G Men

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G Men
O Império do Crime (PT)
G Men contra o Império do Crime (BR)
 Estados Unidos
1935 •  pb •  85 min 
Direção William Keighley
Roteiro Darryl F. Zanuck
(história, não creditado)
Seton I. Miller
Elenco James Cagney
Ann Dvorak
Margaret Lindsay
Robert Armstrong
Género Policial
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

G Men (br.:G Men contra o Império do Crime) é um filme estadunidense de 1935 do gênero Policial dirigido por William Keighley para a Warner Bros.. O filme conta uma versão dos primeiros anos do FBI - Federal Bureau of Investigation of the United States ou "Policia Federal dos Estados Unidos" e G Men significaria "Homens do Governo". A produção pode ser interpretada como uma propaganda da "guerra contra o crime" declarada pelo governo, tendo como alvo as quadrilhas de gângsters que assolavam o país nos anos da "Grande Depressão". O filme foi uma das mais altas bilheterias do ano, conforme informou a Revista Variety.[1]

G Men também foi feito como uma tentativa deliberada de contentar muitos políticos conservadores e empresários que declaravam achar que a situação do crime devia-se em parte à Hollywood que "glorificava" os bandidos nos filmes de gângster dos anos de 1930. Apesar dos bandidos sempre morrerem no fim, antes eles aproveitavam uma vida de poder e luxo, invejada pelo público oprimido pela crise econômica. Alguns desses filmes mais famosos foram Little Caesar (1931), Scarface e talvez o mais lembrado, The Public Enemy (1931), que transformara James Cagney em astro. G Men tentaria então "compensar" o mostrado anteriormente, agora com James Cagney como um heróico agente federal que não dá trégua aos criminosos.

A maioria das cópias atualmente em circulação inclui uma cena introdutória filmada em 1949, adicionada por ocasião do relançamento do filme nos Estados Unidos.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Brick Davis era um rapaz humilde de Nova Iorque que se tornara protegido do chefão do crime "Mac" McKay que, contraditoriamente, não queria que enveredasse pelo crime e pagou-lhe uma faculdade de Direito para que se tornasse um "homem de bem". Brick conclui o curso e abre um escritório de advocacia na periferia mas não consegue muitos clientes, mesmo porque se recusa a defender criminosos notórios. O amigo da faculdade Eddie encontra Brick e lhe diz que entrou para o FBI e quer que o amigo faça o mesmo. Brick recusa mas, quando Eddie é morto por bandidos, ele muda de idéia e resolve se inscrever para descobrir os assassinos. Ele avisa Mac que então o tranquiliza pois diz que irá deixar o crime, vender os negócios "sujos" e se mudar para o Oeste.

Brick inicia o duro treinamento, causando a antipatia inicial do agente Jeff e a amizade do agente Farrell. Ele descobre uma pista do assassino de Eddie, mas quem vai atrás dele é Farrell, que acaba morrendo num tiroteio quando estava sem arma, em cumprimento a lei da época que proibia os agentes federais de usarem uma.

A lei muda e Brick e Jeff, agora amigos, formam uma nova equipe que vai atrás dos criminosos por todo o país.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Canning, Gregory A. (1999). «"The Moral Importance of Entertainment": Hollywood, Censorship, and Depression America, 1933-1941» (PDF). 135 páginas. Consultado em 5 de maio de 2007 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Potter, Clair Bond (1998). War on Crime: Bandits, G-Men, and the Politics of Mass Culture. New Brunswick, NJ: Rutgers University Press. ISBN 0-8135-2487-3 
  • Powers, Richard Gid (1983). G-Men: Hoover’s FBI in American Popular Culture. Carbondale, IL: Southern Illinois University Press. ISBN 0-8093-1096-1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]