Usina Hidrelétrica Mauá

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Usina Hidrelétrica Mauá
Rio Rio Tibagi
Localização Telêmaco Borba, Ortigueira  Brasil
Coordenadas , coordenaradas inválidas, essas coordenadas são da usina da Empresa Klabin_ 24° 03′ S 50° 42′ W , coordenaradas inválidas, essas coordenadas são da usina da Empresa Klabin
Inaugurada 12 de dezembro de 2012
Informações Técnicas
Capacidade de geração 363 MW
Barragem
Altura 85 m
Comprimento 745 m
Reservatório
Área alagada 84 km²
Construção
Início da construção 2008
Custo R$ 1,4 bilhões[1]
Operação e distribuição
Empresa Distribuidora (Eletrosul e COPEL), Cruzeiro do Sul
Site: consorciocruzeirodosul.com.br

A Usina Hidrelétrica Mauá é uma usina hidrelétrica brasileira localizada no Rio Tibagi, entre os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira, no Estado do Paraná. Sua construção teve início no ano de 2008 e foi inaugurada em 2012. É controlada pelo CECS (Consórcio Energético Cruzeiro do Sul), com participação societária de 51% da Copel e 49% da Eletrosul.[2] É a 6ª maior hidrelétrica em potência instalada em território paranaense, ficando atrás apenas das cinco usinas localizadas no rio Iguaçu.[3]

Início[editar | editar código-fonte]

Através de muitos estudos, elaborou-se um projeto que favorecia a implantação de uma nova usina no Estado do Paraná, mais precisamente no rio Tibagi. No dia 7 de dezembro de 2005, O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) emite Licença Prévia da construção da Usina Mauá.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza em 10 de outubro de 2006 um leilão, onde o Consórcio Energético Cruzeiro do Sul arremata a concessão de Mauá.

Após muitos rumores, o IAP emite Licença de Instalação que ocorreu somente em 18 de março de 2008.

Ambientalistas se opuseram contra a implantação da usina, bem como advertiram que toda a biodiversidade estaria ameaçada,[4] comprometendo toda a flora e fauna existente naquela região, influenciando o ecossistema natural e trazendo impactos negativos para o meio ambiente e para a população ribeirinha.[5]

A igreja católica, representada por líderes religiosos e missionários uniu-se com os demais ativistas para expressarem juntos os riscos que poderiam acarretar com a execução do projeto.

Os municípios do norte do estado, principalmente encabeçada por Londrina,[6] também se posicionaram contra a todo tipo de intervenção no leito do rio Tibagi, tentando inúmeras vezes impedir as ações do inicio da construção, apresentando fatores como possível diminuição da qualidade da água que abastece os municípios do norte e a contaminação por metais pesados quando formar o reservatório d'água visto que existia uma mina de carvão nas redondezas.

Após o andamento das construção e várias medidas que tentavam a paralisação, o governo alegava que as condutas ambientais adotas estavam de acordo com a legislação. O ministério público federal, questionava falhas na liberação do licenciamento concedido.[7]

Desde da autorização da implantação da usina, pesquisadores foram designados para fazer resgates de diferentes aspectos, entre eles o arqueológico que revelou uma riqueza de materiais históricos, destacando peças, utensílios e objetos pertencentes às tribos guaranis que habitavam a região.[8]

Localização[editar | editar código-fonte]

Localizada no Paraná, no rio Tibagi,[9] a usina tem a capacidade instalada de 363MW.[10]

A Usina é capaz de atender ao consumo de 1 milhão de pessoas. A barragem da hidrelétrica foi construída no rio Tibagi, entre os municípios paranaenses de Telêmaco Borba e Ortigueira. O reservatório que se formou tem cerca de 84 km² de superfície. Localizada na região do Salto Mauá, porção média do rio Tibagi. A casa de força ficará na margem direita do Tibagi, no município de Telêmaco Borba, perto à foz do Ribeirão das Antas, no local conhecido como Poço Preto.

