Yma Sumac

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Yma Sumac
Yma Sumac 1953
Sumac dando autógrafos em 1953.
Informação geral
Nome completo Zoila Augusta Emperatriz Chavarri del Castillo
Também conhecido(a) como Princesa Inca Hollywoodiana
Pássaro Peruano
Nascimento 13 de setembro de 1922
Local de nascimento Cajamarca, Região de Cajamarca
 Peru
Data de morte 1º de novembro de 2008 (86 anos)
Local de morte Los Angeles, Califórnia
 Estados Unidos
Gênero(s) Ópera, experimental, mambo, pop latino, lambada
Instrumento(s) Voz
Extensão vocal Contralto virago
Período em atividade 1942 - 1997
Outras ocupações Atriz
Gravadora(s) Odeon
Capitol

Yma Sumac, nome artístico de Zoila Augusta Emperatriz Chavarri del Castillo (Cajamarca, 13 de setembro de 1922Los Angeles, 1º de novembro de 2008), foi uma cantora lírica e um notável contralto peruano.

Nos anos 50, era uma das artistas mais famosas da música exótica, e se tornou um sucesso internacional baseado nos méritos de seu enorme alcance vocal que abrangia notas de baixo-barítono ao soprano ultra leggero, chegando em seu auge, a 5,4 oitavas, numa época onde o alcance de um cantor de ópera variava entre 2,5 e 3 oitavas, morreu com as cordas vocais intactas, trabalhando com sua linda e poderosa voz por 55 anos. Seus cabelo negro e roupas extravagantes fizeram dela uma figura popular entre plateias americanas, era uma fantasia musical em cores.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em 13 de setembro de 1922, em Cajamarca, Peru, adaptou o nome Yma Sumac na América do Sul, antes de ir aos Estados Unidos. Tal nome foi baseado no nome de sua mãe, que derivava de Ima Shumaq, que significava "linda flor", e até mesmo "linda garota", como declarou em algumas de suas entrevistas.

A primeira aparição de Yma Sumac no rádio foi em 1942, que no mesmo ano, se casou com o maestro Moises Vivanco. Yma gravou no mínimo 23 canções da música folclórica peruana na Argentina em 1943. Essas gravações foram muito bem recebidas pela Odeon (gravadora que gravou suas primeiras canções) e teve a participação do grupo de Moisés Vivanco, Compañía Peruana de Arte, composto por 46 dançarinos, cantores e músicos de origem indígena. Em 1946, Yma e Vivanco se mudaram para a cidade de Nova Iorque, onde atuaram como o Inca Taky Trio, onde Yma cantava como soprano, Cholita Rivero (prima) como contralto e dançarina e Vivanco no violão.

Capacidade vocal[editar | editar código-fonte]

Sua capacidade vocal era realmente surpreendente. Era classificada, oficialmente, como contralto virago, porém, havia ou há insistências que dizem que é ou era um soprano coloratura. Seu alcance vocal totalizado era de 5,4 oitavas, ao cantar desde um fortíssimo e seguro E2, na canção: “Cumbe Maita” até um agudíssimo B♭7, como apresentado em: “K’arawi”. Seu timbre vocal era extremamente exótico e rico em texturas, que podia soar aos nossos ouvidos como um barítono autêntico, bem como o mais leve e singelo soprano. Certamente Yma Sumac foi as duas coisas: o mais forte e pesado contralto ou o puro soprano coloratura. Yma Sumac também era conhecida por adaptar papéis operísticos e árias para serem interpretadas de maneira singular pela própria. Muitos admiradores afirmam que ela foi uma das maiores cantoras de todos os tempos. Foi a Princesa Inca-hollywoodiana, como carinhosamente era apelidada. Muitos fazem questão de a comparar com Nina Hagen, que em seus tempos de glória apresentou uma extensão toda especial e particular de 6,2 oitavas, indo de um robusto e incrível G#1 a um estridente e poderoso B♭7, mas ainda sim, Yma Sumac se encontra no topo pela maestria com que utilizou sua voz.

