Serge Koussevitzky

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Sergei Koussevitzky
Informação geral
Nome completo Sergei Aleksandrovich Koussevitzky
Nascimento 26 de Julho de 1874
Origem Vyshny Volochyok, Oblast de Tver
País Império Russo

Império Russo

Data de morte 4 de junho de 1951 (76 anos),
Boston, EUA
Ocupação(ões) Maestro, Compositor e Baixista
Instrumento(s) Baixo

Serge Aleksandrovich Koussevitzky[1] (russo: Сергей Александрович Кусевицкий) (26 de Julho de 1874 - 4 de Junho de 1951) foi um maestro, compositor e baixista russo, conhecido por seu longo mandato como diretor musical da Orquestra Sinfônica de Boston, de 1924 até 1949.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Início da Carreira[editar | editar código-fonte]

Koussevitzky nasceu em uma pobre família judia, em Vyshny Volochyok, Tver Oblast, Rússia, aproximadamente 250 km de distância da capital, Moscou. Seus pais eram músicos profissionais que ensinavam violino, violoncelo e piano. Ele também aprendeu a tocar trompete[2] . Ele foi batizado aos quatorze anos de idade e recebeu uma bolsa de etudos para estudar no Instituto Músico-Dramático da Sociedade Filarmônica de Moscou, onde ele estudou baixo, com Rambusek[2] e teoria músical. Ele foi um excelente baixista, trabalhando na orquestra do Teatro Bolshoi, aos vinte anos, em 1894 e sucedeu seu professor, Rambusek, como principal baixista em 1901. Em 25 de março do mesmo ano, ele fez sua estreia como solista em Moscou[2] . Acabou sendo aclamado pela crítica, o que o levou ao seu primeiro recital, em Berlim, em 1903. Em 1902 ele casou-se com a dançarina Natalie Ushkov, a filha de um mercador de chá[3] . Ele retirou-se do Bolshoi e mudou-se com sua esposa para Berlim, onde Serge estudou condução com Arthur Nikisch[4] .

Maestro e Editor[editar | editar código-fonte]

Em Berlim ele continuou apresentando recitais de baixo e, depois de dois anos praticando condução, em casa, com sua própria orquestra de estudantes, ele fez sua estreia como maestro profissional, com a Filarmônica de Berlim, em 1908. O concerto incluiu o Concerto para Piano nº2 de Sergei Rachmaninoff, com o próprio compositor ao piano. No ano seguinte, ele e sua esposa retornaram a Rússia, onde fundaram sua própria orquestra em Moscou e entrou para a carreira de editor, formando sua própria firma, Éditions Russes de Musique e comprando catálogos de muitos compositores da época. Os compositores publicados por Koussevitzky foram Sergei Rachmaninoff, Alexander Scriabin, Sergei Prokofiev, Igor Stravinsky e Nikolai Medtner[2] . Durante o período entre 1909 e 1920, ele continuou apresentando-se como solista na Europa e na Rússia ele e sua orquestra fizeram turnês, em 1910, 1912 e 1914. Os programas eram compostos por muitos trabalhos novos. Após a Revolução Russa de 1917, ele aceitou a posição de Maestro Residente da Orquestra Filarmônica do Estato de Petrogrado (a atual Orquestra Filarmônica de Leningrado). Ocupou o cargo de 1917 a 1920. Em 1920 ele deixou a União Soviética, para Berlim e Paris. Em Paris ele organizou os Concertos Koussevitzky (1921-1929)[2] , apresentando os novos trabalhos de Sergei Prokofiev, Igor Stravinsky e Maurice Ravel. Em 1924 ele mudou para os Estados Unidos, para suceder Pierre Monteux como Maestro da Orquestra Sinfônica de Boston. Entretanto, ele continuou a retornar a Paris nos verões, para conduzir os Concertos Koussevitzy, até 1929. Em 1941 ele e sua esposa tornaram-se cidadãos Estadunidenses[3] .

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

O apontamento de Koussevitzky como Maestro Residente da Orquestra Sinfônica de Boston foi o começo da era dourada da orquestra, continuando até 1949. Em um período de 25 anos, ele construiu a reputação da orquestra como uma das melhores orquestras da América. No início da década de 1940, ele descobriu o jovem tenor chamando de Alfred Cocozza (que depois ficou conhecido mundialmente como Mario Lanza). Com a Orquestra Sinfônica de Boston, ele fez inúmeras gravações, muitas delas aclamadas pela crítica. Seus alunos e protegidos incluíram Leonard Bernstein, Samuel Adler e Sarah Caldwell[5] .

