Agricultura Natural Johrei

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de Agricultura Natural, veja Agricultura Natural.
Searchtool.svg
Esta página foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde julho de 2008). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo.
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde outubro de 2012). Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.

Agricultura Natural é um metódo de agricultura desenvolvido por Mokiti Okada (18821955), que propõe um cultivo natural onde existe a harmonia do meio-ambiente, com a alimentação, com a saúde do homem, e também com a espiritualidade. Esse sistema agrícola consiste em cultivar os vegetais da maneira mais natural possível, rejeitando qualquer forma de cultivo, que desrespeite o modo de "comportamento" natural do solo, e do crescimento vegetal. Ou seja sem utilizar agrotóxicos (venenos), e nem mesmo adubo de origem animal (esterco, etc), pois todos esses elementos que são predominantemente utilizados atualmente, segundo essa diretriz, retiram o verdadeiro e natural sabor dos alimentos, bem como prejudicam a saúde do homem.

A origem deste método agrícola é da década de 1930. Ele preconiza a busca da harmonia, da saúde e da prosperidade entre os seres vivos como fruto da conservação do ambiente natural e respeito às suas leis. Mokiti Okada propõe reciclar os recursos naturais para enriquecer o solo e fazê-lo emanar sua força e proteger os mananciais de água, criando uma corrente sadia que vai do solo e da água às plantas, aos animais e aos seres humanos.

No Brasil é impulsionada pela Fundação Mokiti Okada,[1] desde 1979. A fundação também certifica os alimentos, e divulga a tecnologia da produção de alimentos saudáveis capacitando os agricultores.

Tais idéias vieram, posteriormente a influenciar os pensadores australianos Bill Mollison e David Holmgren a criarem seu movimento de permacultura[2]

Vivificando o Solo[editar | editar código-fonte]

A principal meta da agricultura natural é vivificar o solo. Para Meishu Sama vivificar o solo significa conservalo sempre puro, livre de matérias impuras como os adubos. A maneira de colaborar com o solo é lançar mão dos compostos naturais. Para isso utiliza-se folhas e capins bem picados e parcialmente decompostos (até que se amoleçam as nervuras). A matéria orgânica é incorporada em camadas com objetivo de estabilizar a temperatura, manter a umidade, bem como afofar a terra. O resultado esperado é literalmente o aumento da vida do solo que pode ser verificado pela baixa ocorrencia de pragas e doenças nos cultivares e finalmente pelas boas colheitas.[3]

Pecuária Natural[editar | editar código-fonte]

Os conceitos de produção natural estendem-se muito além de produção de vegetais apenas, podendo também ser aplicados à criação de gado, dando-se preferência aos frangos em detrimento ao gado das demais espécies, tendo em vista que o volume necessário para alimentar esses animais, é muito maior do que os primeiros.

Dependência de Agrotóxicos[editar | editar código-fonte]

Muitos produtores preferem os métodos convencionais, segundo Meishu Sama, mais custosos, poluentes e insalubres devido a utilização de produtos químicos intoxicantes [4] . Os consumidores muitas vezes ingerem resíduos desses produtos. Os próprios agricultores são expostos ao efeito cumulativo dos venenos, porém desenvolveram uma dependência do uso dessas substâncias, não acreditando que seja possível o cultivo sem elas.

Transgênicos[editar | editar código-fonte]

Atualmente os agricultores de transgênicos têm um sério problema quanto às sementes: muitas nascidas dessas plantas são híbridas, portanto inférteis, como no caso da soja. Considerando também que alguns transgênicos apresentam falhas ao serem cultivados exigindo o uso de agroquímicos, como os convencionais. Alguns transgênicos apresentam a característica de serem resistentes a herbicidas. Com os cultivares resistentes a herbicidas, pode-se pulverizar o produto sobre a lavoura, ocasinando a morte das plantas invasoras e preservando a cultura. A engenhosidade racional deste tipo de avanço científico é deslumbrante, mas pode esconder ilusões. Meishu Sama alertou, baseado na lei do "espirito precede a matéria", que caso aja desreipeito às leis naturais pode-se haver necessidade de processos purificadores, nem sempre agradáveis.

Microorganismos eficientes[editar | editar código-fonte]

A Agricultura Natural tentava confiar apenas na força do solo em si isso até uns 20 anos atrás quando no começo das pesquisas, sem o uso de qualquer adubo. No entanto, houve um sério problema constatado: existiam solos que de tão desgastados pelo mal-uso tornaram-se sobremaneira inférteis que era quase impossível cultivá-los. Sem mencionar também o fato de que outros solos estavam tão fragilizados pelo o uso mais que centenário de adubos químicos,[5] que as pragas se tornavam constantes. Para contornar tal problema, verificou-se que o uso de microorganismos eficientes (Efficient Microorganism EM, na sigla em inglês, os artigos também se encontram na língua inglesa) não era contrário às leis da Natureza propostas por Okada - muito pelo contrário - esses microorganismos conseguiram -como ainda conseguem- purificar o solo e a água de suas toxinas, possibilitando, aliados a um manejo mais adequado do mesmo, que esse solo consiga otimizar a sua produção e assim atender as necessidades humanas e ecológicas.

Desta maneira, afigura-se como uma das principais alternativas para o manejo sustentável de áreas destinadas à agricultura.

Referências

  1. FUNDAÇÃO MOKITI OKADA
  2. "As Principais Correntes Do Movimento Orgânico E Suas Particularidades". Consult. 29 de Dezembro de 2010. 
  3. Força do Solo
  4. OLIVEIRA, Sandra Mara de and GOMES, Tereza Cristina Cabral. Contaminação por agrotóxico em população de área urbana: Petrópolis, RJ. Cad. Saúde Pública [online]. 1990, vol.6, n.1 [cited 2011-10-14], pp. 18-26 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X1990000100003&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0102-311X. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X1990000100003.
  5. Há registros de tal uso até na literatura de entretenimento de Lima Barreto, em O Triste Fim de Policarpo Quaresma, quando ele se utiliza de fosfatos para adubar a terra e tentar melhorar a produção na parte segunda do livro. Isso em aproximadamente 1895.