Filosofia indiana

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Shânkara (788-820) foi o principal filósofo da escola advaita vedânta, que é um dos ramos da filosofia vedanta

A expressão filosofia indiana se refere ao conjunto de escolas filosóficas que se desenvolveram no subcontinente indiano ao longo da história. A filosofia indiana principiou com a literatura oral que deu origem aos Vedas antes de 1500 a.C. e se desenvolveu ao longo do tempo, sob a forma de comentários, em três grandes linhasː hinduísmo, jainismo e budismo.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Hinduísmo[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Hinduísmo e Filosofia hindu

O hinduísmo, que surgiu por volta de 1500 a.C., é um grupo de tradições religiosas e filosóficas que têm, como ponto em comum, o respeito à autoridade dos Vedas e dos Upanixades (comentários dos Vedas). Algumas dessas tradições são as escolas Mimamsa, Samkhya, Yoga, Nyaya, Vaisesika e Vedanta, além dos ensinamentos dos gurus.[2]

Carvaka[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Charvacas

Uma importante escola filosófica materialista e ateia da Índia Antiga foi a escola Carvaka, que desapareceu antes do ano 1000. Ela negava tradicionais elementos do pensamento indiano, como os Vedas, o carma e a reencarnação.[3]

Jainismo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Jainismo

O jainismo baseia-se nos ensinamentos de Mahavira (599-671 a.C.) e outros Tirthankaras. Prega a não violência (Ahimsa) e diz que o universo é eterno, não existindo, portanto, a figura de um Deus criador. Outros importantes pensadores jainistas foram Umaswati (circa século II a.C.), Kundakunda (circa século I a.C.) e Yasovijaya Gani (1624-1688). [4]

Budismo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Budismo na Índia

O budismo nasceu no nordeste indiano com Sidarta Gautama (circa 563-483 a.C.). Ele pregava que a extinção das paixões poderia conduzir o ser humano à salvação. Após a morte de Sidarta, destacaram-se dois outros filósofos indianos que deram prosseguimento a seu pensamentoː Nagarjuna (circa 150-250), que fundou a escola maaiana; e Sāntaraksita (725-788).[5]

Artaxastra[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Artaxastra

Por volta do século IV a.C., foi escrito o Artaxastra, um tratado sobre filosofia política que é, frequentemente, comparado com O Príncipe, de Nicolau Maquiavel.[6]

Idade Contemporânea[editar | editar código-fonte]

Com o domínio britânico (1750-1947), vários pensadores e movimentos indianos procuraram adaptar o pensamento tradicional indiano à época contemporâneaː

Influência no ocidente[editar | editar código-fonte]

No final do século XVIII, começaram a ser realizadas as primeiras traduções dos livros clássicos indianos para as línguas ocidentais. No início do século XIX, os Upanixades e o budismo muito influenciaram as ideias do filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Em meados desse século, o hinduísmo influenciou na formulação da doutrina espírita. No final desse século, o hinduísmo influiu poderosamente na criação da Sociedade Teosófica. Na década de 1950, o budismo influenciou a obra do escritor estadunidense Jack Kerouac. Nas décadas de 1960 e 1970, a filosofia indiana inspirou a contracultura no ocidente. Dessa época em diante, muitos famosos músicos ocidentais foram influenciados por ela, como os Beatles (em especial, o guitarrista George Harrison), John McLaughlin, Carlos Santana, Raul Seixas, Paulo Coelho, Tomaz Lima e Madonna.

Referências

  1. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 286.
  2. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 287.
  3. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 286.
  4. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 287-288.
  5. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 275,286.
  6. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 286.
  7. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 288, 289.