Roberto Salmeron
| Roberto Salmeron | |
|---|---|
| Engenharia, física | |
| Nacionalidade | |
| Nascimento | 1922 |
| Local | São Paulo |
| Actividade | |
| Campo(s) | Engenharia, física |
Roberto Salmeron (São Paulo, 1922) é um engenheiro eletricista brasileiro e físico nuclear experimental de renome internacional, diretor-pesquisador emérito da Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CNRS).
[editar] Biografia
Salmeron fez seus estudos de graduação em engenharia elétrica na Escola Politécnica da USP e em física na Universidade Federal do Rio de Janeiro (também conhecida como Universidade do Brasil). De 1947 a 1950, ele trabalhou como pesquisador e instrutor na Escola Politécnica e no departamento de física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, na qual ele estudou radiações cósmicas sob a tutela dos físicos italianos Gleb Wataghin e Giuseppe Occhialini. De 1950 a 1953, Salmeron trabalhou no então recentemente criado Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, CBPF, no Rio de Janeiro. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, Salmeron foi contemporâneo da geração de jovens brilhantes físicos brasileiros, como César Lattes, José Leite Lopes, Oscar Sala, Mário Schenberg, Marcelo Damy de Souza Santos Jayme Tiomno e Mario Alves Guimarães.
De 1953 em diante, Salmeron viveu na Europa, primeiramente fazendo seu Ph.D. de 1953 a 1955 na Universidade de Manchester, sob a tutela de Patrick Blackett, prêmio Nobel de Física, e então como pesquisador associado da Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN), em Genebra, Suíça, de 1955 a 1963.
Em 1963, Salmeron retornou ao Brasil e aceitou a cadeira de professor de Física da então recém criada Universidade de Brasília. Infelizmente, a ditadura militar reprimiu fortemente os movimentos liberais e esquerdistas que ocorriam na universidade e ele então juntou-se a outros 223 professores em protesto, que deixaram a universidade em outubro de 1965.
Em 1966 Salmeron deixou o Brasil definitivamente e foi trabalhar no CERN novamente, a convite de seu diretor, onde ele teve importante participação em experimentos com a finalidade de descobrir o plasma quark-gluon. Desde 1967, Salmeron é professor da École Polytechnique em Paris, França, uma das mais importantes escolas de engenharia do mundo.
[editar] Pensamento
Para Salmeron, transmitir conhecimento é atividade tão nobre quanto trabalhar em pesquisas de ponta. É preciso ensinar ciência desde a infância, mas de modo experimental, não somente com palavras e livros. "Não conheço nenhum cientista, de nenhum país, que tenha tido um mau curso na escola".