Insuficiência renal

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Insuficiência renal
Máquina de hemodiálise
Especialidade Nefrologia
Sintomas Pernas inchadas, cansaço, perda de apetite, confusão[1]
Complicações Aguda: Uremia, elevada concentração de potássio, excesso de volume de sangue no coração[2]
Crónica: Doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, anemia[3][4]
Tipos Insuficiência renal aguda, Insuficiência renal crónica[5]
Causas Aguda: Hipotensão arterial, bloqueio do trato urinário, alguns medicamentos, perda de músculo e síndrome hemolítico-urémica[5]
Crónica: Nefropatia diabética, hipertensão arterial, síndrome nefrótica e doença renal policística[5]
Método de diagnóstico Aguda: Diminuição da produção de urina, aumento da creatinina no soro[2]
Crónica:Taxa de filtração glomerular < 15[6]
Tratamento Aguda: Depende da causa[7]
Crónica: Hemodiálise, diálise peritoneal, transplante de rim[1]
Frequência Aguda: 3 em 1000 por ano[8]
Crónica:1 em 1,000 (EUA)[6]
Classificação e recursos externos
CID-10 N17-N19
CID-9 584-585
DiseasesDB 26060
MeSH D051437, D051437
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Insuficiência renal é uma condição médica em que os rins deixam de funcionar.[1] Divide-se em insuficiência renal aguda, de desenvolvimento súbito, ou insuficiência renal crónica.[5] Os sintomas mais comuns são inchaço das pernas, cansaço, vómitos, perda de apetite ou confusão.[1] As complicações mais comuns são uremia, elevada concentração de potássio ou excesso de volume de sangue nas cavidades do coração.[2] Entre as complicações da doença crónica estão também doenças cardiovasculares, hipertensão arterial ou anemia.[3][4]

As causas mais comuns de insuficiência renal aguda são a diminuição da pressão arterial, bloqueio do trato urinário, alguns medicamentos, perda de músculo e síndrome hemolítico-urémica.[5] As causas mais comuns de insuficiência renal crónica são nefropatia diabética, hipertensão arterial, síndrome nefrótica e doença renal policística.[5] O diagnóstico da doença aguda geralmente baseia-se numa associação de fatores como diminuição da produção de urina ou aumento da quantidade de creatinina no soro.[2] O diagnóstico de doença crónica geralmente baseia-se num valor da taxa de filtração glomerular inferior a 15 ou na necessidade de terapia de substituição renal.[6] É também equivalente ao estádio 5 da doença renal crónica.[6]

O tratamento da doença aguda geralmente depende da causa subjacente.[7] O tratamento da doença crónica pode incluir hemodiálise, diálise peritoneal ou um transplante de rim.[1] A hemodiálise é realizada por uma máquina que filtra o sangue no exterior do corpo.[1] Na diálise peritoneal é colocado um líquido específico na cavidade abdominal que depois é drenado, sendo este processo repetido várias vezes por dia.[1] O transplante de rim envolve a colocação, através de cirurgia, de um rim de outra pessoa, seguida pela administração de medicamentos imunossupressores para prevenir a rejeição de transplante.[1] Entre outras medidas recomendadas para a doença crónica estão manter-se ativo e alterações específicas na dieta.[1]

Nos Estados Unidos, a doença aguda afeta em cada ano 3 em cada 1000 pessoas.[8] A doença crónica afeta 1 em cada 1000 pessoas. A cada ano, 3 em cada 10 000 pessoas desenvolvem a condição.[6][9] A doença aguda é em muitos casos reversível, enquanto a doença crónica não.[5] No entanto, com tratamento adequado, muitas pessoas com doença crónica conseguem continuar a trabalhar.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j «Kidney Failure». National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Consultado em 11 de novembro de 2017. 
  2. a b c d Blakeley, Sara (2010). Renal Failure and Replacement Therapies (em inglês). [S.l.]: Springer Science & Business Media. p. 19. ISBN 9781846289378 
  3. a b Liao, Min-Tser; Sung, Chih-Chien; Hung, Kuo-Chin; Wu, Chia-Chao; Lo, Lan; Lu, Kuo-Cheng (2012). «Insulin Resistance in Patients with Chronic Kidney Disease». Journal of Biomedicine and Biotechnology. 2012: 1–5. PMC 3420350Acessível livremente. PMID 22919275. doi:10.1155/2012/691369 
  4. a b «Kidney Failure». MedlinePlus (em inglês). Consultado em 11 de novembro de 2017. 
  5. a b c d e f g «What is renal failure?». Johns Hopkins Medicine (em inglês). Consultado em 18 de dezembro de 2017. 
  6. a b c d e Cheung, Alfred K. (2005). Primer on Kidney Diseases (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 457. ISBN 1416023127 
  7. a b Clatworthy, Menna (2010). Nephrology: Clinical Cases Uncovered (em inglês). [S.l.]: John Wiley & Sons. p. 28. ISBN 9781405189903 
  8. a b Ferri, Fred F. (2017). Ferri's Clinical Advisor 2018 E-Book: 5 Books in 1 (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 37. ISBN 9780323529570 
  9. Ferri, Fred F. (2017). Ferri's Clinical Advisor 2018 E-Book: 5 Books in 1 (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 294. ISBN 9780323529570