Golbol

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Seleção Sueca de Goalball nos Jogos Paraolímpicos de Verão de 2004.

O goalball (também conhecido por golbol no Brasil) é um desporto coletivo com bola praticado por atletas que possuem deficiência visual. Foi inventado em 1946 pelo austríaco Hanz Lorenzen e pelo alemão Sett Reindle. O objetivo do jogo é arremessar uma bola com as mãos de modo a que a bola entre na baliza do adversário. Cada equipe joga com três jogadores e três reservas, sendo obrigatório o uso de vendas nos olhos por todos os atletas.

A perceção da posição da bola é feita usando os sentidos do tato e audição. As linhas do chão são o motivo do jogo em que o tato prevalece. A bola possui guizos para uso da audição, e assim os praticantes podem saber em que direção a bola se move. É um jogo que requer muita concentração, e por isso o silêncio dos espectadores e da equipe é de extrema importância para o jogo.

Regras básicas do goalball[editar | editar código-fonte]

Bola[editar | editar código-fonte]

A circunferência da bola oficial de goalball assemelha-se muito à bola de basquetebol, mas o peso é maior. Pesa 1,250 kg e não possui enchimento (câmara de ar), facto que a mantém em maior contacto com o solo. A bola é feita de uma borracha espessa, é oca e tem pequenos orifícios em sua superfície para potencializar o som produzido pelos guizos internos quando entra em contacto com o solo ou quando é rolada.

Quadra[editar | editar código-fonte]

As dimensões oficiais da quadra são 18m de comprimento x 9m de largura em formato retangular. Toda a marcação da quadra no solo é feita em alto relevo (barbantes sob fita adesiva) para permitir a orientação tátil dos jogadores. As metas, balizas ou gols ficam sobre as linhas de fundo da quadra e medem 9m de largura por 1,30m de altura. Cada metade da quadra é dividida em três áreas de dimensões idênticas: área neutra, área de ataque (ou de lançamento) e área de defesa.

A área neutra é o espaço que separa as áreas destinadas às atuações das equipes...

A área de ataque (ou de lançamento) limita a ação ofensiva das equipes. O primeiro contacto da bola com o solo, após o lançamento dos jogadores, deve acontecer obrigatoriamente até a linha que separa a área de ataque da respectiva área neutra da meia-quadra de cada equipe, para que os defensores tenham tempo para ouvir e perceber a trajetória da bola lançada.

A área de defesa cerceia as ações defensivas. Somente é permitido aos jogadores efetuarem a defesa das bolas lançadas pelos adversários com parte do corpo em contacto com esta área. Sendo esta área o principal ponto de referência para a orientação espacial dos jogadores, existem diferentes marcações (linhas táteis) em seu interior diferenciando-a das demais áreas. Estas são as linhas do ala esquerdo, do pivô e do ala direito.

Jogadores[editar | editar código-fonte]

Cada equipe é composta de três jogadores em quadra e até três reservas. Antigamente eram permitidas três substituições, mas com a mudança da regra que começou a valer em 2012, é permitido fazer quatro substituições, sendo que uma dessas tem que ser feita no primeiro tempo (se o técnico desejar claro), caso não haja substituição no primeiro tempo, a equipe terá apenas três substituições restantes para o segundo tempo. Não se contabilizando como parte dessas três possíveis as substituições realizadas no intervalo. Ao entrarem em quadra, os atletas devem estar devidamente vendados para que não haja desigualdade de condições entre os que não enxergam e os que possuem algum resíduo visual.

Nesta modalidade os atletas deficientes visuais das classes B1, B2 e B3, competem juntos, ou seja, do atleta completamente cego até os que possuem alguma percepção, para que não haja trapaça, eles colocam uma venda no olho.

B1 – Cego total: de nenhuma percepção luminosa e com incapacidade de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou direção.

B2 – Jogadores que já têm a percepção de vultos. reconhece a forma de uma mão.

B3 – Os jogadores conseguem definir imagens.

Tempo[editar | editar código-fonte]

A duração da partida é de dois tempos de doze minutos com três minutos de intervalo entre eles. É permitido o pedido de até quatro tempos técnicos por equipe, sendo que pelo menos um desses pedidos tem que ser feito no primeiro tempo (se o técnico desejar, claro) com duração de quarenta e cinco segundos cada um.

Infrações[editar | editar código-fonte]

As infrações invertem a posse de bola durante a partida. Elas são marcadas quando os jogadores não esperam a autorização do árbitro para lançar após qualquer interrupção da partida (premature throw – lançamento prematuro); tentam passar a bola para o companheiro e jogam-na para fora da quadra (pass out – passe fora); defendem a bola lançada pelo oponente, mas ela retorna à meia-quadra adversária ultrapassando a linha de centro (ball over – bola perdida); ou outras situações.

O jogo pode ser interrompido se, entre outros casos, um jogador quiser mexer nas vendas; se a reposição de bola em jogo demorar a acontecer; se alguma das linhas do recinto precisar de ser retocada; ou se houver demasiado ruído no pavilhão. Sobre isto, é de acrescentar, que o público apenas se pode (e deve) manifestar quando há golos; em paragens por official time (tempo oficial) ou nos descontos de tempo pedidos pelos treinadores. Salvo estas situações, os assistentes deverão manter-se em silêncio para colaborar com o desempenho dos atletas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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