Atentados de 22 de julho de 2011 na Noruega

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Atentados de Oslo e Utøya
Youngstorget, minutos após o atentado
Local Noruega Oslo e Utøya, Noruega
Data 22 de julho de 2011
15h20min CET (UTC+2)
Tipo de ataque Bomba, assassinato em massa
Alvo(s) Partido Trabalhista Norueguês[1][2]
Arma(s) Oslo: Carro-bomba (utilizando ANFO)
Utøya: rifle semiautomático (Ruger Mini-14), pistola semiautomática (Glock 34)[3]
Mortes 77[4][5]
Feridos 97[5]
Responsável(is) Anders Behring Breivik
Motivo Terrorismo de direita

Os atentados de 22 de julho de 2011 na Noruega consistiram numa explosão na zona de edifícios governamentais da capital, Oslo, e num tiroteio ocorrido poucas horas depois, na ilha de Utøya, situada no lago Tyrifjorden, condado de Buskerud. Os atentados, perpetrados por um militante da extrema-direita chamado Anders Behring Breivik, resultaram na morte de 77 pessoas (69 jovens integrantes do Partido Trabalhista Norueguês em Utøya e 8 pedestres em Oslo).[4][6]

Explosão em Oslo[editar | editar código-fonte]

Às 15h20min CET (13h20min UTC), houve uma grande explosão junto dos prédios onde se situa o gabinete do primeiro-ministro da Noruega Jens Stoltenberg, danificando vários edifícios e provocando oito mortes e numerosos feridos.[5] Na zona fica também a sede do Ministério do Petróleo e Energia, que foi o edifício mais danificado. Segundo os meios de comunicação locais, o edifício do governo atingido ficou praticamente destruído e a zona "assemelha-se a uma zona de guerra", pelos danos causados. De acordo com as declarações da polícia, o atentado foi perpetrado mediante um carro-bomba e pode ter consistido em uma ou mais explosões que atingiram os edifícios, deixando o edifício do gabinete do primeiro-ministro em chamas e os seus dezessete pisos com graves danos. Para uma melhor ação das equipes de emergência, a polícia vedou o acesso à área e evacuou a totalidade do resto dos edifícios governamentais.

Meios de comunicação noruegueses asseguraram que "literalmente" se sentiu um movimento no solo com a explosão. Testemunhos no local asseguraram que poderá ter sido causada por um carro-bomba. Além disso, o estrondo da explosão e a onda de choque foram sentidos a muitos quilómetros em redor.

Tiroteio em Utøya[editar | editar código-fonte]

Poucas horas depois, na ilha de Utøya, ao norte da capital, um homem armado abriu fogo contra os participantes de um acampamento de jovens («universidade de verão»), organizado pela juventude do Arbeiderpartiet (Partido Trabalhista Norueguês), que atualmente está no governo do país. Entre 400 e 600 pessoas participavam do evento[6] e pelo menos 69 foram mortas no atentado.[5] O atirador, vestido com um uniforme de policial, justificou a sua entrada no campo como «verificação de rotina após o atentado em Oslo» e começou a disparar contra os jovens. Era prevista uma visita do primeiro-ministro Jens Stoltenberg ao acampamento [7]

Responsabilidade[editar | editar código-fonte]

Ambos ataques foram aparentemente coordenados. Supôs-se inicialmente que algum grupo terrorista islâmico pudesse estar envolvido, devido à participação da Noruega nas ações militares da OTAN na Líbia e no Afeganistão, uma vez que, segundo um relatório oficial elaborado no início de 2011,[8] não se considerava a possibilidade de a extrema-direita constituir uma "ameaça séria" à segurança nacional.

O jornal norte-americano 'The New York Times',[9][10] comunicou que um grupo islamista até então desconhecido, chamado "Ansar al-Jihad al-Alami" ("Colaboradores da Jihad Global"), emitira um comunicado pouco depois das explosões reclamando sua autoria. Posteriormente os veículos de comunicação que se apressaram em afirmar que os atentados na Noruega tratava-se de mais um exemplo de terrorismo de viés islâmico retrataram-se assim que a polícia norueguesa descartou a possibilidade e afirmou suspeitar de grupos nacionalistas.

