Espaço arquitetônico

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Interior da catedral de Leão, com abóbadas de cruzaria, que permitem uma grande altura e aliviam os muros, deixando uma grande superfície de vãos para as vitrais. A nave central é compartimentada pelo fechamento do coro. As naves laterais permitem trajectórias que inclusive rodeiam o altar maior mediante um deambulatório, bem como a abertura de capelas, verdadeiros espaços multifuncionais dentro do templo.

Configurar espaços arquitetónicos adequados é o objectivo principal da arquitetura. Conseguem-se auxiliando-se de elementos arquitétonicos. Se potenciam apoiando na configuração do meio (urbanismo) ou recreando ditos elementos (artes decorativas). É percebido quando penetramos uma edificação, seja por habitantes ou espectadores. O espaço arquitetónico tem seus próprios significados culturais, psicológicos e emocionais. Por exemplo, podemos dizer que existem espaços arquitetónicos religiosos. Este espaço produz uma sensação de reflexão ou introspecção dedicados e necessários à sua função. Portanto, um espaço arquitetónico pode promover diversas sensações num indivíduo tais como religiosidade, proteção, segurança. É definido também como a junção entre massa e volume, constatada em várias escalas diferentes, pode ter função específica, semelhante ou agrupada.

Espaços arquitetónicos singulares são: os pórticos, hipetros, celas, pátios, atrios, naos, criptas, etc.

O conceito de espaço arquitetónico ao longo da história e a historiografia[editar | editar código-fonte]

O conceito de espaço arquitetónico ao longo da história tem estado submetido a uma contínua reflexão e revisão por profissionais como arquitetos e historiadores da arte, fazendo notar suas diversas formas de pensamento, a partir da tradição, da teoria e a cultura arquitetónica do momento do desenvolvimento da obra; influindo também os usos políticos e culturais do momento e tudo ao mesmo tempo influído pelas muitas tentativas de definição de espaço dentro do âmbito da filosofia, a ciência e a arte ao longo da História.

O conceito do espaço converteu-se numa criação histórica, e quanto à Idade Moderna refere-se, o edifício e o meio que lhe rodeia tem intervindo de uma maneira muito especial em seu conceito. Isto é, em sua dupla dimensão arquitetónica e urbanística.É importante as relações que se estabelecem entre si e com o meio que lhes rodeia, atuando como elemento decisivo na Idade Moderna para arquitetos e urbanistas à hora de projetar as suas obras. Assim o reconhecia já no Quattrocento Leon Battista Alberti, o primeiro grande teórico do Renascimento, quando indicava que "a rua resultaria mais bela se todos os pórticos feitos do mesmo modo e os edifícios destinados a moradias, bem alinhados a um e outro lado,e não mais um que outro...."(De Re Aedificatoria, 1450). Alberti, também reivindicava um vínculo entre o edifício e seu espaço exterior do que dependia a criação do espaço urbano. E esta ideia acabou fazendo parte de uma nova ideia de construção de cidade a partir dos séculos XV e XVIII.

Volume e espaço arquitetónico[editar | editar código-fonte]

A arquitetura tem ao espaço como elemento primordial, o pormenoriza e o delimita mediante o volume. Volume arquitetónico e espaço arquitetónico são independentes, e às vezes a sua sensação e percepção não coincidem. Também nem sempre coincide o volume com a forma material que o delimita, pois variam: a proporção de níveis interiores; a dimensão visual da cor e as texturas; e a direção das transparências.[1]

Essa oposição, entre a arquitetura como espaço ou como volume, pode apreciar-se no diferentes que são os edifícios vistos e vividos desde fora e vistos e vividos desde dentro: como por exemplo, a diferença entre o espaço interior e a contemplação exterior das Pirâmides de Egipto; os templos gregos como o Partenon (desenhados para o culto exterior, como a procissão das Panateneas, e que acolhem em seu interior antes de mais nada a imagem do deus e o tesouro); os templos cristãos (desenhados como assembleias -eclessia- de crentes, para o culto no interior, e com precedentes nas catacumbas e as basílicas romanas, com grandes diferenças, como as que existem entre uma igreja românica -muros grossos, iluminação e altura limitadas- e uma catedral gótica -predomínio do vão, a altura e a luz-); o palácio de Versalhes ou os edifícios do Museu Guggenheim em Nova Iorque e Bilbao.

Escalas em espaço e volume[editar | editar código-fonte]

Museu Guggenheim de Bilbao, em seu meio urbanístico: a ria de Bilbao e suas pontes.

O volume a escala menor que o empregado em arquitetura é objeto de outra das artes plásticas: a escultura; enquanto o espaço a escala maior que o utilizado na arquitetura (espaço urbano) é objeto do urbanismo, que se serve das obras arquitetónicas, os demais elementos da paisagem urbana e os espaços que surgem entre eles: (ruas, praças, etc.) como seus próprios materiais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  • Evaldo Coutinho, O espaço da arquitetura, Editora Perspectiva, 1977, 239p.
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