Teatro Arriaga

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Teatro Arriaga
O Teatro Arriaga e a Ponte do Arenal em janeiro de 2007
Tipo Teatro
Estilo dominante Neobarroco
Arquiteto Joaquín de Rucoba
Inauguração 31 de maio de 1890 (124 anos)
Proprietário atual Ayuntamiento de Bilbau
Geografia
País Flag of Spain.svg Espanha
Cidade Bilbau
Coordenadas 43° 15' 34" N 2° 55' 30" O
Localização do Teatro Arriaga em Bilbau
Teatro Arriaga está localizado em: Bilbau
Teatro Arriaga
Foyer
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O Teatro Arriaga é um teatro de Bilbau, a capital da Biscaia, no País Basco espanhol. É um edifício neobarroco do final do século XIX da autoria do arquiteto Joaquín de Rucoba e dedicado ao compositor bilbaino Juan Crisóstomo de Arriaga, a quem se apelidou de "Mozart espanhol". Foi inaugurado a 31 de maio de 1890.

É uma das principais salas de espetáculos de Bilbau e um dos seus edifícios mais notáveis. Ao longo da suas história sofreu vários acidentes que obrigaram à sua reconstrução, desde um incêndio de 1914 até às inundações de 1983.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1834 foi inaugurado o "Teatro de la Villa" nos terrenos atualmente ocupados pelo Teatro Arriaga. Esse teatro foi cedido a um grupo de empresários que se associou para o explorar comercialmente. Em 1883 decidiu-se substitui-lo por outro edifício mais moderno e maior, pois o velho teatro era pequeno para a dimensão da cidade em crescimento e tinha sido danificado nas Guerras Carlistas durante as quais Bilbau foi sitiada em mais do que uma ocasião.

Em 1886 iniciou-se a demolição do antigo teatro para erigir no seu lugar um novo edifício com 1 500 lugares e espaços comerciais no piso térreo. O projeto foi entregue aos arquitetos Joaquín Rucoba y Octavio de Toledo, que reorienta o edifício e amplia os molhes vizinhos, a fim de superar a oposição de alguns vizinhos, que receavam que o novo teatro dificultasse os trabalhos nos molhes e a ventilação da Rua Bidebarrieta. Depois de quatro anos de obras, o edifício foi inaugurado a 31 de maio de 1890, que foi batizado com o nome da praça onde se encontra, Juan Crisóstomo de Arriaga. Na inauguração foi representada a ópera La Gioconda de Amilcare Ponchielli.

O teatro, cujo custo ascendeu a um milhão de pesetas, estava dotado das mais moderna tecnologia da época, em que se destacava a iluminação elétrica e a possibilidade das atuações musicais poderem ser seguidas através de telefone mediante o pagamento de 15 pesetas por atuação.

A 22 de dezembro de 1914 um fogo destruiu o teatro quando nele atuava a companhia de zarzuela de Salvador Videgain García. A reconstrução foi entregue ao arquiteto Federico de Ugalde, que ampliou o projeto original e reforçou a segurança. As novas instalações foram estreadas a 5 de junho de 1919 com a representação da ópera Don Carlo de Giuseppe Verdi pela companhia de Ercole Casali. O Arriaga era então considerado um tearo de primeira, que fazia parte do circuito principal das melhores companhias espanholas. A Guerra Civil interrompeu as representações, que foram retomadas quando voltou a normalidade e as salas de Madrid foram reabertas.

Em 1924 a gestão do teatro tinha passado para as mãos da família Diestro, que o arrendou à Sociedad Anónima Nuevo Teatro de Bilbao. Os Diestro conservam a gestão até 1963, quando a passaram para a empresa de espetáculos Trueba, que a explora até 1978, quando a Sociedad Anónima Nuevo Teatro de Bilbao é dissolvida e a propriedade passa para o ayuntamiento (governo municipal) de Bilbau. A atividade teatral tinha então decaído muito, sendo a projeção de filmes a atividade principal da sala. As péssimas condições em que se encontrava o edifício levam a que o ayuntamiento o encerre ao público.

Em 1980 começaram as obras de restauro. A 23 de agosto de 1983, durante as inundações que assolaram Bilbau devido a chuvas torrenciais, a água alcança o segundo andar do teatro, provocando grandes danos. A restauração prosseguiu, desalojando as lojas do rés do chão, que foram arrasadas pela água, e alterando o interior das instalações, construindo uma escada imperial com dois lanços e reorganizando o vestíbulo principal. O novo teatro é reinaugurado a 5 de dezembro de 1986, sendo a sua gestão entregue a uma sociedade anónima de capital municipal criada a 3 de outubro desse ano.

Atualmente é usado sobretudo para representações teatrais, enquanto que representações em maior escala, mais complexas tecnicamente ou de ópera usam o Palácio Euskalduna.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

É um edifício isolado,[a] com a fachada disposta em três níveis de decoração, sendo almofadada ao nível do rés do chão. O corpo principal apresenta colunas de ordem colossal, com vãos retangulares e óculos profusamente decorados, e o corpo superior separado do anterior por cornija corrida. A cobertura principal apresenta duas águas, tanto na parte frontal, que é rematada por um pequeno zimbório, como na metade posterior. As torres laterais são encimadas por cúpulas e ao longo do perímetro lateral dispõe-se um telhado de forte pendente pontuado por mansardas. A parte central da fachada principal é convexa, com uma varanda corrida sobre mísulas profusamente decoradas.

Notas[editar | editar código-fonte]

[a] ^ Em arquitetura contemporânea tem-se tendência a dizer edificação isolada, em oposição a edificação em banda ou geminada, o que não significa que não haja edifícios nas imediações.

Fontes[editar | editar código-fonte]


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