Hipérbato

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Hipérbato (do grego hyperbaton, que ultrapassa) também conhecido como inversão, é uma figura de linguagem que consiste na troca da ordem direta dos termos da oração (sujeito, verbo, complementos, adjuntos) ou de nomes e seus determinantes (Mesquita, p. 700) [1]. Incide quando há demasia propositada num conceito. Assim expressando de forma muito dramática tudo aquilo que se ambiciona o vocabular.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Em obras literárias:

Outros exemplos:

  • Dança, à noite, o casal de apaixonados no clube.
  • Aves, desisti de as ter!
  • Das minhas coisas cuido eu!
  • Escura, sombria e assustadora noite.
  • acompanhando o som da torcida, dançava com a boca o atleta
  • Brincavam antigamente na rua as crianças.

Exemplo de hipérbato com paráfrase[editar | editar código-fonte]

Original:

Em ordem directa:

Ó gente mais ousada que quantas cometeram grandes cousas no mundo, tu, que nunca repousas por tais e tantas guerras cruas e por trabalhos vãos: ouve os danos de mi, que estão apercebidos a teu sobejo atrevimento por todo o largo mar e pola terra que inda hás de sojugar com dura guerra; pois quebrantas os vedados términos e ousas navegar meus longos mares (que já há tanto tempo que guardo e tenho nunca arados de lenho estranho ou próprio) -- pois vens ver os segredos escondidos da natureza e do húmido elemento (concedidos a nenhum humano de merecimento nobre ou imortal).

Referências

  1. Mesquita, Roberto Melo (2014). Gramática da língua portuguesa. São Paulo: Saraiva. 752 páginas. ISBN 978-85-02-22083-6