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

A segunda esposa de Koussevitzky, Natalie, morreu em 1942 e criou a Fundação de Música de Koussevitzky em sua honra. No fim de 1947 ele casou-se com Olga Naumova, sobrinha de Natalie.

Campeão da Música Contemporânea[editar | editar código-fonte]

Em 1922, Koussevitzky tornou-se conhecido como um dos maiores e mais ppulares exemplos de orquestração, como o arranjo de Pictures at an Exhibition de Modest Mussorgsky/Maurice Ravel, de 1874. Ela foi apresentada em Paris, em 1923 e tornou-se rapidamente famosa e celebrada. O maestro Arturo Toscanini, que aparentemente não tinha grande gosto pela música Russa do século XIX, considerou a versão de Koussevitzky um dos maiores exemplos de orquestrações já produzidos e apresentou-a e gravou-a para a RCA Victor em 1953.

Koussevitzky foi um campeão da música moderna e pediu inúmeros trabalhos ao proeminentes compositores. Para o 50º aniversário da Orquestra Sinfônica de Boston, ele pediu o Concerto para Piano em G de Maurice Ravel, Segunda Rapsódia de George Gershwin, a Sinfonia nº4 de Sergei Prokofiev, Concerto para Cordas e Metais de Paul Hindemith e Sinfonia dos Salmos de Igor Stavinsky, como também trabalhos de Albert Roussel e Howard Hanson[6] .

Serge Koussevitzky morreu em Boston, em 1951.

Gravações[editar | editar código-fonte]

Serge Koussevitzky gravou com a Orquestra Sinfônica de Boston exclusivamente para a RCA Victor, exceto por uma gravação ao vivo, feita pela Colúmbia, da Sinfonia 1933 de Roy Harris, no Carnegie Hall, em Nova Iorque. Umas das primeiras gravações mais notáveis são o Bolero de Maurice Ravel, em 1929 no Symphony Hall em Boston, e um concerto com a Sinfonia Pastoral de Ludwig van Beethoven e uma suíte de [[Petrushka de Igor Stravinsky, também no Symphony Hall em 1927.

Algumas das últimas gravações de Koussevitzky, incluíram performances de obras de Sergei Prokofiev: a segunda suíte de Romeo e Julieta (em 1945, no Symphony Hall, Boston), a primeira sinfonia (em 1947, no Carnegie Hall, Nova Iorque, concerto que também contou com a Sinfonia Italiana de Felix Mendelssohn) e a quinta sinfonia (em 1945, no Symphony Hall, Boston). Nesse concertos também foram usados os revolucionários filmes ópticos, primeiro empregado com a Orquestra Sinfônica de São Francisco, em 1942.

Suas últimas gravações, feitas em novembro de 1950, foram as aclamadas performances da Segunda Sinfonia de Jean Sibelius e The Last Spring de Edvard Grieg.

Estréias Notáveis[editar | editar código-fonte]

Em Concerto[editar | editar código-fonte]

Gravação[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Koussevitzky's original Russian forename is usually transliterated into English as either Sergei or Sergey; however, he himself adopted the French spelling Serge, using it in his signature. (See The Koussevitzky Music Foundations official web site. Retrieved 2009-11-05.) His surname can be transliterated variously as Koussevitzky, Koussevitsky, Kussevitzky, Kusevitsky, or, into Polish, as Kusewicki; however, he himself chose to use Koussevitzky.
  2. a b c d e José Bowen, "Koussevitzky [Kusevitsky], Sergey (Aleksandrovich)" in Sadie, Stanley; John Tyrrell, eds. (2001). The New Grove Dictionary of Music and Musicians, 2nd edition. NewYork: Grove's Dictionaries. ISBN 1-56159-239-0.
  3. a b Colin Eatock. (Spring 2003). "Serge Koussevitzky Discovers America". Discourses in Music 4 (2).
  4. Lebrecht, Norman. The Maestro Myth. Secaucus, NJ: Carol Publishing Group, 1991. 135 pp. ISBN 1559721081
  5. Joan Peyser, Bernstein: A Biography
  6. Arquivado em novembro 12, 2006 no Wayback Machine Originally retrieved 2007-04-02.