Formação profissional

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Formação profissional é o conjunto de atividades que visam a aquisição teórica e/ou prática de conhecimentos, habilidades e atitudes exigidos para o exercício das funções próprias de uma profissão. A Formação profissional apresenta-se como um instrumento de gestão com uma dimensão estratégica: é a atividade facilitadora da mudança em sentido lato, que propicia uma melhor adequação dos Recursos Humanos aos novos recursos materiais existentes, através da sua qualificação e reconversão quando necessárias; permitindo assim uma maior flexibilidade das organizações para fazer face a um futuro difícil de prever.

Formação profissional nas empresas[editar | editar código-fonte]

As empresas investem em cursos de formação, pois necessitam de funcionários que estejam muito bem preparados para enfrentar quaisquer tipo de desafios que possam surgir no contexto da sua actividade profissional.

Com um curso de formação profissional, pretende-se melhorar as habilidades do funcionário em suas funções dentro da empresa nas mais variadas competências, tendo sempre como referência o triângulo dos saberes nomeadamente as competências Psicossociais/sócio-afectivas, que permitem desenvolver as atitudes comunicacionais e os efeitos comportamentais, as competências cognitivas que se situam ao nível do desenvolvimento intelectual e as competências psicomotoras para o desenvolvimento das capacidades manuais, situadas ao nível do saber-fazer.

A actual Lei Laboral apela à obrigatoriedade das empresas proporcionarem a formação profissional e contínua dos seus colaboradores. Anualmente, os trabalhadores de uma empresas, têm que ter formação dada por uma entidade certificada. O não cumprimento pelas Empresas do plano de formação é mesmo penalizado pelas entidades competentes.

Desta forma, se as empresas levarem a preceito e cumprirem com esta obrigação legal, transformam o seu investimento na formação profissional dos seus quadros uma mais-valia para a própria entidade empregadora.

Neste sentido, e recorrendo ao auxílio de uma formação profissional eficiente e eficaz no seio da própria empresa, é que os empresários vão conseguir melhores resultados, quer ao nível da qualificação quer ao nível da produtividade.

A competitividade e inovação, para além dos chavões do momento, são também o grande desafio colocado às empresas portuguesas e que pode mudar a nossa matriz económica. Mas a escassez de recursos, a crise em que mergulhamos e os vícios de décadas de financiamento fácil de formação profissional sem estratégia adequada às PME levou a que a maioria veja a formação profissional como uma obrigação por um lado e um investimento sem retorno por outro.

Será que as empresas portuguesas investem em formação profissional como uma ferramenta estratégica, se lhe atribuem tal valor e a potenciam para a competitividade?

Não é nas salas de aula tradicionais que se vai conseguir mudar comportamentos e consequentemente conhecimentos, capacidades e atitudes, pois é necessário que a aprendizagem que se vai efectuando seja posta em prática, para que possa haver uma completa correspondência entre a teoria e a prática, contribuindo assim para a sedimentação do conhecimento.

Por outro lado, a formação leva também a que o próprio empregador que simboliza a empresa conheça melhor os seus trabalhadores. A aplicação dos métodos activos que permitem que o indivíduo se desenvolva mais ao nível sócio–afectivo leva a que as competências comunicacionais e emocionais sejam também canalizadas para a relação Empresa-Pessoa.

As principais razões apontadas para desenvolver Formação Profissional por parte de empresas portuguesas, segundo um estudo[1] recente sobre 151 empresas inquiridas sobre os modelos e motivações de realizar formação profissional são o desenvolvimento de competências técnicas e a preparação para introdução de novas tecnologias e da resolução de problemas e o cumprimento de obrigações legais. Apontam como menores as razões de natureza estratégica como a internacionalização, inovação, motivação.

Grande parte das empresas realiza formação. Mas nem todas a realizam de modo sistemático e consistente e há ainda uma boa parte que não realiza um Diagnóstico estruturado. Denota-se também ainda alguma dependência de financiamentos para a organização de formação e este investimento não se apresenta prioritário face a outros de índole produtiva, por exemplo. Mas a questão do financiamento pode ser uma falsa questão, uma vez que grande parte das PME afirmou não ter recorrido a financiamento. A insuficiência de orçamento, a falta de disponibilidade e os horários da formação são as principais razões apontadas para a não realização de formação.

O que todas mais valorizam na formação é a sua aplicabilidade, o seu impacto na organização, nomeadamente na produtividade e a sua adequação à realidade específica de cada empresa.

No nosso país, a maioria das empresas ainda não desenvolveu uma cultura de formação contínua, particularmente as PME. O financiamento de formação profissional através de meios públicos é também já uma tradição em Portugal este mecanismo pode ter tido um efeito contrário ao de espoletar uma cultura de formação nas empresas que subsista para além dos financiamentos.

São estes tempos de mudança e de oportunidades que nos levam a retratar os modelos atuais da formação profissional nas empresas portuguesas e analisar o valor que esta representa, as suas virtudes e os seus constrangimentos, por forma a contribuir para uma reflexão mais alargada que nos permita introduzir os drivers adequados às oportunidades que se avizinham, quer do ponto de vista dos modelos de organização da formação nas empresas quer do ponto de vista da conceção dos Projetos de formação por parte dos prestadores de serviço ou mesmo das Autoridades que tutelam esta área, nomeadamente o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Entidades que tutelam a formação profissional nos países de língua oficial portuguesa:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]