O responsável pela chacina em Utøya foi detido ainda na ilha. Tratava-se de Anders Behring Breivik, empresário norueguês de 32 anos descrito como antiglobalista e nacionalista[11] e que se considera de extrema-direita.[5] O autor dos atentados terroristas tinha colocado mensagens na Internet declarando-se inimigo da sociedade multicultural. Há alguns traços políticos que indicam a sua pendência para a extrema-direita e para o anti-islamismo, mas a polícia afirma que ainda é cedo para dizer se foi esse o real motivo dos ataques.[12]

De acordo com Breivik, ele começou a planejar o atentado aos 23 anos de idade. Até a presente data não se sabe se Breivik agiu sozinho nos atentados.[13] Ele admitiu vestir-se como um policial, entrar em 22 de Julho de 2011, no terreno de um acampamento de jovens da Arbeiderpartiet norueguês (Partido dos Trabalhadores) na ilha de Utøya, abrir fogo contra os jovens presentes, matando pelo menos 68 deles naquele momento.[14] Durante seu interrogatório ele também confessou a autoria das explosões combinadas, ocorridas duas horas antes em Oslo.

No mesmo dia do atentado, o terrorista publicou na internet um manifesto de sua ideologia de extrema-direita compilada em uma coleção de textos intitulados "2083 - Uma declaração européia de independência".[15] Em seus escritos, Anders Breivik expressa suas visões de mundo - que incluem conservadorismo cultural radical, ultranacionalismo, islamofobia, homofobia, racismo e antifeminismo.[16] Ele também considera o marxismo cultural e o Islã como as duas maiores ameaças à Cristandade moderna.[17][18]

Detenção de sobrevivente inocente[editar | editar código-fonte]

Ao chegar na ilha de Utøya, a polícia prendeu, além de Breivik, Anzor Djoukaev, um inocente sobrevivente de 17 anos que representava a filial do condado de Akershus da Liga de Trabalhadores Juvenis da Noruega naquele acampamento.[19] O jovem foi despido de todas suas roupas e trancafiado em uma cela de prisão localizada a poucos metros de distância da cela que abrigava o assassino confesso do ataque.[20] A vítima, que quando criança havia testemunhado assassinatos em massa na Chechênia, foi considerada suspeita de ser cúmplice porque seu corte de cabelo era diferente daquele que aparecia em seu documento de identidade e porque ele não reagiu à carnificina com as mesmas lágrimas e histeria que a maioria dos jovens sobreviventes.[21][22] Anzor Djoukaev foi mantido sob custódia das autoridades por dezessete horas sendo interrogado sem a presença de seu advogado e sem que lhe fosse permitido contatar sua família para informar que havia sobrevivido. O jovem acabou sendo liberado quando as autoridades policiais foram obrigadas a reconhecer seu grave erro procedimental.[23]

O terrorista[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Anders Behring Breivik

O cidadão norueguês Anders Behring Breivik (pronunciado 'ɑnəʂ 'beːɾiŋ 'bɾæɪʋiːk, nascido em Oslo, a 13 de fevereiro de 1979), foi descrito inicialmente como um fundamentalista cristão - e muito embora tal definição tenha sido contestada por alguns artigos de opinião,[24][25][26][27] a imprensa internacional, autores acadêmicos e também a polícia norueguesa mantém a descrição de Breivik como um fundamentalista cristão.[28][29][30][31][32][33][34] O ativista, ligado à extrema-direita europeia, filiado numa loja maçônica de Oslo,[35] conservador e ferrenho defensor do Estado de Israel.[36] assumiu a total responsabilidade por todos os crimes.[37] Não está descartada a hipótese que tenha obtido algum tipo de ajuda, entretanto a polícia jamais encontrou evidências para processar terceiros.[38][39][40]

De acordo com o chefe da polícia de Oslo, Breivik era dono de uma empresa agrícola que consistia em uma pequena fazenda no leste do país. Em maio de 2009, ele registrou sua empresa sob o nome de "Breivik Geofarm", o que lhe permitiu comprar grandes quantidades de fertilizantes que mais tarde seriam usados na fabricação de explosivos sem levantar suspeitas. O futuro terrorista ainda estava cadastrado no registo estatal como adquirente de duas armas - uma automática e uma pistola do tipo Glock.[41] [6]

