Alexandrina de Mecklemburgo-Schwerin

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Alexandrina
Duquesa de Mecklemburgo-Schwerin
Rainha Consorte da Dinamarca
Reinado 14 de maio de 1912
a 20 de abril de 1947
Predecessora Luísa da Suécia
Sucessora Ingrid da Suécia
Rainha Consorte da Islândia
Reinado 1 de dezembro de 1918
a 17 de junho de 1944
Marido Cristiano X da Dinamarca
Descendência
Frederico IX da Dinamarca
Canuto, Príncipe Herdeditário
Nome completo
Alexandrina Augusta
Casa Mecklemburgo-Schwerin
Pai Frederico Francisco III, Grão-Duque de Mecklemburgo-Schwerin
Mãe Anastasia Mikhailovna da Rússia
Nascimento 24 de dezembro de 1879
Schwerin, Mecklemburgo-Schwerin, Império Alemão
Morte 28 de dezembro de 1952 (73 anos)
Copenhague, Dinamarca
Enterro Catedral de Roskilde, Roskilde, Dinamarca
Religião Luteranismo

Alexandrina Augusta (Schwerin, 24 de dezembro de 1879Copenhague, 28 de dezembro de 1952) foi a esposa do rei Cristiano X e rainha consorte da Dinamarca de 1912 a 1947 e também da Islândia entre 1918 e 1944. Era filha de Frederico Francisco III, Grão-Duque de Mecklemburgo-Schwerin, e sua esposa a grã-duquesa Anastasia Mikhailovna da Rússia.

Origens[editar | editar código-fonte]

Alexandrina era a filha mais velha de Frederico Francisco III, Grão-Duque de Mecklemburgo-Schwerin, e da sua esposa, a grã-duquesa Anastásia Mikhailovna da Rússia. Tinha uma relação de parentesco muito próxima com a família Romanov, não só pelo lado da mãe, que era filha do grão-duque Miguel Nikolaevich da Rússia e neta do czar Nicolau I, mas também pelo lado do pai, que era irmão mais novo da grã-duquesa Maria Pavlovna, esposa do grão-duque Vladimir Alexandrovich e nora do czar Alexandre II, o Libertador.

Alexandrina tinha um irmão, Frederico Francisco IV, o último grão-duque de Mecklemburgo-Schwerin, que era casado com a princesa Alexandra de Hanôver, uma sobrinha da czarina Maria Feodorovna da Rússia e da rainha Alexandra do Reino Unido, e uma irmã, a princesa Cecília de Mecklemburgo-Schwerin, que se tornou princesa-herdeira da Alemanha graças ao seu casamento com o filho mais velho do kaiser Guilherme II, o príncipe-herdeiro Guilherme da Alemanha.

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

A princesa Alexandrina casou-se com o príncipe Cristiano da Dinamarca a 26 de Abril de 1898, em Cannes, França, quando tinha dezoito anos de idade. O casal teve dois filhos:

  • Príncipe Frederico (11 de Março de 1899 – 14 de Janeiro de 1972), depois rei Frederico IX da Dinamarca; casou-se com a princesa Ingrid da Suécia; com descendência.
  • Príncipe Knud (27 de Julho de 1900 – 14 de Junho de 1976), depois Knud, Príncipe-Herdeiro da Dinamarca; casou-se com a princesa Carolina Matilde da Dinamarca; com descendência.

Reinado[editar | editar código-fonte]

Alexandrina e o marido, Cristiano X por Michael Anche.

Em 1902, Alexandrina e o marido receberam o Palácio de Marselisborg, cujo jardim se tornou um dos maiores interesses. Alexandrina tornou-se princesa-herdeira em 1906 e rainha da Dinamarca em 1912. Os historiadores não consideram que ela tenha tido grande influência política, mas sempre foi leal ao marido.

Interessava-se muito por música e tornou-se patrona das sociedades musicais Musikforeningen i København e Den danske Richard Wagnerforening. Era conhecida pelos seus trabalhos bordados, que doava a várias instituições de caridade. Quando a sua sogra, a princesa Luísa da Suécia, morreu em 1926, Alexandrina sucedeu-a como protectora de várias organizações caritativas que tinham sido criadas por Luísa. Gostava de jogar golfe e de fotografia. Durante a Primeira Guerra Mundial, criou o Dronningens Centralkomité af 1914 ("Comité Central da Rainha de 1914") para ajudar família pobres.

Sobreviveu à epidemia de gripe espanhola de 1918.

Alexandrina e o marido tornaram-se muito populares e símbolos nacionais durante a ocupação da Dinamarca pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial, algo que se tornou visível durante uma visita que eles fizeram pelo país em 1946. Antes da ocupação, Alexandrina e a sua nora, Ingrid, dedicavam-se à mobilização das mulheres dinamarquesas. O facto de se ter recusado a receber o General Kaupisch a 9 de Abril de 1940 tornou-se um símbolo da sua lealdade à Dinamarca acima da sua nacionalidade alemã.[1] Quando o general das forças de ocupação pediu pela primeira vez uma audiência com o monarca, a nora de Cristiano convenceu-o a recebê-lo da mesma forma como receberia qualquer outra pessoa, algo que Alexandrina apoiou.[2] Cristiano pediu para o receber sozinho, mas Alexandrina disse-lhe que os iria interromper. Quando o general estava prestes a sair, Alexandrina entrou na sala e, quando ele a cumprimentou, a rainha disse-lheː "General, não era nestas circunstâncias que esperava encontrar um conterrâneo."[2] Diz-se que, apesar de Alexandrina ser considerada tímida e não gostar de cerimónias oficiais, era muito inteligente e, juntamente com a sua nora, a princesa Ingrid da Suécia, apoiava verdadeiramente o rei e foi uma figura encorajadora da resistência à ocupação na casa real. Também foi referido que, ao contrário do próprio monarca e do príncipe-real, a rainha e a princesa-real nunca perderem a calma quando o seu país estava a ser atacado. Uma vez que ela não era a chefe da casa real, Alexandrina podia aparecer em público mais vezes do que o marido, que não queria mostrar apoio à ocupação ao aparecer em público, e participava em várias organizações de caridade para diminuir as dificuldades causadas pela ocupação alemã. Kaj Munk terá descrito o apreço que a população tinha pela rainha durante a Segunda Guerra Mundial da seguinte formaː "Protejam a nossa rainha, a única alemã com quem queremos ficarǃ"[2]

Referências

  1. Outze, Börge. 5 år i bojor. Danmark under ockupationen 1940–1945 [S.l.: s.n.]  |nome2= sem |sobrenome2= em Authors list (Ajuda)
  2. a b c «Oberst Axel Mygind: Erindringer fra Besættelsen». Consultado em 16 de Fevereiro de 2016. 
Alexandrina de Mecklemburgo-Schwerin
Casa de Mecklemburgo-Schwerin
Ramo da Casa de Mecklemburgo
24 de dezembro de 1879 – 28 de dezembro de 1952
Precedida por
Luísa da Suécia
Armoiries Alexandrine de Mecklembourg-Scheverin.svg
Rainha Consorte da Dinamarca
14 de maio de 1912 – 20 de abril de 1947
Sucedida por
Ingrid da Suécia
Rainha Consorte da Islândia
1 de dezembro de 1918 – 17 de junho de 1944
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