Represa de Jurumirim

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UHE Jurumirim
(Armando Avellanal Laydner)
Barragem Jurumirim 1.jpg
Localização
Localização Avaré, Piraju, Itaí
Rio Paranapanema
Dados gerais
Proprietário CTG Brasil
Período de construção 1956-1962
Dados da barragem
Tipo barragem
Altura 55 m
Reservatório
Área alagada 449 km²
Capacidade de geração 100,96 Megawatt-hora
Imagem de satélite (NASA)

A Represa de Jurumirim ou Usina Hidrelétrica Armando Avellanal Laydner fica no estado de São Paulo, sendo formada pelo represamento do rio Paranapanema. Banha dez municípios no centro-sul do estado, onde à sua margem direita fica o município de Cerqueira César e à sua margem esquerda o município de Piraju, com acesso pela SP-261.

O início das obras de construção foi em 1956 e a última máquina instalada foi em 1962, construída e montada pela Construtora Servix. O nome Jurumirim vem do tupi e significa "foz pequena".

Foi controlada e operada pela Duke Energy até 2017, quando foi adquirida pela sucursal brasileira da multinacional chinesa China Three Gorges Corporation (CTG).[1]

Características[editar | editar código-fonte]

A usina possui uma potência instalada de 98.000 kW, por meio de duas turbinas do tipo Kaplan, a partir de um desnível de 30,9 m. Seu reservatório inunda uma área de até 449 Km2.[2][3]

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) o lago da Usina Hidrelétrica de Jurumirim é capaz de armazenar 2% do volume represável pelos reservatórios do Sistema Sudeste/Centro Oeste, o que representa 34,42% do armazenamento de água do sub-sistema do Rio Paranapanema[4]

A bacia hidrográfica tem uma área de 17.800 km². Tem cerca de cem quilômetros de comprimento e em alguns trechos ultrapassa três quilômetros de largura. A represa tem um reservatório com área de 449 km², contendo um volume de água quase quatro vezes maior que o da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro e tem uma descarga de 1.790 m³/s.

A geração de energia elétrica é a principal finalidade, mas também tem o propósito de acúmulo de água para fornecimento as demais usinas do rio Paranapanema, que são na ordem em direção ao rio Paraná: Chavantes, Salto Grande, Canoas II, Canoas I, Capivara, Taquaruçu e Rosana. Todas elas também são gerenciadas pela empresa CTG Brasil.

Municípios banhados[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Sérgio Fleury (10 de janeiro de 2017). «Grupo CTG conclui compra dos ativos da 'Duke Energy'». Jornal Debate. Consultado em 16 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 17 de novembro de 2018 
  2. Usinas, acesso em 29 de junho de 2014.
  3. SILVA FILHO, Donato. Dimensionamento de Usinas Elétricas Através de Técnicas de Otimização Evolutiva. Tese de doutorado em engenharia elétrica na Universidade de São Paulo (Campus de São Carlos). Dezembro de 2003.
  4. Situação dos Principais Reservatórios do Brasil, acesso em 29 de junho de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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