Albino Jara

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Albino Jara Benegas
Presidente do  Paraguai
Período 17 de janeiro de 1911 - 5 de julho de 1911
Antecessor(a) Manuel Gondra
Sucessor(a) Liberato Marcial Rojas
Dados pessoais
Nascimento 28 de fevereiro de 1877
Luque, Paraguai
Morte 15 de maio de 1912
Assunção, Paraguai
Partido Partido Liberal Radical Auténtico
Profissão professor, militar e político

Coronel Albino Jara Benegas (Luque, 28 de fevereiro de 1877Assunção, 15 de maio de 1912) foi um militar e político paraguaio, presidente do país de 17 de janeiro a 5 de julho de 1911.[1] Foi morto após uma tentativa frustrada de golpe a Pedro Pablo Peña.

Governo[editar | editar código-fonte]

Quando o presidente Manuel Gondra renunciou, assumiu o vice-presidente Juan Bautista Gaona, mas sob pressão do Exército, o Congresso nomeou como presidente provisório o coronel Albino Jara, que formou seu gabinete com José A. Ortiz e Francisco Luis Bareiro, no Ministério da Finanças; Sebastián Ibarra Legal e Cipriano Ibáñez, no Interior; Manuel Domínguez, em Justiça, Culto e Instrução Pública; Carlos Goiburú, em Guerra e Marinha; e Cecilio Báez, em Relações Exteriores.

Pouco depois de iniciar seu governo, uma nova revolução eclodiu e o próprio presidente assumiu o comando das forças do governo, deixando o ministro Cipriano Ibáñez no comando da presidência. Durante a revolta, um dos principais líderes da época, Adolfo Riquelme, foi assassinado.

Durante seu governo foi estabelecido um sistema educacional comparado aos modelos dos Estados Unidos e da Europa, 40 km² das ruas de Assunção foram pavimentados, fundou o Instituto Histórico e Geográfico do Paraguai, conseguiu que a ferrovia chegasse à cidade de Encarnación para depois unir-se à conexão com Posadas (Argentina). Em 23 de março de 1911, ele propôs a criação de cátedras livres de História e Economia Nacional ou Finanças, um procedimento revolucionário para sua época, pois faltavam 7 anos para que a reforma universitária da América assumisse esse propósito.[2]

Em 5 de julho de 1911, foi deposto e levado ao porto para ser expulso para Buenos Aires.

Em 1912 retornou ao Paraguai. Ele queria organizar uma revolução contra o governo de Pedro Pablo Peña, mas não teve sucesso. Ferido por uma bala na tentativa, foi preso e, em decorrência dos ferimentos, veio a falecer em 15 de maio de 1912.

Referências

  1. Nohlen, Dieter; Nohlen, Professor of Political Science Dieter (2005). Elections in the Americas: A Data Handbook: Volume 2 South America (em inglês). 2. Oxford: OUP Oxford. p. 439. ISBN 9780199283583 
  2. «infoluque.com.py». web.archive.org. Consultado em 28 de fevereiro de 2022 

Precedido por
Manuel Gondra
Presidente do Paraguai
1911 - 1911
Sucedido por
Liberato Marcial Rojas
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