Pintassilgo-pinheiro

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Carduelis pinus CT7.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Família: Fringillidae
Género: Carduelis
Espécie: C. pinus
Nome binomial
Carduelis pinus
(Wilson, 1810)
Sinónimos
Spinus pinus

O pintassilgo-pinheiro é um pássaro norte-americano migratório, da família dos Fringilídeos.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O pintassilgo-pinheiro tem um comprimento de 11 a 14 cm, um peso de 12 a 18 g e uma envergadura entre asas de 12 a 18 cm.[1] [2] O macho tem as partes superiores castanhas com listas escuras e as partes inferiores esbranquiçadas também com listas escuras, as asas são pretas ou castanhas escuras com duas barras amareladas, a cauda é escura com penas amarelas e o bico é comprido e pontiagudo. A fêmea é semelhante ao macho, mas com menos amarelo nas asas e cauda.[2] [3] Os juvenis são amarelo-camurça.[3]

O pintassilgo-pinheiro é uma ave polimórfica, havendo uma pequena percentagem (cerca de 1% segundo McLaren et al. (1989)) dos machos da forma nominal que têm a plumagem esverdeada nas partes superiores e não acastanhada (green morphs).[4] [5]

Distribuição[editar | editar código-fonte]

Distribui-se pelo Alasca, Canadá, E.U.A., México e Guatemala.[6]


Taxonomia[editar | editar código-fonte]

Descoberto por Alexander Wilson, em 1810, perto de Filadélfia, Pensilvânia, E.U.A. tendo-lhe dado o nome de Fringilla pinus. São reconhecidas três subespécies. A subespécie perplexa hibridiza com o carduelis atriceps.[7] [8]

Segundo Arnaiz-Villena et al. (2012), o pintassilgo-pinheiro faz parte da radiação norte-americana de spinus/carduelis, juntamente com o pintassilgo-das-antilhas (carduelis dominicensis) e o pintassilgo-de-chapéu-preto (C. atriceps) e tendo como possível antepassado comum o lugre (c. spinus).[5] [9]

Subespécies[editar | editar código-fonte]

Habitat[editar | editar código-fonte]

Frequenta as florestas de coníferas, as florestas mistas, os parques, os bosques suburbanos, os matagais, os prados, o chaparral, as pradarias, os jardins, onde são frequentes nos alimentadores de pássaros.[1] [2]

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Pintassilgo-pinheiro num alimentador

Alimenta-se principalmente de sementes de coníferas como os pinheiros, as píceas, os cedros, as tsugas e os lariços, mas também de sementes de caducifólias como o alnus, a bétula, a liquidâmbar e o bordo.[1] Come igualmente os rebentos de árvores, os caules e folhas tenras de plantas herbáceas, as sementes de gramíneas, de dente-de-leão, de girassol, de cardo, insectos, seiva de árvores e produtos contendo minerais como cinza e sal da estrada (utilizado para derreter a neve e o gêlo das estradas no inverno).[1]

O pintassilgo-pinheiro consegue armazenar uma pequena quantidade de sementes (10% do seu peso) numa zona do esófago, que utiliza nas noites geladas com temperaturas abaixo de zero.[1]

Nidificação[editar | editar código-fonte]

A época de reprodução tem lugar nos mêses de abril e maio,[2] podendo haver uma ou duas posturas.[1] [2] A fêmea constrói o ninho em forma de taça, no ramo de uma árvore, com pauzinhos, raizes, líquenes, palhas, forrado com musgos, pêlos, penas e palhinhas. O macho também pode contribuir com material.[1] [2] A postura é constituída por 3 a 5 ovos azuis-esverdeados com pintas castanhas e pretas, que são incubados pela fêmea durante 13 dias (o macho alimenta-a durante este período). As crias deixam o ninho ao fim de 2 semanas.[1] [2]

Comportamento[editar | editar código-fonte]

É uma espécie muito gregária, que quando migra chega a juntar-se em bandos de alguns milhares.[1] As suas migrações são erráticas, isto é, não obedecem a um padrão de ano para ano.[1] [2] Consegue aumentar o seu metabolismo em cerca de 40% em relação a aves do seu tamanho, nas noites geladas com temperaturas abaixo de zero, para se manter quente.[1] [2] Alimentam-se muitas vezes de cabeça para baixo para melhor chegarem às sementes.[1]

Filogenia[editar | editar código-fonte]

A filogenia foi obtida por Antonio Arnaiz-Villena et al.[5] [9] [10] [11]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f g h i j k l All about Birds - The Cornell Lab of Ornithology Pine-siskin Acesso a 04-02-2013.
  2. a b c d e f g h i Arkive.org pine-siskin Acesso a 04-02-2013.
  3. a b National Geographic pine-siskin Acesso a 04-02-2013.
  4. McLaren, I. A., Morlan, J., Smith, P. W., Gosselin, M. & Bailey, S. F. (1989). Eurasian Siskins in North America – distinguishing females from green morph Pine Siskins. American Birds 43(5): 1268-1274.
  5. a b c d Arnaiz-Villena, A; Areces C, Rey D, Enríquez-de-Salamanca M, Alonso-Rubio J and Ruiz-del-Valle V. (2012). "Three Different North American Siskin/Goldfinch Evolutionary Radiations (Genus Carduelis): Pine Siskin Green Morphs and European Siskins in America". The Open Ornithology Journal 5: 73–81.
  6. The Birds of North America online - The Cornell Lab of Ornithology pine-siskin. Acesso a 04-02-2013
  7. a b c d The Internet Bird Collection Pine siskin. Acesso a 03-02-2013.
  8. Ottaviani, M. (2011). Monographie des Fringilles (carduélinés) – Histoire Naturelle et photographies, volume 2. Editions Prin, Ingré, France. ISBN 978-2-9091-3634-9
  9. a b Arnaiz-Villena, A; Ruiz-del-Valle V, Reguera R, Gomez-Prieto P and Serrano-Vela JI. (2012). "What Might have been the Ancestor of New World Siskins?". The Open Ornithology Journal 1: 46–47.
  10. Arnaiz-Villena, Antonio; Alvarez-Tejado M., Ruiz-del-Valle V., García-de-la-Torre C., Varela P, Recio M. J., Ferre S., Martinez-Laso J.. (1998). "Phylogeny and rapid Northern and Southern Hemisphere speciation of goldfinches during the Miocene and Pliocene Epochs". Cell.Mol.Life.Sci. 54(9): 1031–41.
  11. Arnaiz-Villena, A.; Ruiz-del-Valle, V.; Moscoso, J.; Serrano-Vela, J. I.; Zamora, J.. (2007). "mtDNA phylogeny of North American Carduelis pinus group". Ardeola 54 (1): 1–14.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Fotos[editar | editar código-fonte]

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