Cristina (Minas Gerais)

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Município de Cristina
"Cidade Imperatriz"
Vista parcial de Cristina

Vista parcial de Cristina
Bandeira desconhecida
Brasão de Cristina
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 13 de maio
Fundação 13 de maio de 1774 (242 anos)
Gentílico cristinense
Lema Labor Omnia Vincit Improbus
Padroeiro(a) Divino Espírito Santo
Prefeito(a) Ricardo Pereira Azevedo (PSD)
(2017–2020)
Localização
Localização de Cristina
Localização de Cristina em Minas Gerais
Cristina está localizado em: Brasil
Cristina
Localização de Cristina no Brasil
22° 12' 43" S 45° 15' 50" O22° 12' 43" S 45° 15' 50" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008[1]
Microrregião Itajubá IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Olímpio Noronha, Carmo de Minas, Dom Viçoso, Maria da Fé, Pedralva, Conceição das Pedras
Distância até a capital 416 km
Características geográficas
Área 311,330 km² [2]
População 10 484 hab.
Densidade 33,67 hab./km²
Altitude 1025 m
Clima Tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,668 médio PNUD/2010[3]
PIB R$ 69 799,057 mil IBGE/2014[4]
PIB per capita R$ 6 132,95 [4]
Página oficial
Prefeitura www.cristina.mg.gov.br
Câmara www.cristina.cam.gov.br

Cristina é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2014 era de 10 485 habitantes. Cristina é conhecida como cidade imperatriz.

Localização[editar | editar código-fonte]

A cidade está localizada no sul do Estado. Faz divisa com os municípios de Maria da Fé, Dom Viçoso, Carmo de Minas, Olímpio Noronha, Pedralva, Conceição das Pedras.[5]

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O topônimo é uma homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II. O nome foi sugerido por um filho do município, o conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz. Por esta razão, em 1° de dezembro de 1868, a Vila Christina (que se denominava "Espírito Santo dos Cumquibus"), recebe a visita da Princesa Isabel e seu esposo, o Conde D' Eu, a convite do conselheiro, para conhecer a terra que recebera o nome de sua mãe.[6]

História[editar | editar código-fonte]

De acordo com a tradição oral, no ano de 1774, o padre português José Dutra da Luz partiu com uma sua expedição de Pouso Alto - arraial situado aos pés da Serra da Mantiqueira - para tentar encontrar ouro. Após dificultosa caminhada, os desbravadores chegaram em uma região de alta altitude e de clima ameno, (Glória - atual bairro de Cristina). Não encontraram ouro, mas acharam índios da tribo Puris, que moravam na região. José Dutra apaixonou-se pelo local e tornou-se dono da Sesmaria da Glória, que lhe foi concedida, no mesmo ano. A cidade de Cristina se desenvolveu um pouco mais tarde, a seis quilómetros abaixo, num lugar com melhor topografia e abundância de mananciais, na Sesmaria dos Cumquibus, que significa riqueza. A fundação da cidade de Cristina se deu no dia 13 de maio de 1774, conforme a tradição popular que aponta como marco de fundação a missa celebrada nessa data acima citada, no atual bairro da Glória, pelo padre português José Dutra da Luz. Mas não existem registros oficiais que a cidade tenha se originado naquela data.

Economia[editar | editar código-fonte]

Indústria[editar | editar código-fonte]

O município de Cristina conta com diversas fábricas que produzem luvas de couro (EPI) para o comércio intermunicipal e interestadual[7][8]. As fábricas são de médio porte, porém servem como fonte de renda e emprego para muitos donos e operários. A cidade também conta com uma pequena fábrica de batata palha[9], e uma outra de fabricação de produtos derivados do leite (Natalac)[10].

Agricultura[editar | editar código-fonte]

A agricultura é a mais importante atividade econômica do Município e tem passado por grandes transformações para se adaptar aos novos tempos. A cultura do café, que continua sendo a mais rentável, está em franca expansão devido a presença de áreas adequadas à lavoura (terras férteis) e disponibilidade de mão de obra.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

O município produz hoje em torno de 7,3 milhões de litros de leite/ano, com rebanho composto de aproximadamente 3,5 mil animais, pertencentes a 200 produtores[11]. A criação de pequenos animais é uma atividade realizada praticamente por todas as famílias rurais com objetivos principais de consumo familiar e pequena comercialização.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município integra o circuito turístico Caminhos do Sul de Minas[12] e é servido pelas rodovias AMG-1905, MG-347 e MGC-383.[13]

Cultura e natureza[editar | editar código-fonte]

Cristina é a terra natal de Delfim Moreira, 10º presidente da República. Cristina conta com um museu, o "Museu do Trem" (local onde são guardados equipamentos, utensílios da extinta ferrovia, inclusive uma locomotiva restaurada), monumentos, como o busto e crípta de "Dr. Silvestre Dias Ferraz Junior", a estátua do Leão e do Peixinho, o famoso "Chafariz", o túmulo do "Conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz" (logo na entrada do Cemitério). Além de lindas praças, casarões antigos, inúmeras cachoeiras, rios, chácaras, fazendas históricas e montanhas.

