Basílio Taborda

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Basílio Taborda
Dados pessoais
Nascimento 20 de maio de 1877
Paraná, Brasil
Morte 2 de agosto de 1973 (96 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade Brasileira
Progenitores Pai: Manuel Paulino da Silva
Profissão Militar
Serviço militar
Serviço/ramo Exército Brasileiro
Anos de serviço 18941939
Graduação General de Divisão.gif General de Divisão

Basílio Taborda[nota 1] (Paraná, 20 de maio de 1877Rio de Janeiro, 2 de agosto de 1973) foi um general-de-divisão do Exército Brasileiro e comandante no Exército Constitucionalista na Revolução de 1932.[2][3][4]

Carreira militar[editar | editar código-fonte]

Basílio Taborda nasceu no Estado do Paraná, em 20 de maio de 1877, e inicio a sua carreira militar em 1894, no 2º Esquadrão do 13º Regimento de Cavalaria. E já no ano seguinte obtendo a promoção de segundo-sargento.[4]

Naquele mesmo ano, matriculou-se na Escola Militar do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, mas prosseguiu os seus estudos militares no Rio de Janeiro, então Capital Federal, concluindo o curso em 1904 como bacharel em ciências físicas e matemáticas, iniciando estágio no Hospital Central do Exército.[4]

Em 1912, atuou como professor de aritmética e geografia no Colégio Militar de Porto Alegre.[2][4]

Com a eclosão da Revolução de 1924, atuou como Chefe do Estado-Maior da Brigada Coronel João Gomes, na repressão aos revoltosos. Também chegou a participar da defesa da cidade de Niterói durante o levante do encouraçado São Paulo.[5][6][7][4]

Na ocasião da Revolução de Outubro de 1930, foi designado adido ao Departamento de Guerra e, depois, a chefe da 9ª Circunscrição de Recrutamento, no Paraná.[5][4]

Em 1931, foi promovido a Coronel, ficando adido ao Estado-Maior do Exército (EME). E foi nessa função, já em 1932, que conspirou em favor do Movimento Constitucionalista que se iniciava em São Paulo.[8][9]

Com a deflagração precoce da Revolução Constitucionalista, em 9 de julho de 1932, foi a São Paulo para se incorporar aos rebeldes, sendo posteriormente considerado desertor e reformado administrativamente pelo Exército Federal, já no mês seguinte.[8][10]Naquele conflito, comandou a Frente Sul de combate, a qual contemplava a divisa com os Estados do Paraná e Mato Grosso.[8][11][12][13][3][7]

Com o armistício do conflito e a decisão do Chefe Supremo do Exercito Constitucionalista, o General Bertoldo Klinger, de promover a rendição e acordo para fim do conflito, Taborda fez apelo para a resignação dos soldados revoltosos e a tranquilidade da população.[13][5][14][15][7][9]

Finda a Revolução de 1932, foi exilado a Buenos Aires, mas tentou junto a Euclides Figueiredo e outros lideres daquele conflito, reorganizar os revoltosos e articular nova revolta contra Getúlio Vargas, chefe do então Governo Provisório, porém, o plano não se concretizou. Já em 1934, com a anistia dada pelo governo federal, reassumiu o serviço ativo do Exército Brasileiro. Assumiu como adido ao Serviço de Pessoal do Exército.[16]No ano seguinte, foi nomeado comandante da Escola Técnica do Exército, no Rio de Janeiro, posteriormente denominado Instituto Militar de Engenharia (IME). Concluiu o curso de informações para generais e coronéis naquele ano, e assumiu como juiz do Conselho Militar da 1ª Auditoria da 1ª RM.[5][13][17][18][7][19]

Em 1937, foi promovido a general-de-brigada e nomeado comandante da 8ª RM, com sede no Pará, e acumulando o comando da 8ª Divisão de Infantaria. Exerceu essa função até 1939, quando passou para a reserva.[2][4]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Pelo país há alguns logradouros nomeados em memória ao General Taborda. Em São Paulo, há a Rua Brasílio Taborda no Jardim Bonfigliolie e em Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro, a Rua General Basílio Taborda.[20][21]

Notas

  1. Na antiga ortografia Brazílio Taborda.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Notas

  1. Taborda, Brazílio (1970). Alguns Episódios da Revolução Constitucionalista de São Paulo em uma Carta Aberta ao Dr. Aureliano Leite. Rio de Janeiro: Imprensa do Exército. 49 páginas 
  2. a b c Brasil, CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «TABORDA, BASILIO | CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 23 de julho de 2017 
  3. a b «Informativo GUARARAPES». www.ahimtb.org.br. Consultado em 23 de julho de 2017 
  4. a b c d e f g Carone, Edgard (1974). A República Nova (1930-1937). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil 
  5. a b c d Abreu, Alzira Alves de (2015). Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930). Rio de Janeiro: CPDOC FGV 
  6. Pinho, Celso Luiz (2014). São Paulo 1924. São Paulo: Gregory. 271 páginas 
  7. a b c d Bastos, Capitão Alves (1932). Palmo a Palmo: a Lucta no Sector Sul. São Paulo: Soc Impressora paulista 
  8. a b c Borges, Vavy Pacheco (1997). Memória paulista. São Paulo: Editora USP 
  9. a b Queiroz, Augusto de Souza (1982). Batalhão 14 de Julho: Revolução Constitucionalista de 32. São Paulo: Sangirard. 183 páginas 
  10. «Seja bem vindo ao Paulistas de Itapetininga! Às Armas!!». mmdc.itapetininga.com.br. Consultado em 23 de julho de 2017 
  11. «Região de Itapetininga, SP, teve forte influência na Revolução de 1932». Itapetininga e Região. 9 de julho de 2012 
  12. «Diário revela entusiasmo de combatente em 32 - noticias - Estadao.com.br - Acervo». Estadão - Acervo 
  13. a b c McCann, Frank D. (2004). Soldiers of the Pátria: A history of the Brazilian Army, 1889-1937. California: Stanford University Press. pp. 325–529 
  14. «A Revolução Paulista de 1932». 8 de julho de 2011 
  15. Mendes, Carlos Pimentel. «Novo Milênio: Histórias e Lendas de Santos: Santistas, nas barrancas do Paranapanema - Santos Amorim [08]». www.novomilenio.inf.br. Consultado em 23 de julho de 2017 
  16. Donato, Hernani (1982). A Revolução de 32. Rio de Janeiro: Circulo do Livro. 224 páginas 
  17. Borges, Vavy Pacheco (1997). Memória paulista. São Paulo: Editora USP 
  18. Mendes, Carlos Pimentel. «Novo Milênio: Histórias e Lendas de Santos: Santistas, nas barrancas do Paranapanema - Santos Amorim [08]». www.novomilenio.inf.br. Consultado em 23 de julho de 2017 
  19. Carvalho e Silva, Herculano (1932). A Revolução Constitucionalista. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 398 páginas 
  20. «Pontas de Estoque, Lojas de Outlet no Jardim Bonfiglioli - SP - Encontra Bonfiglioli». www.encontrabonfiglioli.com.br. Consultado em 23 de julho de 2017 
  21. «Rua General Basilio Taborda, Cachoeiras de Macacu - RJ». informacoesdobrasil.com.br. Consultado em 23 de julho de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]