Coordenadas da barragem 24°03’48” S / 50°42’05” W

Construção[editar | editar código-fonte]

  • Mobilização e início das obras civis foi efetivada somente no dia 21 de julho 2008, um atraso de quase oito meses, porque segundo o cronograma da obra, a previsão era inciar em 1º de dezembro de 2007.
  • Início do concreto de primeiro estágio da estrutura de desvio do rio foi realizado no dia 6 de fevereiro 2009.
  • Desvio do rio pelos túneis foi efetuado no dia 1º de setembro de 2009.

Sistema de transmissão[editar | editar código-fonte]

As duas linhas de transmissão que adicionarão ao sistema elétrico brasileiro a energia produzida em Mauá irão operar na tensão de 230 mil volts. A linha que vai até a subestação da Copel em Figueira tem 43 quilômetros de extensão, enquanto a linha que vai até Jaguariaíva tem 108 quilômetros.

No dia 22 de julho de 2011, iniciou-se os testes das instalações de transmissão de energia, bem como a execução experimental da energização da linha que conecta as subestações Mauá e Figueira.[11]

Entrou em operação comercial oficialmente no dia 23 de novembro de 2012, através da unidade geradora 1, abastecendo o Sistema Interligado Nacional (SIN). A unidade 1 tem tem 117,36 megawatts de potência e iniciou operação em regime de teste no dia 9 de novembro de 2012.[12]

Inauguração[editar | editar código-fonte]

A inauguração da UHM ocorreu no dia 12 de dezembro de 2012.[13]

Operação[editar | editar código-fonte]

A usina possui cinco unidades geradoras, todas operam comercialmente.[14]

Referências

  1. Revista Fator (12 de dezembro de 2012). Hidrelétrica do PAC no Paraná recebe investimento de R$ 1,4 bilhões (em português). Visitado em 13 de dezembro de 2012.
  2. Barragem expressa - 630 mil m³ de concreto compactado com rolo da Usina Hidrelétrica Mauá (em português).
  3. Agência Estadual de Notícias (12 de dezembro de 2012). Richa inaugura Usina de Mauá e reforça contribuição do PR para redução de tarifas (em português). Visitado em 13 de dezembro de 2012.
  4. ONG acusa consórcio de desmatamento ilegal na construção da Hidrelétrica de Mauá (em português) (9 de outubro de 2008).
  5. Ambientalistas acusam consórcio de descumprir decisão para interromper obras da Usina de Mauá (em português) (18 de fevereiro de 2009).
  6. Justiça suspende obras da Usina Hidrelétrica Mauá (em português) (21 de janeiro de 2009).
  7. Rasca nega falhas no licenciamento ambiental da Usina de Mauá (em português) (10 de fevereiro de 2009).
  8. Historiadores retiram objetos de área que será alagada para usina no PR (em português) (10 de maio de 2011).
  9. Jornal de Londrina (4 de março de 2009). Justiça Federal libera construção da Usina Hidrelétrica Mauá (em português).
  10. Obras da Usina Hidrelétrica Mauá devem ser concluídas até o fim do ano de 2011 (em português) (2 de maio de 2011).
  11. Começam os testes no sistema de transmissão da Usina Mauá (em português) (25 de julho de 2011). Visitado em 25 de julho de 2011.
  12. Hidrelétrica Mauá começa a operar comercialmente (em português) (23 de novembro de 2012). Visitado em 25 de novembro de 2012.
  13. Agência Estadual de Notícias (10 de dezembro de 2012). GOVERNADOR BETO RICHA INAUGURA USINA HIDRELÉTRICA DE MAUÁ (em português). Visitado em 11 de dezembro de 2012.
  14. G1 (12 de dezembro de 2012). Usina capaz de atender um milhão de unidades é inaugurada no Paraná (em português). Visitado em 13 de dezembro de 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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