Entre 1999 e 2006, Anders Behring Breivik foi membro do Fremskrittspartiet (Partido do Progresso), da direita populista, que defende maiores restrições à imigração.[42] Entre 1997 e 2007, Breivik participou ativamente da juventude do Partido do Progresso (Framstegspartiet sin Ungdom, FpU), tendo servido em várias funções, inclusive na de presidente da filial local Oslo-Oeste (de janeiro a outubro de 2002) da organização e a de diretor da mesma filial, entre outubro de 2002 e novembro de 2004.[43] Apesar disso, a líder do Partido do Progresso, Siv Jensen, garante que Breivik não milita mais na legenda e que "nunca foi muito ativo".[6]

Retratado como neonazista pela mídia, Anders autoproclamava-se um antinazista e defensor do Estado de Israel como bastião da civilização ocidental no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que colocava as ideologias do nazismo, do chamado "marxismo cultural" e do fundamentalismo islâmico num mesmo "pacote anti-ocidental".[36] Segundo o chefe dos serviços de inteligência, Øystein Mæland, Anders Behring Breivik situava-se à extrema-direita no espectro político e tratava-se de um fundamentalista cristão.[36][44][45] Breivik manifestou-se em blogs, atacando o multiculturalismo e o Islã: "Quando o multiculturalismo deixará de ser uma ideologia criada para destruir a cultura europeia, as tradições e a identidade do Estado-nação?", escreveu ele em comentário postado no dia 2 de fevereiro de 2010, no site direitista norueguês chamado "Documento". O jornal DagBladet definiu Breivik como "islamofóbico, pró-Israel, anti-imigração, hipernacionalista e relativamente intelectual, que havia sido criado na zona oeste de Oslo, a parte rica e burguesa". Em seu perfil no Facebook, Breivik se declarava solteiro, cristão (porém contrário à política do Vaticano), conservador, interessado em fisiculturismo, francomaçonaria e caça. Devido ao incidente, as contas de Anders B. Breivik no Facebook e no Twitter foram bloqueadas por ordem da justiça norueguesa a pedido das autoridades policiais do país.[6]

Procedimentos legais[editar | editar código-fonte]

Após ser capturado e enviado a julgamento, a polícia inicialmente manteve a escolha do advogado de Breivik em segredo após um pedido do próprio advogado. O criminalista Geir Lippestad foi escolhido especificamente por Breivik para que fizesse sua defesa.[46] Em 25 de julho de 2011, Anders Behring Breivik começou a ser julgado pelo Tribunal Distrital de Oslo. A polícia temia que Breivik usasse a audiência como uma oportunidade para se comunicar com possíveis cúmplices.[47] Por causa disso, a audiência inicial foi fechada para a mídia e todos os demais espectadores. Em vez de optar por um julgamento público, o juiz Kim Heger realizou uma coletiva de imprensa pouco depois, onde leu as deliberações do tribunal.

Os debates sobre quais acusações criminais deveriam ser arquivadas foram ferozes. Muitos procuradores da polícia queriam condená-lo por alta traição e crimes contra a humanidade. [48] Entretanto a acusação acabou por indiciar Breivik por crimes de terrorismo. Em julgamento Breivik confirmou sua confissão à polícia e admitiu ser o atirador em Utøya e o autor da bomba de Oslo. No entanto, ele não demonstrou qualquer remorso e inclusive se declarou inocente de quaisquer crimes, afirmando que não reconhecia o sistema judiciário da Noruega como legítimo para julgá-lo.[49] O promotor distrital Christian Hatlo pediu que Breivik fosse detido por oito semanas sem acesso a correspondência ou visitação. O juiz decidiu em favor da acusação, afirmando que o acusado representava um perigo iminente para a sociedade e deveria ser confinado para a segurança de si mesmo e da coletividade, em virtude da grande probabilidade que ele fosse culpado pelos crimes e que sua prisão se fazia necessária para evitar a destruição de provas. Acatando o pedido da acusação, Breivik foi confinado pelas oito semanas sem correspondência ou visitação, quatro das quais permaneceu em completo isolamento, uma medida passível de ser renovado até 19 de setembro de 2011. Assim ele foi imediatamente transferido para Ila Landsfengsel, uma prisão de segurança máxima. [50][51]

