Sviatoslav I de Kiev

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Sviatoslav I de Kiev
príncipe guerreiro (Konung) de Kiev.
Encontro entre Sviatoslav I de Kiev e o Imperador João I Tzimisces por Klavdiy Lebedev, segundo a descrição de Svaitoslav.
Governo
Reinado príncipe guerreiro (Konung) de Kiev
Vida
Nome completo Sviatoslav I de Kiev
Nascimento 942
Morte março de 972 (30 anos)

Sviatoslav I de Kiev (em eslavo oriental: Святослав; 942março de 972) foi um príncipe guerreiro (Konung) de Kiev, filho do príncipe Igor de Kiev e de sua esposa Olga de Kiev[1] [2] [3]

Sviatoslav ficou famoso pelas suas campanhas militares, que provocaram a queda das grandes potências do Este da Europa: Cazária e o Império Búlgaro. Submeteu também os Búlgaros do Volga, os povos alanos e outras tribos eslavas orientais, aliando-se com os pechenegues e com os magiares. O seu reinado sobre o Principado de Kiev, que durou uma década, caracterizou-se por uma rápida expansão até ao vale do Volga, à estepe do mar Cáspio e aos Balcãs. No final da sua curta vida Sviatoslav tinha forjado um grande e poderoso estado na Europa, convertendo Pereyaslavets, no Danúbio, na capital do seu reino, em vez de Kiev (969).

Em contraste com a conversão da sua mãe ao Cristianismo Ortodoxo, Sviatoslav manteve a sua fé, considerada pagã durante toda a vida. Devido à sua repentina morte durante um combate, as conquistas de Sviatoslav não se consolidaram num império, e também pelo facto de não ter garantido uma sucessão estável. Rapidamente estalou uma guerra civil entre os seus sucessores.

O Rus de Kiev no início do reinado de Sviatoslav (em vermelho) e a sua área de influência (em laranja) até 972

.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome "Sviatoslav" foi o do primeiro monarca do principado de Kiev, e tem uma origem indiscutivelmente eslava (a diferencia dos seus antecessores, cujos nomes proviam do nórdico antigo). Este nome não era muito frequente em outros reinos eslavos da Idade Média, nem sequer no próprio principado de Kiev, onde só o utilizaram membros da Dinastia Rurik. Os seus sucessores tomaram o seu exemplo e passaram a tomar nomes eslavos. Assim surge Vladimir, Yaroslav, Mstislav. Alguns estudiosos da matéria asseguram que o nome Sviatoslav (composto pelas raízes eslavas de “sagrado” e “glória”) foi uma criação artificial, derivada da combinação dos nomes dos seus predecessores. Oleg e Rurik (que significam “sagrado” e “glorioso” em nórdico antigo.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Pouco se sabe sobre a infância e juventude de Sviatoslav, que foi vivida em Novgorod. O seu pai Igor de Kiev, foi assassinado por Drevlianos em 942, pelo que a sua mãe, Olga de Kiev, reinou como regente até que até à maior idade do seu filho, que aconteceu no ano 963. O tutor de Sviatoslav foi um varego chamado de Asmud, que o educou para que pudesse ascender ao cargo de governante do Kiev. Parece que Sviatoslav não tinha grande vocação administrativa, pois passou grande parte da sua vida junto das suas “Druzhina” “tropas em eslavo“ numa luta permanente contra os estados vizinhos, como é relatado na Crónica de Néstor: "Durante as suas expedições não levava utensílios nem agasalhos, não cozinhava alimentos, assava directamente sobre o fogo peças de carne de cavalo, gamos e boi, não usavam tendas, deitava-se sobre mantas e com um saco debaixo da cabeça. Estava mais habituado a esta rotina do que aos costumes palacianos."

Sviatoslav foi descrito por Leão, o Diácono como um homem de altura e corpulência média, fazia a barba e usava um bigode e largas patilhas como símbolo de nobreza. Preferia vestir-se de branco e as suas armaduras estavam muito mais limpas que as dos seus homens, levando um único pendente de ouro com um rubi e duas pérolas.