Registros vocais:[editar | editar código-fonte]

Registro grave:[editar | editar código-fonte]

Era forte, quente e baixo, soava como baixo e às vezes como tenor. O mais grave produzido foi um E2, com a cor e a força de um baixo, ou até mais pesado. Há divergências sobre sua nota mais grave nesse registro, que acredita que foi um C#1, no entanto, não há nada confirmado ou que indique.

Registro médio:[editar | editar código-fonte]

Era muito quente, oras escuro, oras claro, com notas e cor de uma mezzosoprano.

Registro agudo:[editar | editar código-fonte]

Um dos principais registros vocais com que Yma Sumac cantava. Era muito fácil e potente, que possuía na maior parte de seu repertório. Suas muitas colorações a permitiam cantar desde um barítono até o raro soprano ultra leggero, sem perder o virtuosismo.

Registro sobreagudo:[editar | editar código-fonte]

Era muito fácil, leve e descrito, por muitos críticos, como uma voz muito alta e soava como o canto dos pássaros. Especula-se que ao vivo, em seu auge, tenha chegado a emitir notas como E7 e F7, contudo, a nota mais alta que já emitiu foi um B♭7. Sua maior façanha foi a manutenção de duas notas em um tempo notável (C7 e C#7), na canção "Chuncho", mas o que mais encanta é saber que tudo isso foi feito em sua poderosa voz de cabeça, sem recorrer ao registro de apito.

Cantora de ópera[editar | editar código-fonte]

Talvez este seja o ponto mais especulado, verdadeiramente Yma tinha potencia para música operática e chegou a cantar árias, a própria confirma isso, além de ser elogiada por muitos cantores de ópera. Suas habilidades com voz desfocaram vários críticos musicas, Yma revela sua habilidade em uma entrevista:

"Eu cantei "O Mio Babbino Caro " e um muito bonito, não significou para os vocais," Claire de Lune ". Outra peça muito, muito difícil, também não significou para os vocais, "A Flauta Mágica". Que eu cantava na Itália, quando um crítico me deixou com raiva".

"Bem, na década de [19]50, fui para a Itália e um crítico muito importante me disse: "Madame Sumac, Com todo o respeito, saiba que aqui na Itália temos os maiores cantores do mundo. Então, não espere o mesmo tipo de comentários que você recebeu em qualquer outro lugar no mundo. "Eu levantei uma sobrancelha, mas não disse nada. Naquela noite, eu fiz 'A Flauta Mágica' e minha voz era a flauta! Eu tive uma ovação de pé por mais de 20 minutos! Depois disso, o crítico não veio ao meu camarim para visitar ... eu deixei! (risos). Naquela mesma noite, uma cantora de nome muito grande veio até mim e disse: "Senhorita Sumac ... Por favor, fique com seu próprio repertório! Quando você canta árias de ópera do jeito que você fez esta noite, não podemos competir com você! Estamos supondo ser o melhor, você sabe!".

Talvez os críticos da época poderiam definir melhor a voz de Sumac:

Glenn Dillard Gunn, crítico de música do Times- Herald , em Washington DC , escreveu sobre Yma Sumac : "Não há nenhuma voz como esta no mundo da música hoje. Tem uma maior voz feminina qualquer concerto ou escala de ópera. Sobe no som estratosférico, ou sonda as profundezas de tom sub-contralto com a mesma facilidade. Tais vozes acontecer apenas uma vez em uma geração.

Virgil Thomson, crítico americano de música para o " Herald Tribune " New York, disse em 1954 : " Sua voz é , sem dúvida, bonita e sua técnica vocal é impecável. Canta em notas muito graves e quentes , e muito altas, como o canto dos pássaros , e meios-tons não são menos encantador do que as extremidades de seu registro. Nenhuma das notas emitidas era desagradável ou melodia. Sem dúvida, seus atributos naturais; são tão grandes e tão forte técnica único arrependimento é que não tinha dedicado ao grande repertório da música , o seu lugar é nas grandes casas de ópera ".