Em 13 de agosto de 2011, Breivik foi levado à Utøya pelas autoridades policiais com a finalidade de recriar suas ações no dia do massacre. Nem a mídia nem o público foram alertados para a operação e mais tarde a polícia explicou que essa movimentação surpresa foi necessária para evitar comoção social, e que considerava menos ofensivo para os sobreviventes dos atentados fazê-lo antecipadamente do que durante a audiência judicial. Apesar dos muitos barcos e helicópteros da polícia, nenhum dos civis que vieram para deixar flores na praia percebeu o que estava acontecendo a poucas centenas de metros de distância do lago por um total de oito horas. Na noite de 14 de agosto, a polícia realizou uma coletiva de imprensa sobre a reconstrução dos crimes. Foi relatado que Breivik não ficou indiferente ao seu retorno a Utøya, mas que ele não demonstrou nenhum remorso. O inspetor Pål Fredrik Hjort Kraby descreveu o comportamento e a indiferença de Breivik na ilha como "surreais", uma vez que ele passou oito horas de bom grado mostrado à polícia exatamente como ele havia realizado todos os 69 assassinatos na ilha.[52]

O julgamento derradeiro aconteceu em 16 de abril de 2012 e durou até 19 de junho de 2012[4] e muitas organizações de mídia foram credenciadas para cobrir os procedimentos. Anders Behring Breivik reconheceu que ele havia cometido as ofensas, mas novamente declarou-se inocente, afirmando que o assassinato em massa se fazia necessário. Para Breivik, seu objetivo principal durante os procedimento jurídicos era que ele não deveria ser considerado "insano" ou "psicótico", porque isso faria como que o significado de sua mensagem se perdesse.[53] Em 24 de agosto, Breivik foi finalmente considerado mentalmente são por um painel de cinco juízes. Ele foi condenado à cumprir uma sentença de 21 anos de prisão que pode ser repetidamente prolongada a cada 5 anos, desde que ele ainda seja considerado uma ameaça à sociedade. Esta é a sentença máxima permitida pela lei norueguesa, e é a única maneira de sobrevir uma espécie de prisão perpétua.[53]

