Filosofia japonesa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Jardim zen do templo budista Ginkaku-ji, em Quioto. O zen é uma dos pilares fundamentais da filosofia japonesa.

A filosofia japonesa é caracterizada por uma fusão entre elementos culturais japoneses (como o xintoísmo) e elementos culturais estrangeiros (como a filosofia indiana, a filosofia chinesa e a filosofia ocidental).[1]

História[editar | editar código-fonte]

A filosofia japonesa tem suas raízes no xintoísmo, na pré-história japonesa. Porém foi só a partir do século V, com a importação do sistema de escrita chinês, que ela começou a ser registrada na forma escrita. Ao mesmo tempo, o pensamento filosófico japonês foi enriquecido com o budismo, taoismo e confucionismo chineses. O budismo, em especial, impactou fortemente o pensamento japonês.

Budismo Japonês[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Budismo no Japão

Dentro do budismo japonês, se destacamː

Também se destaca a escola Zen, que influenciou fortemente a arte e a cultura do Japão medieval.[2]

Kokugaku[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Kokugaku

No final do século XVIII, a filosofia japonesa reagiu contra a influência budista e confuciana chinesa, e criou a escola Kokugaku, que valorizou as raízes genuinamente japonesas da cultura nacional. Destacaram-se os nomes deː

Porém, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a escola foi criticada por ter, supostamente, dado origem ao militarismo e ao fascismo japonês dos anos 1930 e 1940.[3]

Influência ocidental[editar | editar código-fonte]

A partir de 1868, com a reabertura do país, a filosofia japonesa começou a ser influenciada pela filosofia ocidental. No sentido inverso, Daisetsu Teitaro Suzuki (1870-1966) introduziu o zen no ocidente. A fusão entre a filosofia oriental e a filosofia ocidental foi desenvolvida especialmente por um grupo de pensadores ligados à Universidade de Quioto que ficou conhecido como Escola de Quioto. Dentre seus representantes, podem-se citarː

Também podem ser citados outros pensadores japoneses do século XX que não pertenciam à Escola de Quiotoː

Referências

  1. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 281.
  2. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 281, 282.
  3. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 282.
  4. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 282-286.