Críticas e comentários[editar | editar código-fonte]

- Em Buenos Aires (1943) " La Prensa ", disse: "A maior revelação do nosso tempo. "

- Em 1944, no Rio de Janeiro, o jornal " O Globo ", comentou: " Yma Sumac sensibilidade artística domina todo o Brasil com sua voz mágica e divina os problemas do nosso mundo moderno são esquecidos através do magnetismo deste dom fabuloso, que nos vem descendente direto de Atahualpa, o último rei Inca "[1] .

- Los Angeles Times , New York (11 de Março , 1951) : " Yma Sumac , cantora peruana maravilhosa, introduz um tipo de hipnose, quando ela canta[2] . "

- James Poling , Collier , s (14 de abril , 1951): " A besta peruana, Yma Sumac , mantém o público congelado com uma fabulosa variedade de quatro oitavas[3] . "

- Jarmila Novotná, soprano do Metropolitan Opera grande , ligue para a voz de Yma Sumac " A coisa mais emocionante que eu já ouvi[4] . "

- Max Rudolf, secretário- musical da Companhia Metropolitan Opera de Nova York diz: "Houve vozes de quatro oitavas na ópera , em raras ocasiões , acrescentando que cada cantor tem sido limitada a uma única faixa em que eles se sentem mais confortáveis ​​. Yma sente igualmente confortável em qualquer de suas quatro vozes [5] . "

- Dr. Hollace E. Arment, chefe do departamento de música da Universidade de Auburn, lançou a teoria de que a voz de Yma pode ser um retrocesso a uma era mais primitiva. Antes da nossa atual escala musical escrito vir à existência, sobre o século XX, as vozes do mais alto posto de hoje do comum foram tomadas para concedido. Dr. Arment também achar que detetou semelhanças entre a música de Yma e música primitiva menonita, babilônica e balinesa. Isto tem intrigado tanto sugeriu que a voz de Yma pode ser uma "dica para o passado"[6] .

- Manuel de Falla, grande compositor espanhol, alerta que Yma deve cantar em sua voz natural e evitar professores[7] .

- Arthur Fiedler, regente da Orquestra Pop famoso Boston ficou chocado ao ouvi-la e enviar sua irmã, Elsa Fiedler, para que você possa aprender a ler música e falar na linguagem dos músicos e profissionais . Ele não queria não mexer com a sua voz[8] .

- Glenn Dillard Gunn, crítico de música do Times- Herald , em Washington DC , escreveu sobre Yma Sumac : "Não há nenhuma voz como esta no mundo da música hoje. Tem uma maior voz feminina qualquer concerto ou escala de ópera. Sobe no som estratosférico, ou sonda as profundezas de tom sub-contralto com a mesma facilidade. Tais vozes acontecer apenas uma vez em uma geração[9] . "

- Albert Goldberg, um dos principais críticos de música da costa oeste de os EUA, disse no Los Angeles Times: " Entrelaçamento ouvir que contraponto fantástico sobre os ritmos complexos de seu acompanhamento está finalmente experimentar algo novo na música[10] . "

- Virgil Thomson, crítico americano de música para o " Herald Tribune " New York, disse em 1954 : " Sua voz é, sem dúvida, bonita e sua técnica vocal é impecável. Canta em notas muito graves e quentes , e muito altas, como o canto dos pássaros , e meios-tons não são menos encantador do que as extremidades de seu registro. Nenhuma das notas emitidas era desagradável ou melodia. Sem dúvida, seus atributos naturais; são tão grandes e tão forte técnica único arrependimento é que não tenha dedicado ao grande repertório de música , o seu lugar é nas grandes casas de ópera "[11] .

- O poeta peruano Jorge Eduardo Eielson, em seu Diálogo sobre Nijinsky, escreve: " Stravinsky me balançou de meu filme letargia : - Peruano ? - disse-me - como Yma Sumac ! Ele continuou elogiando o garganta escura do nosso cantor "[12] .

Gravações[editar | editar código-fonte]

Yma Sumac em 1953, concedendo autógrafos após um concerto.