Repercussões[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. BBC News (25 de julho de 2011). «Norway: Anders Behring Breivik claims 'two more cells'». Consultado em 6 de novembro de 2018 
  2. NRK (25 de julho de 2011). «Breivik: "The Labour Party has betrayed the country, and the price they paid on Friday."». Consultado em 6 de novembro de 2018 
  3. «Skutt på kloss hold» [Shot at close range]. Dagsavisen (em Norwegian). 3 de maio de 2012. Arquivado do original em 17 de maio de 2012 
  4. a b c «Anders Breivik é condenado a 21 anos de prisão pelo massacre de 77 na Noruega». UOL. 24 de Agosto de 2012 
  5. a b c d e dn.pt (25 de julho de 2011). «Autoridades baixam número de vítimas de 93 para 76». Consultado em 25 de julho de 2011 
  6. a b c d e «Loiro, cristão e de extrema-direita, Anders Behring Breivik estava fora do radar da polícia norueguesa». O Globo/El País. 23 de julho de 2011 
  7. expresso.pt. «Oslo em clima de guerra». Consultado em 22 de julho de 2011 
  8. publico.pt. «Noruega temia os radicais islamistas mas não os da extrema-direita». Consultado em 23 de julho de 2011 
  9. REUTERS (22 de julho de 2011). «Siete personas muertas en el atentado contra el Gobierno noruego». Europa Press (em espanhol). Consultado em 29 de julho de 2011 
  10. Doble atentado terrorista contra el Gobierno noruego, en La Vanguardia de España.
  11. «Pågrepet 32-åring kalte seg selv nasjonalistisk - VG Nett». Vg.no. Consultado em 22 de julho de 2011 
  12. publico.pt. «Suspeito detido é um "fundamentalista cristão"». Consultado em 23 de julho de 2011 
  13. «Anders (32) i Oslo ble pågrepet etter bombe og massedrap | TV 2 Nyhetene»  visualizado em 23 de Julho de 2011 (norueguês)
  14. «Atentados na Noruega provocaram pelo menos 91 mortos»  visualizado em 23 de julho de 2011
  15. «2083: A European Declaration of Independence». Consultado em 12 de março de 2014 
  16. Anders Breivik's chilling anti-feminism, The Guardian, 27 July 2011.
  17. «Mail.online: Norwegian massacre gunman was a right-wing extremist who hated Muslims»  visualizado em 22 de Julho de 2011 (inglês)
  18. «Folha.com: Polícia identifica suposto autor de atentado como "islamofóbico"»  visualizado em 23 de Julho de 2011
  19. Daily Mail. «We survived the Breivik massacre: Children caught in horror of Utoya island where extremist murdered 77 and injured more than 200». Consultado em 6 de novembro de 2018 
  20. Jan Andersson, Lisa Karlsson, Oskyldig 17-åring greps med massmördaren (Sueco), Sveriges Radio, 12 de Agosto de 2011. Visitado em 06 de Novembro de 2018.
  21. News24. «Survivor held for 17 hours after attack». Consultado em 6 de novembro de 2018 
  22. Marianne Vikås et al., Utøya-offer kastet på glattcelle (Norueguês), Verdens Gang, 12 de Agosto de 2011. Visitado em 06 de Novembro de 2018. Arquivado em 2011-09-01 no Wayback Machine.
  23. Dagbladet. «Utøya-offer (17) ble mistenkt og avhørt uten advokat». Consultado em 6 de novembro de 2018 
  24. Anders Breivik is not Christian but anti-Islam Andrew Brown, The Guardian.co/uk, 24/07/2001
  25. The Identity Ideology of Anders Breivik. Not a Christian Fundamentalist
  26. Anders Breivik is Not a Christian. Period.
  27. Breivik, o terrorista de Oslo. Uma ideologia identitária, mas não fundamentalista. Por Massimo Introvigne
  28. LA Times. «Norway survivors describe fleeing 'calm and controlled' gunman; death toll hits 92». Consultado em 6 de novembro de 2018 
  29. David Gibson. «Is Anders Breivik A 'Christian Terrorist'?». Consultado em 6 de novembro de 2018 
  30. Mark Steel (8 de janeiro de 2015). «Charlie Hebdo: Norway's Christians didn't have to apologise for Anders Breivik, and it's the same for Muslims now». Consultado em 6 de novembro de 2018 
  31. Amid Tears, Flickering Candles and Flowers, a Shaken Norway Mourns. Por Steven Erlanger. NY Times, 24 de julho de 2011.
  32. Loereta Napoleoni. «10 years that shock the world» 
  33. «Breivik's Fundamentalist War on Politics, and Ours» 
  34. Mohammed Abba Seid. «Islamic Terror and the tangencial response of the west» 
  35. Maçons no manifesto de Breivik, REVISTA Texxtos&Texts, J.Filardo
  36. a b c 'Norway attack suspect had anti-Muslim, pro-Israel views' recuperado 25 de julho 2011
  37. «Norway killings: Anders Behring Breivik 'confesses but does not accept criminal responsibility'». mirror.co.uk (em inglês). Consultado em 31 de julho de 2011 
  38. Anders (32) i Oslo ble pågrepet etter bombe og massedrap | TV 2 Nyhetene acesso em 23 de julho de 2011 (norueguês)
  39. Mail.online: Norwegian massacre gunman was a right-wing extremist who hated Muslims recuperado 22 julho 2011 (inglês)
  40. Folha.com: Polícia identifica suposto autor de atentado como "islamofóbico" recuperado 23 de julho 2011
  41. Nøkkelopplysninger fra Enhetsregisteret acesso em 23 de julho de 2011 (norueguês)
  42. Noruega: O Partido do Progresso na frente das sondagens. Novopress, 19 de junho de 2008.
  43. Aftenposten: Breivik har vært medlem og har hatt verv i ungdomspartiet (em norueguês). Visitado em 25 de julho de 2011.
  44. Público: Suspeito detido é um “fundamentalista cristão” que não gosta do papa Bento XVI. Acesso em 23 de julho 2011
  45. RedeBrasil atual: Inferno em Oslo, Noruega. Acesso em 23 de julho 2011
  46. «Vil ikke opplyse navnet til Breiviks forsvarer». Adresseavisen/NTB 
  47. «Acusado de matar 77 na Noruega diz que confinamento solitário é 'tortura'». Globo 
  48. «Breivik risikerer 30 års fengsel – Lov og rett – E24». E24.no 
  49. «Atirador que matou 77 na Noruega admite crime e alega legítima defesa». Globo 
  50. «Massacre na Noruega: em prisão preventiva, suspeito não se declara culpado». Globo 
  51. «Breivik back at his future 'home'». News in English 
  52. «Politiet om Breivik på Utøya: – Viste ikke uttrykk for anger – VG Nett om Terrorangrepet 22. juli». Vg.no 
  53. a b «Breivik é considerado são e condenado a 21 anos de prisão por ataques na Noruega». IG São Paulo 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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