Hipérbato

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Hipérbato (do grego hyperbaton, que ultrapassa) também conhecido como inversão, é uma figura de linguagem que consiste na troca da ordem direta dos termos da oração (sujeito, verbo, complementos, adjuntos) ou de nomes e seus determinantes. Incide quando há demasia propositada num conceito. Assim expressando de forma muito dramática tudo aquilo que se ambiciona o vocabular.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

  1. "Aquela triste e leda madrugada" (Luís Vaz de Camões)
  2. "Do que a terra mais garrida / Teus risonhos, lindos campos têm mais flores" (Osório Duque Estrada, em Hino Nacional Brasileiro)
  3. "Não é que o meu o teu sangue / Sangue de maior primor." (Alexandre Herculano)
  4. Dança, à noite, o casal de apaixonados no clube.
  5. Aves, desisti de as ter!
  6. Das minhas coisas cuido eu!
  7. "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante." (Osório Duque Estrada, em Hino Nacional Brasileiro)
  8. "O caso triste e dino da memória / Que do sepulcro os homens desenterra," (Camões, em Os Lusíadas no episódio de Inês De Castro (Canto III))
  9. Escura, sombria e assustadora noite.
  10. " acompanhando o som da torcida, dançava com a boca o atleta "

Exemplo de hipérbato com paráfrase[editar | editar código-fonte]

Original: "Ó gente ousada mais que quantas/ no mundo cometeram grandes cousas/, tu, que por guerras cruas tais e tantas/ e por trabalhos vãos nunca repousas:/ pois os vedados términos quebrantas/ e navegar meus longos mares ousas/ (que tanto tempo há já que guardo e tenho/ nunca arados d'estranho ou próprio lenho)/ -- pois vens ver os segredos escondidos/ da natureza e do húmido elemento/ (a nenhum grande humano concedidos/ de nobre ou de imortal merecimento) --;/ ouve os danos de mi, que apercebidos/ estão a teu sobejo atrevimento/ por todo o largo mar e pola terra/ que inda hás de sojugar com dura guerra." -- Os Lusíadas, Canto Quinto (episódio do Gigante Adamastor)

Em ordem directa: Ó gente mais ousada que quantas cometeram grandes cousas no mundo, tu, que nunca repousas por tais e tantas guerras cruas e por trabalhos vãos: ouve os danos de mi, que estão apercebidos a teu sobejo atrevimento por todo o largo mar e pola terra que inda hás de sojugar com dura guerra; pois quebrantas os vedados términos e ousas navegar meus longos mares (que já há tanto tempo que guardo e tenho nunca arados de lenho estranho ou próprio) -- pois vens ver os segredos escondidos da natureza e do húmido elemento (concedidos a nenhum humano de merecimento nobre ou imortal).