Tomie Ohtake

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Tomie Ohtake
Tomie Ohtake recebendo a Ordem do Mérito Cultural em 2006
Nascimento 21 de novembro de 1913 (100 anos)
Quioto, Japão
Ocupação Pintora, escultora
Movimento estético Abstracionismo

Tomie Ohtake (Quioto, 21 de novembro de 1913) é uma artista plástica japonesa naturalizada brasileira. Aos vinte e três anos de idade viajou ao Brasil, para visitar um irmão mas não pode retornar devido a Segunda Guerra Mundial.[1]

É uma das principais representantes do abstracionismo informal. Sua obra abrange pinturas, gravuras e esculturas. Foi premiada no Salão Nacional de Arte Moderna, em 1960; e em 1988, foi condecorada com a Ordem do Rio Branco pela escultura pública comemorativa dos 80 anos da imigração japonesa, em São Paulo.[2]

Pela sua carreira consagrada Tomie Ohtake é considerada a “dama das artes plásticas brasileira”. [3] Segundo o crítico de arte Ichiro Hariu, os artistas como Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima, Manabu Mabe e outros são reconhecidos abstracionistas, representativos do Brasil, que contam com muitos apoiadores.[4] Além de pertencerem ao grupo da geração de imigrantes do pré-guerra. Grupo esse constituído por imigrantes comuns que, após várias mudanças em suas vidas, despertaram para as artes plásticas e iniciaram seus trabalhos.[5]

Tomie Ohtake é a mãe do arquiteto Ruy Ohtake.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1952, iniciou na pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integra o Grupo Seibi. Passou um certo tempo produzindo obras no contexto da arte figurativa, a artista define-se pelo abstracionismo. A partir dos anos 1970, passa a trabalhar com serigrafia, litogravura e gravura em metal.[7]

Nos anos 50 e 60, participou de Salões nacionais e regionais, tendo sido premiada na maioria deles. Foi convidada a participar da Bienal de Veneza em 1972, pela própria instituição. Recebeu o Prêmio Panorama da Pintura Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo.[8]

Empregou ao longo da década de 1960 o uso tons contrastantes. Revelou afinidade com a obra do pintor Mark Rothko, "na pulsação obtida em suas telas pelo uso da cor e nos refinados jogos de equilíbrio".[3] Cecília França Lourenço, ao comentar a obra de Tomie Ohtake, quando ela atingiu um nível de maturidade, compara com a obra da artista com a de Fukushima e Mabe, no contexto que ambos os três tinham "certa contenção, sem permitir extravasar totalmente a emoção da obra".[9]

A arte na década de 80 foi influenciada pelo aparecimento de outros artistas e também pela atuação dos pioneiros, como Tomoo Handa, abstracionistas, como Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Tomie Ohtake, Kazuo Wakabayashi e outros, onde atuaram, no desenvolvimento artístico, como também nos interesses da comunidade de artistas.[10]

Tomie se destaca também com o trabalho com esculturas em grandes dimensões em espaços públicos, sendo que na 23ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1995, teve uma sala especial de esculturas. Atualmente, 27 de suas obras são obras públicas, as quais estão em algumas cidades brasileiras. Sendo que em São Paulo, parte delas se tornaram marcos paulistanos, como os quatro grandes painéis da Estação Consolação do Metrô de São Paulo, a escultura em concreto armado na Avenida 23 de Maio e a pintura em parede cega no centro, na Ladeira da Memória.[3]

Em 1995 escreveu juntamente com Alberto Goldin escreveu o livro intitulado “Gota d’agua” que foi escolhido pela Jugend Bibliothek de Munique, na Alemanha, como um dos melhores livros editados no Brasil no ano de 1995. [3] No mesmo ano recebeu o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura – Minc. Em 2000, é criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.[7]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tomie Ohtake. Pitoresco. Arquivado do original em 1 de janeiro de 2012. Página visitada em 27 de maio de 2013.
  2. A maior expressão nacional da arte - Tomie Ohtake. Terra Networks. Arquivado do original em 20 de agosto de 2007. Página visitada em 27 de maio de 2013.
  3. a b c d Tomie Ohtake - Obras, Biografia, Vida - Mercado Arte. Mercadoarte.com. Arquivado do original em 30 de outubro de 2013. Página visitada em 14 de novembro de 2013.
  4. Centenário de amizade Brasil-Japão: Exposição dos pintores nipo-brasileiros contemporâneos p.13
  5. Centenário de amizade Brasil-Japão: Exposição dos pintores nipo-brasileiros contemporâneos p.12
  6. Tomie Ohtake. Entrevista com Zelda Mello. Conheça a história e as obras de Tomie Ohtake. Antena Paulista. Rede Globo São Paulo. Página visitada em 27 de maio de 2013.
  7. a b Ohtake, Tomie (1913). Itaucultural.org. Arquivado do original em 5 de novembro de 2013. Página visitada em 14 de novembro de 2013.
  8. Centenário de amizade Brasil-Japão: Exposição dos pintores nipo-brasileiros contemporâneos p. 106
  9. Vida e Arte dos Japoneses no Brasil p.74
  10. Vida e Arte dos Japoneses no Brasil p.92

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, Banco América do Sul (Brasil). Vida e arte dos japoneses no Brasil. [S.l.]: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, 1988.
  • Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Centenário de amizade Brasil-Japão: Exposição dos pintores nipo-brasileiros contemporâneos.. [S.l.]: Escritório do Japão da Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, 1995.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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