Elipse (figura de estilo)

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Elipse é a supressão de uma palavra facilmente subentendida. Consiste da omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase com a intenção de tornar o texto mais conciso e elegante.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

  • "No mar, tanta tormenta e tanto dano." (em "Os Lusíadas" de Camões) - onde se omite o verbo "haver", ainda que seja óbvia a intenção do autor.
  • "Na sala, apenas quatro ou cinco convidados" Omite o verbo haver(Machado de Assis).
  • Quanta maldade na Terra. (Quanta maldade há na Terra).
  • Na oralidade, quando alguém serve chá pode perguntar "com ou sem açúcar?" - ainda que a frase não explicite que se está a referir ao chá, o próprio contexto serve para esclarecer o seu sentido.

Zeugma[editar | editar código-fonte]

Zeugma é uma forma particular de elipse em que a expressão subentendida já foi mencionada anteriormente:

  • "O colégio compareceu fardado; a diretoria, de casaca." (R. Pompéia).
  • João estava com pressa. Preferiu não entrar. (Ele, João, preferiu não entrar).

Elipse narrativa[editar | editar código-fonte]

Em narrativa, elipse é a exclusão, pelo narrador, de determinados acontecimentos diegéticos, dando origem a vazios narrativos, mais ou menos extensos. A elipse é um processo fundamental da técnica narrativa, pois nenhum narrador pode relatar com estrita fidelidade todos os pormenores da diegese.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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