The Snake Pit

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The Snake Pit
O Fosso das Víboras (PT)
A cova da serpente (BR)
Olivia de Havilland e Mark Stevens em cena do filme.
 Estados Unidos
1948 •  p&b •  108 min 
Direção Anatole Litvak
Produção Robert Bassler
Anatole Litvak
Darryl F. Zanuck
(produção executiva)
Roteiro Millen Brand
Arthur Laurents
(não creditado)
Frank Partos
Mary Jane Ward
(livro)
Elenco Olivia de Havilland
Mark Stevens
Leo Genn
Celeste Holm
Género drama
Música Alfred Newman
Cinematografia Leo Tover
Edição Dorothy Spencer
Lançamento Estados Unidos 4 de novembro de 1948
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

The Snake Pit (A cova da serpente (título no Brasil) ou O Fosso das Víboras (título em Portugal)) é um filme estadunidense de 1948, um drama, baseado num relato semi-autobiográfico de Mary Jane Ward, dirigido por Anatole Litvak e estrelado por Olivia de Havilland.

O filme foi um dos primeiros a mostrar o ponto de vista da sociedade em relação às pessoas que sofrem de doença mental.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O filme começa mostrando uma jovem mulher que apresenta sinais de perda de memória; trata-se da escritora Virginia Stuart Cunningham (interpretada por De Havilland), que não sabe o lugar onde está, e nem como lá chegou. Na verdade Virginia sofrera um colapso nervoso poucos dias após seu casamento, o que fez com que o seu marido, o jovem Robert Cunningham (Mark Stevens), procurasse um hospital psiquiátrico onde a esposa pudesse receber ajuda médica.

O Dr. Mark Kik (Leo Genn) dá a Virginia toda atenção, iniciando um tratamento com eletro-choques, hipnoterapia e sessões de psicanálise, visando curá-la da depressão nervosa em que se encontra. Enquanto o médico trata sua paciente, o passado da jovem vai sendo mostrado em flashbacks, e logo fica claro que as causas que levaram Virginia a desenvolver esse tipo de problema estão ligadas a sentimentos de culpa mal resolvidos em relação principalmente ao pai dela.

Com o auxílio de seu marido e do Dr. Kik, Virginia começa a melhorar gradativamente e é transferida para o pavilhão 1, uma ala onde se encontram os pacientes em fase de recuperação, alguns prestes a receber alta do hospital. A enfermeira chefe do pavilhão, a Srta. Davis (Helen Craig), não aceita a presença de Virginia lá e começa a criar casos, ameaçando transferí-la de volta para o pavilhão 33 (a cova das serpentes), onde são confinados os pacientes sem esperanças de cura. Virginia diz à Davis que ela a trata mal porque tem ciúmes pelo fato de o Dr. Kik lhe dar grande atenção e, furiosa, a enfermeira entra em confronto com a paciente, o que resulta no retorno de Virginia ao temido pavilhão.

No pavilhão 33, Virginia sofre uma completa recaída. O lugar é tudo o que se possa imaginar de pior num asilo, com os pacientes desenganados a gritar e dançar o tempo todo. Mas o Dr. Kik não desiste de sua paciente; acreditando na cura de Virginia, ele vai até o fim durante o todo o processo do tratamento, e obtém uma boa resposta de sua paciente que, aos poucos, vai se libertando de seus medos.

Virginia, contudo, se torna testemunha dos maus tratos e das péssimas condições às quais os outros internos estão submetidos.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Olivia de Havilland, estrela de A cova da serpente
Mark Stevens no trailer do filme
Ator/Atriz Personagem
Olivia de Havilland Virginia Stuart Cunningham
Mark Stevens Robert Cunningham
Leo Genn Dr. Mark Kik
Celeste Holm Grace
Glenn Langan Dr. Terry
Helen Craig Enfermeira Davis
Leif Erickson Gordon
Beulah Bondi Mrs. Greer
Lee Patrick Paciente
Howard Freeman Dr. Curtis
Natalie Schafer Mrs. Stuart
Ruth Donnelly Ruth
Katherine Locke Margaret
Frank Conroy Dr. Jonathan Gifford
Minna Gombell Miss Hart
Ruth Clifford Enfermeira (não-creditada)

Recepção[editar | editar código-fonte]

O filme foi bem recebido tanto pelo público como pelos críticos. Muitos apresentaram críticas amáveis, como Louella Parsons, que declarou: "O filme aborda corajosamente um polêmico assunto nunca tratado na tela". Walter Winchell escreveu: "A qualidade do filme prende a atenção do espectador". Porém não deixaram de haver controvérsias, ainda que normalmente muitos discordassem delas; o psiquiatra Herman F. Weinberg afirmou que "Apesar de ser um bom filme, a história tem uma veracidade superficial que requer um diretor melhor que Litvak". Uma afirmação no mínimo irônica, uma vez que Litvak recebeu várias indicações a prêmios pelo trabalho de direção realizado neste filme.

The Snake Pit conquistou a 6ª maior bilheteria de 1948, empatando com o filme Belinda.

Censura[editar | editar código-fonte]

O censor britânico insistiu que houvesse um prefácio explicando que todas as pessoas mostradas no filme eram atores, e não pacientes, e que as condições nos hospitais para doentes mentais britânicos eram exatamente o contrário das que eram representadas no filme.

Impacto[editar | editar código-fonte]

Os realizadores deste filme tinham como objetivo chamar a atenção das autoridades para os maus-tratos aos quais os doentes mentais são submetidos nas populosas instituições psiquiátricas do governo. E foi justamente isso o que conseguiram. Em 1949, Herb Stein escreveu: "O Wisconsin é o sétimo estado do país a instituir reformas em seus hospitais mentais em consequência do filme". Mais tarde, todos os estados do país procuraram fazer reformas nos hospitais psiquiátricos somente por influência do filme.

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

Olivia de Havilland e Katherine Locke em cena do filme

O filme recebeu vários prêmios e também indicações, incluindo:

- Indicado para 6 Oscars, venceu na categoria de melhor mixagem de som (Thomas T. Moulton).

Indicações:

- melhor filme;

- melhor atriz (Olivia de Havilland);

- melhor direção (Anatole Litvak);

- melhor roteiro adaptado (Frank Partos, Millen Brand);

- melhor trilha sonora (Alfred Newman).

- Ganhou o prêmio Volpi Cup de Melhor Atriz (Olivia de Havilland).

- O filme ganhou também um prêmio especial no Festival de Veneza em 1949. Como foi dito, para "a história audaz dos casos clínicos mostrados".

- O diretor Anatole Litvak foi indicado ao prêmio Leão de Prata.

  • Sindicato dos Jornalistas Italianos

- Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Olivia de Havilland).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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