Colette

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Sidonie Gabrielle Colette
Pseudônimo(s) Colette
Nascimento 28 de janeiro de 1873
Saint-Sauveur-en-Puisaye
Morte 3 de agosto de 1954 (81 anos)
Paris
Nacionalidade França Francesa
Cônjuge Willy
Ocupação Escritora
Magnum opus A Ingénua Libertina

Sidonie Gabrielle Colette (Saint-Sauveur-en-Puisaye, 28 de janeiro de 1873Paris, 3 de agosto de 1954) foi uma escritora francesa.

Filha de um veterano de guerra[1]. Possuía uma enorme colecção de objectos de Art Nouveau, e mantinha um salão literário.

Com uma trajetória vanguardista em meio à sociedade conservadora de Paris no século passado. Ela passou anos na sombra do marido, até o momento em que subverteu as regras do machismo da época e se tornou uma das principais figuras lutando pelo reconhecimento femininCOLETTE?

Colette chegou em Paris ao final do século XIX. Menor de idade, casou-se com o crítico e escritor Henry Gauthier-Villars. Durante o relacionamento dos dois, ele se apropriou da série de romances Claudine, um sucesso editorial que ela escreveu se baseando nas memórias de sua infância. Willy, como era chamado, escravizou sua esposa, chegando a trancá-la escrevendo por até 16 horas em um só dia. Em 1909 eles se divorciaram e a escritora empreendeu uma batalha legal para recuperar a autoria de seus textos.[editar | editar código-fonte]

Sua separação causou espanto na sociedade aristocrática francesa. Com isso ela se reinventou como dançarina e artista nos principais teatros da cidade. Ela foi amante da marquesa Mathilde de Morny, se casou mais duas vezes e teve dezenas de casos, inclusive com seu enteado de 16 anos.

A escritora foi muito importante no mundo da moda feminina. Além de trabalhar como colunista de moda em um jornal, o grande sucesso dos seus quatro romances Claudine teve uma grande influência na indústria. O nome da protagonista foi associado a vários acessórios como chapéus, colares e perfumes. Colette também foi uma das primeiras mulheres que se atreveu a usar calças em público, mantendo uma estreita amizade com a estilista Coco Chanel.

Recentemente foi lançada uma cinebiografia a respeito da vida da escritora francesa. Estrelado por Keira Knightley, o filme foi muito bem avaliado pela crítica e traz um retrato bastante fiel da luta de Colette pelo reconhecimento de seus trabalhos como escritora. Dá uma olhada no trailer:

Em sua obra "Chéri", publicada em 1920, escreve sobre o relacionamento de uma mulher madura com um homem 24 anos mais novo.


Obras[editar | editar código-fonte]

  • Claudine à l'école (1900)
  • Claudine à Paris (1901)
  • Claudine en ménage (1902)
  • Claudine s'en va (1903)
  • Dialogues de Bêtes (1904)
  • La Retraite Sentimentale (1907)
  • Les Vrilles de la vigne (1908)
  • A Ingénua Libertina - no original L'Ingénue libertine (1909)
  • A Vagabunda - no original La Vagabonde (1910)
  • L'Entrave(1913)
  • L'Envers du music hall (1913)
  • La Paix Chez les Bêtes (1916)
  • Les Heures longues (1917)
  • L'enfant et les sortilèges (1917, (libretto para a ópera deRavel)
  • Dans la foule (1918)
  • Mitsou ou Comment l’esprit vient aux filles (1919)
  • Chéri (1920)
  • La Chambre éclairée (1922, coletânea de textos publicados na imprensa, no fim da Primeira Guerra Mundial Guerre)
  • La Maison de Claudine (1922)
  • Verdes Anos - no original Le Blé en herbe (1923)
  • La Femme cachée (1924)
  • La Fin de Chéri (1926)
  • La Naissance du Jour (1928)
  • Sido (1929)
  • Le Pur et L'Impur (1932)
  • La Chatte (1933)
  • Duo (1934)
  • Splendeur des papillons (1936)
  • 'Mes Apprentissages (1936)
  • Bella-Vista (1937)
  • La Jumelle noire (coletânea de críticas literárias e cinematográficas em quatro tomos : tomo I (1934), tomo II (1935), tomo III (1937), tomo IV (1938))
  • Le Toutounier (1939, continuação de Duo)
  • Chambre d'hôtel (1940)
  • Journal à rebours (1941)
  • Julie de Carneilhan (1941)
  • Le Képi (1943)
  • Nudité (1943)
  • Paris de ma fenêtre (1944)
  • Gigi (1944)
  • L'Étoile Vesper (1946)
  • L'Étoile Vesper (1947)
  • Le Fanal Bleu (1949)
  • Paradis terrestre, com fotografia de Izis Bidermanas (1953)

Referências

  1. Bollmann, Stefan (2007). Mulheres que lêem são perigosas, Quetzal Editores.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Biografias[editar | editar código-fonte]

  • Sylvain Bonmariage, Willy, Colette et moi, com introdução por Jean-Pierre Thiollet, Anagramme ed., Paris, 2004 (reprint)
  • Joanna Richardson, Colette, Methuen, London, 1983

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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