Entre os casarões, podem ser conhecidos:

  • Casarão dos Noronha Kauage (hoje transformado em pousada);
  • Casarão da família Fonseca (Nilo Fonseca);
  • Casarão da família Azevedo (João de Azevedo ("João Gastão");
  • Casarão da família Barcelos (propriedade da família Noronha);
  • Casarão da família Alves Ribeiro ( descendentes de Cornélio Alves Ribeiro);
  • Prédio centenário da Estação Ferroviária (hoje, transformado em Terminal Rodoviário);

Política[editar | editar código-fonte]

Período Imperial[editar | editar código-fonte]

No período imperial, os governantes a nível municipal eram denominadas presidentes da Câmara. Abaixo a lista dos chefes do executivo municipal de Cristina, até o fim da monarquia no Brasil:[14]

Presidentes da Câmara Municipal[editar | editar código-fonte]

Nome início do mandato fim do mandato
1 João Carneiro Santiago 1852 1852
2 João Batista Pinto 1853 1856
3 Joaquim Carneiro Santiago 1857 1857
4 José Felipe dos Santos 1857 1857
5 Joaquim Carneiro Santiago 1857 1860
6 Fernando Oliver Alzamora 1861 1861
7 Joaquim Delfino Ribeiro da Luz 1861 1861
8 Fernando Oliver Alzamora 1862 1862
9 Joaquim Delfino Ribeiro da Luz 1862 1864
10 Antônio Dias Ferraz 1864 1864
11 Joaquim Delfino Ribeiro da Luz 1865 1869
12 Manoel Carneiro Neto 1870 1871
13 Joaquim Delfino Ribeiro da Luz 1872 1876
14 Antônio Vieira da Silva 1877 1880
15 Francisco Carneiro Ribeiro 1881 1884
16 Antônio Olyntho Batista Pinto 1885 1888
17 Antônio Vieira da Silva 1889 1889

Período Republicano[editar | editar código-fonte]

Agentes Executivos[editar | editar código-fonte]

Com o advento da República, até o ano de 1930 os municípios elegiam apenas vereadores, o qual mais votado desempenhava o cargo de Agente Executivo:[14]

Nome início do mandato fim do mandato
1 Francisco Isidoro da Silveira Pinto 1890 1890
2 Antônio Vieira da Silva 1890 1890
3 João Batista da Fonseca 1890 1891
4 Luis d'Oliveira 1892 1892
5 Joaquim Machado de Andrade 1893 1894
6 Francisco José Barbosa 1895 1895
7 Francisco Isidoro da Silveira Pinto 1900 1903
8 Francisco José Ribeiro Sobrinho 1904 1907
9 Godofredo Pinto da Fonseca 1908 1923
10 Albertino Dias Ferraz 1923 1926
11 Pedro Carneiro de Rezende 1927 1930
12 Antônio Cândido Toledo 1931 1934
13 João Bueno Mendonça de Azevedo 1935 1937

Prefeitos Municipais[editar | editar código-fonte]

Com o advento da Revolução de 1930 o cargo foi extinto e então criado o cargo de Prefeito Municipal:[14]

Nome início do mandato fim do mandato
1 José Rezende Ferraz (Interventor) 1937 1946
2 Gastão de Azevedo Filho (Interino) 1946 1946
3 Mário Carneiro Paraguai (Interino) 1947 1947
4 Gastão de Azevedo Filho (Interino) 1947 1947
5 João Bueno Mendonça de Azevedo 1947 1947
6 João Teixeira Pinto 1947 1951
7 Ibrahim Pinto da Fonseca 1951 1954
8 Cornélio Alves Ribeiro 1955 1959
9 João José de Souza 1959 1963
10 Gabriel Ribeiro Ferraz (afastado por motivo de doença) 1963 1963
11 Pedro Paulo de Rezende (Vice-prefeito) 1963 1967
12 Cornélio Alves Ribeiro 1967 1970
13 Benedito Teixeira de Carvalho 1971 1973
14 Walter Rodrigues 1973 1977
15 Miguel Aley 1977 1983
16 Walter Rodrigues 1983 1988
17 José Clênio Pereira 1989 1992
18 José Carlos Filho 1993 1996
19 João Dionísio Chaves 1997 2004
20 Luiz Dárcio Pereira 2005 2012
21 Márcio Barros Ribeiro 2013 2016
22 Ricardo Pereira Azevedo 2017 2020

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2017. Consultado em 19 de janeiro de 2017 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 17de janeiro de 2017 
  5. «Mapa Político do Estado de Minas Gerais» (PDF). Consultado em 10 de janeiro de 2017 
  6. «História de Cristina - Prefeitura Municipal de Cristina». Consultado em 10 de janeiro de 2017 
  7. «Localização». PROCIPA. Consultado em 19 de maio de 2015 
  8. «Fale conosco». Valcan EPI. Consultado em 09 de janeiro de 2016 
  9. «Batatas Imperatriz». Empresas do Brasil. Consultado em 19 de maio de 2015 
  10. «Laticínios Natalac LTDA». Guia SAC. Consultado em 19 de maio de 2015 
  11. «Camara Municipal de Cristina». Camara Municipal de Cristina. Consultado em 09 de janeiro de 2016 
  12. «Listagem dos Circuitos Turísticos» (PDF). Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. p. 27. Consultado em 22 de novembro de 2010 
  13. «Rodovias Estaduais Coincidentes». DER/MG. Consultado em 10 de dezembro de 2011 
  14. a b c Teixeira, Luiz Gonzaga. Cristina - História. Belo Horizonte: [s.n.], 2013. ISBN 978-85-99024-02-7

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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