A mãe de Sviatoslav, Olga, passeia por Constantinopla com o seu cortejo. Miniatura do século XI da crónica de João Escilitzes

Religião[editar | editar código-fonte]

A mãe de Sviatoslav converteu-se ao cristianismo na corte do imperador bizantino Constantino VII no ano de 957. No entanto Sviatoslav continuou adorando Perun, Veles, Svarog e a outros deuses da Mitologia Eslava, pelo que foi sempre considerado pagão por toda a vida pelos ortodoxos. De acordo com a Crónica de Néstor acreditava que os seus soldados lhe perderiam o respeito se se converte-se ao cristianismo. A fidelidade das suas tropas era-lhe imprescindível para que pudesse conquistar o seu império que acabou por se estender do rio Volga ao rio Danúbio.

Campanhas do Este[editar | editar código-fonte]

As escavações da fortaleza de Cazar, saqueada por Sviatoslav em 965. Foto aérea de Mikhail Artamonov.

Pouco depois de subir ao trono Sviatoslav começou uma guerra no sentido de expandir os seus territórios até ao vale do Volga e as estepes do mar Cáspio. O maior problema que encontrou no seu caminho foi a Cazária, que durante muitos séculos tinha sido uma das grandes potências da Europa Oriental. Há várias possibilidades nas causas que levaram ao conflito entre o principado de Kiev e os Jázaros. A primeira é o interesse de Sviatoslav na rota comercial do Volga (que trazia muitos benefícios à Cazária) e a segunda era o facto de o Imperador Romano I incentivava Kiev contra os Jázaros.

Cazária[editar | editar código-fonte]

A política de Sviatoslav com estes territórios começou por uma política de alianças com as tribos sob vassalagem cazar para que se unissem em favor da sua causa. Atacando e forçando a pagar tributo aqueles que não quisessem dar-lhe o seu apoio, como aconteceu com os povos viáticos. De acordo com uma lenda descrita na Crónica de Néstor, Sviatoslav enviou um mensageiro aos líderes viáticos em que só havia uma frase “Vou ao vosso encontro!” (Eslavo oriental: "Иду на вы!"). Esta frase é uma expressão utilizada habitualmente em (russo moderno) para denotar uma declaração directa das intenções. Passando pelo rio Oka e outros afluentes do Volga, invadiu a Bulgária do Volga e exigiu à população local o pagamento de tributo. Durante esta campanha militar passou o curso alto do rio e usou mercenários turcos e pechenegues, para fazer frente à magnífica cavalaria Jázara. Atacou a cidade cazar de Sarkel em 965, e saqueou, sem ocupar, a cidade de Kerch na Crimeia.

Na Criméia estabeleceu um governo próprio sob o seu comando que foi denominado Belaya Vyezha ("a torre branca ou a fortaleza branca, tradução eslava de Sarkel") e destruiu a capital da Cazária, Itil (ou Atil), entre os anos de 968 e 969. (um cronista que visitou a cidade depois do ataque escreveu: "Sviatoslav atacou, e não deixou uva nem cacho , nem uma folha há no seu ramo". A cronologia exacta da campanha de Cazária é incerta e muito discutida. Mikhail Artamonov e David Christian garantem que o saque de Sarkel ocorreu depois da destruição de Itil. O cronista Ibn Haukal faz referência ao saque de Sviatoslav à cidade de Samandar (no actual Daguestão), em que diz que a cidade não foi ocupada de forma permanente o que se tivesse acontecido seria uma localização bem no centro dos Territórios de Cazária, ao norte do Cáucaso.

No seu regresso a Kiev, Sviatoslav preferiu atacar de novo os povos ossétios, forçando-os a fazer-lhe vassalagem, pelo que os Jázaros continuaram a sua existência. A destruição do poder imperial de Cazária abriu caminho a Kiev para o controle das rotas comerciais do Mar Negro, que eram dominadas havia séculos pelos Jázaros, e permitiu a criação de assentamentos eslavos na região de Saltovo-Mayaki, o que originou grandes trocas culturais e demográficas.

Campanha dos Balcãs[editar | editar código-fonte]

Perseguição dos exércitos de Sviatoslav pelos soldados bizantinos. Miniatura do século XI das crónicas de João Escilitzes.

A aniquilação da Cazária debilitou muito a Aliança Russo–Bizantina, que tinha posto fim a confrontos entre ambas as parte no ano 941. Graças a este tratado a Kiev e o Império Bizantino tinham colaborado em campanhas militares como foi o caso da expedição a Creta do Imperador Nicéfoto II.