Pelo menos vinte faixas de canções folclóricas peruanas:

  • Voice of the Xtabay (1950), Capitol Records[13]
  • Flahooley (1951), Capitol DF-284
  • Legend of the Sun Virgin (1952), Capitol DDN-299
  • Inca Taqui (1953), Capitol L-243
  • Voice of the Xtabay & Inca Taqui (1955) Capitol W-684
  • Mambo! (1954), Capitol T-564
  • Legend of the Jivaro (1957), Capitol T-770
  • Fuego Del Ande (1959), Capitol T-1169
  • Recital (1961), EDE-073
  • Miracles (1971), London XPS 608
  • I Wonder on Stay Awake (1988), Various Interpretations of Music from Vintage, by Disney.

Referências[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • "Yma Sumac Becomes Citizen". New York Times, 23 de julho de 1955, p. 10.
  • "Yma Sumac's Divorce Final". New York Times, 21 de maio de 1958, p. 39.
  • "Yma Sumac... the Voice of the Incas". Fate (magazine), Vol. 4, No. 8, Novembro-Dezembro de 1951
  • Four Octave Inca, Pathfinder, 11 de novembro de 1950. Acessado em 16 de outubro de 2005. A piece contemporaneous with the release of Voice of the Xtabay.
  • Cusihuamán, Antonio. Diccionario Quechua Cuzco-Collao, 2001, Centro de Estudios Regionales Andinos "Bartolomé de Las Casas". ISBN 9972-691-36-5
  • Limansky, Nicholas E. Yma Sumac - The Art Behind the Legend' 2008, YBK Publishers, New York City.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Extensão vocal (E2 - B♭7)[editar | editar código-fonte]

E2 (baixo cantante) "Cumbe Maita"

A2 (baixo leggero) "Wak'ai"

B2 (baixo leggero) "Chuncho"

C3 (baixo leggero) "Cumbe Maita"

C#3 (baixo-barítono) "Incacho"

D3 (baixo-barítono) "Ataypura"

E♭3 (barítono dramático) "Wayra"

E3 (barítono dramático) "Cumbe Maita"

F3 (barítono dramático) "Taita Inty"

F#3 (barítono dramático) "Chuncho"

G3 (barítono dramático) "Accla Taqui"

A3 (barítono lírico) "Choladas"

B3 (barítono lírico) "Wayra"

C4 (barítono alto) "Xtabay"

C#4 (barítono alto) "Incacho"

D4 (barítono alto) "Monos"

E♭4 (baritenor) "Ataypura"

E4 (baritenor) "Cumbe Maita"

F4 (baritenor) "Choladas"

F#4 (tenor dramático) "Tumpa"

G4 (tenor dramático) "Accla Taqui"

G#4 (tenor dramático) "Tumpa"

A4 (tenor dramático) "Malaya!"

B4 (tenor lírico) "Monos"

C5 (tenor spinto) "Accla Taqui"

D5 (tenor lírico dramático) "Ataypura"

E5 (tenor leggero) "Cumbe Maita"

F5 (contralto) "Choladas"

F#5 (contralto) "Chuncho"

G5 (contralto) "Accla Taqui"

G#5 (mezzosoprano dramático) "Choladas"

B♭5 (mezzosoprano leggero) "Xtabay"

B5 (mezzosoprano leggero) "Wayra"

C6 (soprano dramático) "Cumbe Maita"

C#6 (soprano lírico-spinto) "Ataypura"

D6 (soprano lírico-spinto) "Accla Taqui"

E♭6 (soprano coloratura) "Llulla Mak'ta"

E6 (soprano coloratura) "Taita Inty"

F6 (soprano coloratura) "Chuncho"

F#6 (soprano leggero) "Monos"

G6 (soprano leggero) "Ataypura"

G#6 (soprano leggero) "Tumpa"

C7 (soprano ultra leggero) "Chuncho"

C#7 (soprano ultra leggero) "Chuncho"

B♭7 (soprano ultra leggero) "K'arawi"