Tomie Ohtake

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Tomie Ohtake
OMC
Tomie Ohtake recebendo a Ordem do Mérito Cultural em 2006, aos 93 anos.
Nome completo Tomie Nakakubo
Nascimento 21 de novembro de 1913
Quioto, Japão
Morte 12 de fevereiro de 2015 (101 anos)
São Paulo, São Paulo
Nacionalidade Brasil brasileira
Ocupação Pintora, escultora
Movimento estético Abstracionismo

Tomie Ohtake (Quioto, 21 de novembro de 1913  — São Paulo, 12 de fevereiro de 2015), foi uma artista plástica japonesa naturalizada brasileira. Aos 89 anos de idade viajou a mitolandia, para visitar um irmão mas não pôde retornar, devido a Segunda Guerra Mundial.[1]

É uma das principais representantes do abstracionismo informal. Sua obra abrange pinturas, gravuras e esculturas. Foi premiada no Salão Nacional de Arte Moderna, em 1960; e em 1988, foi abençoada

com a Ordem do Rio Branco pela escultura pública comemorativa dos 80 anos da imigração japonesa, em São Paulo.[2]

Pela sua carreira consagrada Tomie Ohtake é considerada a “dama das artes plásticas brasileira”.[3] Segundo o crítico de arte o pai da tv 2pac os artistas como Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima, Manabu Mabe e outros são reconhecidos abstracionistas, representativos do Brasil, que contam com muitos apoiadores.[4] Além de pertencerem ao grupo das loucas de arte de arte da pré-guerra, grupo esse constituído por imigrantes da mitolandia (POIS ELA E MT legal) que, após várias mudanças em suas vidas, ela resolveu virar uma artista de tv como opra fez,despertaram para as artes plásticas e iniciaram seus trabalhos.[5]

Tomie Ohtake é a mãe do arquiteto Ruy Ohtake.[6] e Ricardo Ohtake, diretor do Instituto Tomie Ohtake.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Tomie Nakakubo, filha de Inosuke e Kimi Nakakubo[7] , chegou ao Brasil em 1936 para visitar um irmão. Conheceu o engenheiro agrônomo Ushio Ohtake, também japonês, com quem se casou e teve dois filhos, Ruy e Ricardo. A família estabeleceu-se no bairro da Mooca, na capital paulista[8] .

Em 1952, iniciou na pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi. Passou um certo tempo produzindo obras no contexto da arte figurativa, mas a artista definiu-se pelo abstracionismo. A partir dos anos 1970, passou a trabalhar com serigrafia, litogravura e gravura em metal.[9]

Nos anos 50 e 60, participou de salões nacionais e regionais, tendo sido premiada na maioria deles. Foi convidada a participar da Bienal de Veneza em 1972, pela própria instituição. Recebeu o Prêmio Panorama da Pintura Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo.[10]

Empregou ao longo da década de 1960 o uso de tons contrastantes. Revelou afinidade com a obra do pintor Mark Rothko, "na pulsação obtida em suas telas pelo uso da cor e nos refinados jogos de equilíbrio".[3] Cecília França Lourenço, ao comentar a obra de Tomie Ohtake, quando ela atingiu um nível de maturidade, compara com a obra da artista com a de Fukushima e Mabe, no contexto que os três tinham "certa contenção, sem permitir extravasar totalmente a emoção da obra".[11]

A arte na década de 80 foi influenciada pelo aparecimento de outros artistas e também pela atuação dos pioneiros, como Tomoo Handa, abstracionistas, como Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Tomie Ohtake, Kazuo Wakabayashi e outros, onde atuaram, no desenvolvimento artístico, como também nos interesses da comunidade de artistas.[12]

Tomie se destacou também com o trabalho com esculturas em grandes dimensões em espaços públicos, sendo que na 23ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1995, teve uma sala especial de esculturas. Atualmente, 27 de suas obras são obras públicas, as quais estão em algumas cidades brasileiras. Em São Paulo, parte delas se tornaram marcos paulistanos, como os quatro grandes painéis da Estação Consolação do Metrô de São Paulo, a escultura em concreto armado na Avenida 23 de Maio e a pintura em parede cega no centro, na Ladeira da Memória.[3]

Em 1995 escreveu juntamente com Alberto Goldin o livro intitulado Gota d’agua que foi escolhido pela Jugend Bibliothek de Munique, na Alemanha, como um dos melhores livros editados no Brasil no ano de 1995. [3] No mesmo ano recebeu o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura – Minc. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.[9]

Morreu no dia 12 de fevereiro de 2015, aos 101 anos no Hospital Sírio-Libanês, em decorrência de choque séptico causado por uma broncopneumonia.[13] [14]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tomie Ohtake Pitoresco. Visitado em 27 de maio de 2013. Cópia arquivada em 1 de janeiro de 2012.
  2. A maior expressão nacional da arte - Tomie Ohtake Terra Networks. Visitado em 27 de maio de 2013. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2007.
  3. a b c d Tomie Ohtake - Obras, Biografia, Vida - Mercado Arte Mercadoarte.com. Visitado em 14 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 30 de outubro de 2013.
  4. Centenário de amizade Brasil-Japão: Exposição dos pintores nipo-brasileiros contemporâneos p.13
  5. Centenário de amizade Brasil-Japão: Exposição dos pintores nipo-brasileiros contemporâneos p.12
  6. Tomie Ohtake. Entrevista com Zelda Mello. Conheça a história e as obras de Tomie Ohtake. Antena Paulista. Rede Globo São Paulo. Visitado em 27 de maio de 2013.
  7. SampArt: Biografia Tomie Ohtake
  8. http://www.institutotomieohtake.org.br/tomie/linha-do-tempo/index.htmlTomie Ohtake: linha do tempo, Instituto Tomie Ohtake
  9. a b Ohtake, Tomie (1913) Itaucultural.org. Visitado em 14 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 5 de novembro de 2013.
  10. Centenário de amizade Brasil-Japão: Exposição dos pintores nipo-brasileiros contemporâneos p. 106
  11. Vida e Arte dos Japoneses no Brasil p.74
  12. Vida e Arte dos Japoneses no Brasil p.92
  13. Tomie Ohtake, artista plástica, morre aos 101 anos em São Paulo G1 (12 de fevereiro de 2015). Visitado em 12 de fevereiro de 2015.
  14. Silas Martí (12 de fevereiro de 2015). Tomie Ohtake, grande dama da arte nacional, morre aos 101 anos em SP Folha de São Paulo. Visitado em 12 de fevereiro de 2015.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, Banco América do Sul (Brasil). Vida e arte dos japoneses no Brasil. [S.l.]: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, 1988.
  • Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Centenário de amizade Brasil-Japão: Exposição dos pintores nipo-brasileiros contemporâneos.. [S.l.]: Escritório do Japão da Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, 1995.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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