Bulgária[editar | editar código-fonte]

No ano de 967 ou 968, o omperador mandou Caloquiros a Kiev para que este convencesse Sviatioslav a juntar-se a ele numa guerra contra o Império Búlgaro. Foi pago 15 000 moedas de ouro a Sviatoslav para compensar os gastos da viagem e organização do seu exército de 6 000 homens, a maioria mercenários pechenegues. Svatioslav venceu o imperador búlgaro, Bóris e ocupou todo o norte da Bulgária. Entretanto os bizantinos incentivaram os pechenegues contra Kiev, chegando a sitiar a cidade (onde se encontravam a mãe de Svatioslav, Olga e o seu filho Vladimir) no ano de 968, perante os factos imediatamente, Sviatoslav regressou com o seu exército e livrou a cidade do assédio que lhe estava a ser imposto.

Contra Bizâncio[editar | editar código-fonte]

Sviatoslav negou-se a dar as suas conquistas nos Balcãs ao Império Bizantino, pelo que se iniciou um conflito aberto. Apesar da oposição dos boiardos e da sua mãe, Sviatoslav decidiu mudar a sua capital de Kiev para Pereyaslavets, perto das fontes do rio Danúbio, devido à sua posição estratégica e à ameaça contínua dos pechenegues à sua antiga capital. Na Crónica de Nestor, do ano de 969, Svatioslav explica-se descrevendo a sua nova cidade ao centro das suas terras, "abundam todas as riquezas: ouro, sedas, vinho, vários frutos da Grécia, prata, cavalos da Hungria e da Boémia, cera, mel e eslavos compatriotas".

Boris Chorikov. Sviatoslav durante a campanha da Bulgária.

No verão de 969, Svatioslav abandonou a sua terra de novo, dividindo os seus domínios em três regiões, cada qual debaixo da regência de um dos seus filhos. Comandou um exército que incluía mercenários pechenegues e magiares, e invadiu a Bulgária novamente, devastando a Trácia e capturando a cidade de Filipópolis. Nicéforo II Focas respondeu fortificando as defesas de Constantinopla e preparando novos regimentos de cavalaria, no entanto durante este processo foi assassinado e destronado por João I Tzimisces, que se proclamou imperador. João Tzimisces tentou primeiro persuadir Sviatoslav a abandonar a Bulgária ao que este respondeu com um assédio a Adrianópolis em 970.

Nesse mesmo ano, o Imperador preparou uma contra ofensiva, cuja liderança deu ao seu paladino Bardas Esclero, pois tinha que se opor a uma revolta na Anatólia. A coligação de rus', pechenegues, magiares e búlgaros foi derrotada na Batalha de Arcadiópolis em 971. Quando o imperador venceu com a revolta da Anatólia, deslocou-se à cabeça de um exército que libertou a Bulgária da posse de Sviatoslav, capturando a cidade de Marcianópolis, onde estavam aprisionados vários príncipes búlgaros. Sviatoslav retirou-se para Dorostolo que as tropas bizantinas sitiaram por 65 dias. Vencido e cercado, o Príncipe foi obrigado a assinar um acordo com o Imperador Bizantino, em que prometeu abandonar os Balcãs, renunciar aos seus direitos sobre a Crimeia e voltar ao Oeste do rio Dnieper. Para o seu regresso João Tzimisces proporcionou-lhe viveres e uma passagem segura. Desembarcou na ilha de Berezan, junto das fontes do Dnieper.

O exército acampou ali durante todo o Inverno e alguns meses depois a fome devastou o exército. Para Kiev a campanha não trouxe resultados tangíveis, mas deixou a Bulgária à mercê dos ataques de Basílio II.

Queda[editar | editar código-fonte]

La A morte de Sviatoslav de Boris Chorikov de Boris Chorikov

Morte[editar | editar código-fonte]

Temendo que a paz com Sviatoslav não durasse muito, o Imperador indicou a Jan Kurya que matasse o Príncipe de Kiev, antes que este chegasse à sua cidade.

Esta acção seguia a política descrita por Constantino VII no seu livro “De Administrado Império”, que fomentava o confronto entre os Russos e os Pechenegues.

De acordo com as Crónicas eslavas, Sviatoslav foi avisado do que se passava, mas não se importou e atravessou a região dos Pechenegues, onde foi assassinado em 972. O seu crânio foi colocado no ceptro de Jan Pechenego, Kurya.

