Cristina de Holsácia-Gottorp

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Cristina
Duquesa de Holsácia-Gottorp
Rainha Consorte da Suécia
Reinado 22 de março de 1604
a 30 de outubro de 1611
Coroação 15 de março de 1607
Predecessora Ana da Áustria
Sucessora Maria Leonor de Brandemburgo
 
Marido Carlos IX da Suécia
Descendência Gustavo II Adolfo da Suécia
Maria Isabel da Suécia
Carlos Filipe, Duque de Sudermânia
Casa Holsácia-Gottorp (por nascimento)
Vasa (por casamento)
Nascimento 13 de abril de 1573
  Kiel, Eslésvico-Holsácia, Sacro Império Romano-Germânico
Morte 8 de dezembro de 1625 (52 anos)
  Mariefred, Suécia
Pai Adolfo, Duque de Holsácia-Gottorp
Mãe Cristina de Hesse

Cristina (Kiel, 13 de abril de 1573Mariefred, 8 de dezembro de 1625) foi a segunda esposa do rei Carlos IX e Rainha Consorte da Suécia de 1604 até 1611. Era filha de Adolfo, Duque de Holsácia-Gottorp, e sua esposa Cristina de Hesse.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Cristina com o marido Carlos IX.

Cristina era filha do duque Adolfo de Holsácia-Gottorp e da marquesa Cristina de Hesse, filha do marquês Filipe I de Hesse. Em 1586, chegou a ser considerada para esposa do rei Segismundo III da Polónia, mas os planos nunca se concretizaram. A 8 de julho de 1592, tornou-se a segunda esposa do duque Carlos de Sudermânia que, em 1599 se tornou regente e, em 1604, rei da Suécia. Cristina foi coroada com ele na Catedral de Upsália em 1607.

A rainha Cristina era uma pessoa dominante e determinada muito poupada. Era ao mesmo tempo respeitada e temida. Foi descrita como dura, teimosa e avarenta e dizia-se que, enquanto a primeira esposa do seu marido o tentava persuadir a mostrar clemência nos seus actos, Cristina fazia exactamente o contrário. Controlava muito rigorosamente a corte, uma atitude que é ilustrada na história de que mediria pessoalmente o comprimento das linhas usadas pelos criados. O seu casamento era considerado feliz, apesar de o marido não lhe ser fiel, já que ambos tinham uma personalidade semelhante. Cristina acompanhava-o frequentemente nas suas viagens, incluindo à Estónia e à Finlândia em 1600-01.

Não se pensa que Cristina tenha dominado o seu marido, que tinha a mesma personalidade temperamental, nem que tenha tido uma influência política forte durante o seu reinado. Apesar de tudo, tinha a sua importância política. Apesar de o seu marido não a deixar ditar as políticas, pedia-lhe conselhos sobre elas. Durante a guerra com a Dinamarca, Carlos não aceitou os conselhos da esposa e o casal entrou em conflito porque ele pensava que ela era pró-dinamarquesa. Foi regente durante durante a ausência do marido em 1605. Também terá sido ela a impedir a nomeação do seu filho mais novo para o trono russo que decorreu entre 1610-1612. No dia em que ele devia ter partido para Moscovo para estar presente na eleição, Cristina manteve-o em casa.

Cristina tornou-se rainha-viúva da Suécia em 1611, quando o seu marido morreu, e foi regente dos seus dois filhos até o seu filho mais velho ser reconhecido rei e um conselho foi estabelecido. Como viúva, foi regente do seu filho mais novo, o duque Carlos Filipe de Sudermânia, no ducado de Sudermânia entre 1611 e 1622. Também geriu as minas de ferro do seu marido e participou activamente em vários negócios. Durante os primeiros anos do filho como rei na década de 1610, era considerada a verdadeira (ou uma das verdadeiras) governantes do país, apesar de não ter sido oficialmente regente. Não há dúvidas de que era conselheira do seu filho: por exemplo, Gustavo pediu-lhe conselhos sobre o casamento da filha dela que acabaria por causar um conflito com a igreja luterana. Em 1622, Cristina retirou-se para o Castelo de Nicopinga. Em 1622, o seu filho Carlos Filipe morreu. Depois da sua morte, foi descoberto que se tinha casado em segredo e Cristina passou a ser guardiã da neta nascida desse casamento.

Como rainha-viúva é conhecida por ter impedido o casamento do seu filho mais velho com Ebba Brahe. Quando o seu filho estava a ter este caso amoroso, escreveu um conhecido poema na janela de Ebba Brahe: "É isto que queres, mas é aquilo que terás - é assim que funciona nestes casos."

Descendência[editar | editar código-fonte]

  1. Cristina da Suécia (15931594)
  2. Gustavo II Adolfo da Suécia (9 de dezembro de 1594 - 6 de novembro de 1632), casado com a princesa Maria Leonor de Brandemburgo; com descendência.
  3. Maria Isabel da Suécia (10 de março de 1596 - 7 de agosto de 1618), casada com o duque João de Östergötland; sem descendência.
  4. Carlos Filipe de Sudermânia (22 de abril de 1601 - 22 de janeiro de 1622), casado com Elisabet Ribbing; com descendência.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Cristina de Holsácia-Gottorp em três gerações[1]
Cristina de Holsácia-Gottorp Pai:
Adolfo de Holsácia-Gottorp
Avô paterno:
Frederico I da Dinamarca
Bisavô paterno:
Cristiano I da Dinamarca
Bisavó paterna:
Doroteia de Brandemburgo
Avó paterna:
Sofia da Pomerânia
Bisavô paterno:
Bogislaw X da Pomerânia
Bisavó paterna:
Anne Jagellon
Mãe:
Cristina de Hesse
Avô materno:
Filipe I de Hesse
Bisavô materno:
Guilherme II de Hesse
Bisavó materna:
Ana de Mecklenburg-Schwerin
Avó materna:
Cristina da Saxónia
Bisavô materno:
Jorge da Saxônia
Bisavó materna:
Barbara Jagiellon


Referências