia. Jacob era um defensor ferrenho das idéias do mercantilismo. Houve um grande crescimento no ramo da metalurgia e da construção de navios, e foram estabelecidas relações comerciais não somente com países próximos, mas também com a Grã-Bretanha, a França, os Países Baixos e Portugal.

Liepāja e a Curlândia passaram para o controle do Império Russo em 1795, durante a Partições da Polônia.

O crescimento durante o século XIX foi rápido. A cidade transformou-se em um importante porto no Mar Báltico para os russos, e no começo do século XX tornou-se um ponto central de embarcação para os imigrantes que viajavam aos Estados Unidos.

Na década de 1870, o rápido desenvolvimento das ferrovias russas e a abertura, em 1876, da ferrovia Liepāja-Romni garantiu que uma grande proporção do comércio da Rússia central passasse por Liepāja. Por volta de 1900, 7% das exportações russas passavam por lá.

L

Em 1906, um serviço direto com os Estados Unidos era usado por 40.000 emigrantes por ano.

Por volta de 1913, 1.738 navios entraram em Liepāja atravessando o porto com 1.548.119 toneladas em carregamentos. A população tinha aumentado de 10.000 para mais de 100.000 habitantes em aproximadamente 60 anos.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Liepāja foi ocupada pelo exército alemão. Após a guerra, quando a República Independente da Letônia foi fundada, Liepāja tornou-se a capital de Letônia por seis meses quando o governo interino de Letônia fugiu de Riga em um navio.

A Segunda Guerra Mundial destruiu a cidade. A anexação da Letônia à União Soviética trouxe grande miséria, com milhares sendo presos e deportados para a Sibéria e outros milhares fugindo para a América do Norte, Austrália e Europa Ocidental.

Durante a ocupação soviética, Liepāja era uma cidade fechada, e mesmo fazendeiros próximos e aldeões precisavam de uma licença especial para entrar na cidade. O exército soviético estabeleceu lá sua principal base naval no Báltico, e fechado a cidade completamente ao tráfego comercial no final da década de 1960. Um terço da cidade foi ocupado pela base naval soviética com um efetivo de 26 mil militares.

Depois que a Letônia recuperou sua independência, Liepāja trabalhou arduamente para transformar-se de uma cidade militar para uma moderna cidade portuária destacada na Europa. O porto comercial foi reaberto em 1991. Em 1994, a última tropa russa deixou a cidade.

Desde então, Liepāja tem se engajado em cooperações internacionais, encontrou 11 cidades-gêmeas e parceiras e é uma sócia ativa em diversas redes de cooperação.

Economia[editar | editar código-fonte]

Em 1997, a Zona Econômica Especial de Liepāja, com um ambiente de baixos impostos, foi estabelecida por 20 anos, a fim de atrair investimentos estrangeiros e facilitar o desenvolvimento econômico.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Liepâja é conhecido por toda a Letônia como "a cidade onde nasce o vento", possivelmente devido à brisa constante do mar. Uma canção do mesmo nome (Pilsētā, kurā piedzimst vējš) foi composta por Imants Kalniņš. Por causa dessa fama, próximo a Liepāja foi construída a maior usina eólica do país (com 33 turbinas Enercon)

O Aeroporto Internacional de Liepāja é um dos três aeroportos internacionais da Letônia.

A base soviética Karosta está aberto aos visitantes, enquanto que a catedral está sendo restaurada. As instalações vão sendo melhoradas à medida que a cidade hospeda a maior flotilla naval da Letônia, e torna-se cada vez mais importantes para a OTAN.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Commons
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Liepāja mantém relações de cidade-irmã com as seguintes cidades:

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