Sucessão[editar | editar código-fonte]

Depois da morte de Sviatoslav, surgiram fortes tensões entre os seus filhos, o que rapidamente degenerou numa guerra civil entre Oleg e Yaropolk em 976, em que Oleg foi assassinado. No ano de 977, Vladimir príncipe de Nóvgorod e da Escandinávia, para evitar a sorte de Oleg, deslocou-se à cabeça de um exército e matou o seu irmão, convertendo-se assim no Príncipe de Kiev.

Sviatoslav na arte[editar | editar código-fonte]

Ivan Akimov, Regreso Regresso de Sviatoslav da sua campanha no Danúbio (1773)

Sviatoslav foi um herói para os povos Russos, Ucranianos e Bielorrussos, graças ao êxito militar e às suas conquistas.

A sua figura atraiu pela primeira vez os artistas russos durante a Guerra entre a Rússia e a Turquia de 1768 a 1774, em que as suas campanhas foram comparadas à luta do príncipe russo contra o Império Bizantino com as ambições imperialistas nos Balcãs de Catarina, a Grande.

Um dos melhores trabalhos que se realizaram durante a guerra foi a tragédia Olga de Yakov Knyazhnin (1772), que introduz Sviatoslav como protagonista da obra, mas a sua activa participação nos factos que acontecem depois da morte de seu pai, Igor de Kiev, abandona a cronologia tradicional.

O rival de Knyazhnin, Nikolai Nikolev também escreveu uma obra cujo tema principal era a vida e os feitos do príncipe de Kiev.

O quadro de Ivan Akimov “Regresso de Stiatoslav da campanha do Danúbio” (1773) representa o conflito entre a honra militar e a união emocional com a família, vivos exemplos da mentalidade medieval.

No século XIX, o interesse na biografia de Sviatoslav aumentou, Klavdiy Lebedev representou o seu encontro com o Imperador João numa famosa pintura, que foi depois esculpida por Eugene Lanceray, numa escultura equestre.

Nos começos do século XX Sviatoslav aparece nos poemas Slavophile de Velimir Khlebnikov.

Também é protagonista na novela de Samuel Gordon, “O Reino Perdido, ou o andamento dos Jázaros” que representa uma história fictícia sobre a destruição de Cazária por Sviatoslav. O guerreiro eslavo figura, num contexto mais positivo, na história “Chernye Strely Vyaticha” de Vadim Viktorovich Kargalov.

Relações familiares[editar | editar código-fonte]

Existe uma grande falta de documentação sobre a família de Sviatiskav, sendo que alguns historiadores dizer ser até possível que não fosse nem o único filho de seus pais nem o primogénito.

De resto o Tratado Russo-Bizantino assinado em 945, menciona a Princesa Predslava, como esposa do Príncipe Volodislav, como a mais nobre dama do principado de Kiev, depois de Olga.

Muitos historiadores como George Vernadsky especulam que Volodislav era o filho primogénito e herdeiro do príncipe Igor, que terá morrido em algum momento durante a regência de Olga de Kiev, e que Sviatoslav era apenas ainda um menino. Segundo ele o príncipe foi educado debaixo das instruções da sua mãe.

É tido como filho do príncipe Igor de Kiev "o velho" (877 - 945) grão-duque de Kiev e de sua esposa Olga de Kiev (887 - 969)

Sviatoslav teve uma numerosa descendência, no entanto a origem da sua esposa não está especifica nas Crónicas de Néstor. Da sua esposa teve Yaropolk de Kiev e Oleg de Kiev.

De uma amante de nome Maloucha de Drevliens (9441002) foi grã-duquesa do principado de Kiev, uma mulher de origem não totalmente determinada, mas tida como filha de Malk, teve:

  1. Vladimir I de Kiev (c. 95815 de Agosto de 1015), que seria quem converteria definitivamente o principado de Kiev ao cristianismo.

O cronista bizantino João Escilitzes conta que Vladimir I de Kiev[4] . tinha um irmão chamado Sfengus, mas não se sabia se era filho de Sviatoslav o de um segundo marido de Malusha, ou se era simplesmente um nobre do principado de Kiev.

Quando Sviatoslav partia numa campanha militar, deixava os seus familiares como regentes das cidades mais importantes do principado, a sua mãe Olga, e mais tarde ao seu filho Yaropolk em Kiev, o seu filho Vladimir em Nóvgorod e Oleg como soberano dos Drevlianos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Referências