Margarida Fredkulla

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Margarida
Princesa da Suécia
Regente da Dinamarca
Rainha Consorte da Noruega
Reinado 110124 de maio de 1103
Antecessor(a) Ingrid da Dinamarca
Sucessor(a) Ingeborg Guttormsdatter
Rainha Consorte da Dinamarca
Reinado 11054 de novembro de 1130
Predecessor Bodil Thrugotsdatter
Sucessor Uluilda da Suécia
 
Cônjuge Magno III da Noruega
Nicolau I da Dinamarca
Descendência Magno I da Suécia
Ingo Nielsen
Casa Estenquilo (por nascimento)
Hardrada (por casamento)
Estridsen (por casamento)
Nascimento c. 1080
Morte 4 de novembro de 1130 (50 anos)
Enterro Roskilde, Dinamarca
Pai Ingo I da Suécia
Mãe Helena da Suécia

Margarida Fredkulla, também conhecida como Margarida, a Dama da Paz ou Margarida da Suécia (em sueco: Margareta, em norueguês: Margret Fredskolla, em dinamarquês: Margrete; c. 10804 de novembro de 1130) foi uma princesa da Suécia por nascimento, rainha consorte da Noruega pelo seu primeiro casamento com Magno III da Noruega, e posteriormente, rainha consorte da Dinamarca pelo seu segundo casamento com Nicolau I da Dinamarca. Ela também foi a regente da Dinamarca de facto.

Família[editar | editar código-fonte]

Margarida foi a segunda filha e criança nascida do rei Ingo I da Suécia e de sua primeira esposa, Helena da Suécia. Seus avós paternos eram o rei Estenquilo da Suécia e Ingamonder Emundsdotter. Os nomes de seus avós maternos são desconhecidos.

Ela teve três irmãos, que eram: Cristina, primeira esposa de Mistislau I de Kiev; Ragnavaldo, pai da rainha Ingrid Ragnvaldsdotter, consorte do rei Haroldo IV da Noruega, e Catarina, esposa de Biorno Flanco de Ferro da Dinamarca.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Primeiro casamento[editar | editar código-fonte]

De acordo com Snorri Sturluson, como parte de um tratado de paz entre Suécia, Noruega e Dinamarca, foi acordado o casamento entre a princesa e o rei Magno III, conhecido como "o Descalço", em um encontro em Konghelle no rio Gaut. Os dois se casaram em 1101. Portanto, Fredkulla significa a "Dama da Paz", apelido que recebeu devido ao encontro.

Margarida ficou viúva apenas alguns depois, em 24 de maio de 1103, sem ter tido filhos. Ela foi embora da Noruega, o que foi considerado um insulto pelos cidadãos que esperavam que ela permanecesse, além de ter sido acusada de roubar as relíquias de Santo Olavo.

Segundo casamento[editar | editar código-fonte]

Em 1105, casou-se com o rei Nicolau I da Dinamarca, que era descrito como um monarca passivo, com a falta de capacidade de governança, preferindo deixar os assuntos de Estado para a esposa, de forma que ela se tornou regente do reino. Durante seu governo, o relacionamento entre a Dinamarca e Suécia foi pacífico.

A rainha Margarida cunhava as próprias moedas, uma ocorrência rara para uma consorte à época. Elas continham a inscrição: Margareta-Nicalas (Margarida-Nicolau).

A rainha morreu em 4 de novembro de 1130, e foi enterrada em Roskilde, na Dinamarca.

Após o seu falecimento, o rei Nicolau se casou com Uluilda da Suécia, cujo primeiro marido havia sido Ingo II da Suécia, primo de Margarida.

Descendência[editar | editar código-fonte]

De seu segundo casamento:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]