Biribol

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Ficheiro:Vôlei aquático .jpg
Uma partida de biribol

O Biribol, conhecido como vôlei de piscina ou ainda voleibol de piscina é um esporte aquático, praticado dentro de uma piscina de fibra ou vinil, muito semelhante ao voleibol.

História do Biribol[editar | editar código-fonte]

A modalidade foi instituída no município de Birigui interior de São Paulo, no ano de 1968, pelo professor e empresário Dario Miguel Pedro. Surgiu como recreação coletiva e como alternativa à prática e aprendizagem da natação. O biribol é um esporte coletivo originalmente brasileiro. É praticado dentro de uma piscina com 4 m x 8 m x 1,30 (profundidade) com rede (a 2,62 metros de altura para o masculino e 2,40 metros para o feminino), bola específica e postes de sustentação. Duas equipes de duas ou quatro pessoas. No biribol, utiliza-se grande parte dos músculos do corpo, proporcionando um bom condicionamento físico.

Atualmente existe uma Liga Nacional de Biribol (LNB) com a participação de equipes dos estados de São Paulo e Paraná. A LNB organiza etapas da Copa Brasil de Biribol em varias cidades, no final de cada etapa é atribuída a pontuação e no final de todas as etapas é conhecido o campeão brasileiro de biribol. Além da Copa Brasil de Biribol, o esporte desde 2001 foi incluído nos jogos regionais e nos Jogos Abertos do Interior do estado de São Paulo. Um dos fatores que também contribuíram para a popularização do biribol e sua inclusão nos referidos jogos foi a COPA SESC-TV PROGRESSO, realizada a partir de 1999 e disputada por cidades da região Noroeste do Estado de São Paulo. A campeã de cada modalidade (masculino e feminino) ganhava uma piscina instalada e que, obrigatoriamente, devia ser incluída em projetos esportivos para as crianças da rede pública de ensino, como forma de estimular a natação, difundir o biribol e, ao mesmo tempo, proporcionar atividades recreativas. A organização era de responsabilidade do SESC e da LNB e a promoção da TV Progresso, atual TV TEM.

Bola usada no Biribol[editar | editar código-fonte]

As bolas de biribol devem ser esféricas, produzidas com nylon ou material similar, com câmara colada, a prova d'água, nas cores branca, azul, amarela ou outras cores vivas que permitam a fácil visualização na água[1].

As dimensões oficiais[2] são:

Circunferência: 56 – 60 cm

Peso: 270 - 290 g

A única empresa autorizada pela Liga Nacional de Biribol a produzir bolas com a marca Biribol é a Gramado Sport.

As bolas que forem utilizadas numa competição deverão ter todas as mesmas características de circunferência, peso, pressão, modelo, cor, etc.

Destaque Nacional[editar | editar código-fonte]

Em 1998, um time de Biribol chamado Biguá, criado pela família Modesto (Eduardo e Adriano) da cidade de Andradina/SP, viram um jovem atleta chamado Gilberto Ariano trazer do Volei de Quadra jogadas até então inéditas dentro das piscinas, como ataque da linha dos 3, tempinho e a levantada chutada. Obviamente devido a grande quantidade de praticantes não se pode afirmar que este atleta tenha sido o primeiro a ensaiar tais jogadas, mas foi sem dúvida um dos precursores do chamado Biribol contemporâneo, que é praticado atualmente por atletas com grande habilidade e com intensidade muito semelhante ao Volei de praia. O Biguá rivalizou no final da década de 90 e início dos anos 2000 com grandes equipes da noroeste paulista e de MS e foi vencedor por diversas vezes da liga nacional de biribol e da taça TV progresso. Vale salientar que o time titular do Biguá não disputou a taça TV Progresso de biribol, assim como as demais equipes da primeira divisão da liga nacional de biribol. Desta maneira, o Biguá "B" representou e ganhou a maioria das vezes que disputou a Taça TV Progresso, demonstrando a grande capacidade dos atletas deste histórico time. Gilberto Ariano, Juninho (Sal), Marcão e seus companheiros do Biguá formaram, segundo muitos, o melhor time de Biribol de todos os tempos. Com o advento da participação do biribol nos jogos abertos do interior, o time do Biguá representou a cidade de Santos e conquistou a primeira edição dos jogos abertos com participação do Biribol, no início dos anos 2000. No entanto, o Biguá acabou sendo dissolvido e foi extinto ao longo da primeira década dos anos 2000.

Dentre os jogadores do lendário time do Biguá, Gilberto Ariano é o único que ainda disputa competições do primeiro escalão do esporte, sendo considerado o atleta mais vencedor do Biribol contemporâneo, já tendo vencido mais de 10 vezes o jogos abertos do interior.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

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Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Página oficial Biribol». Consultado em 1 de fevereiro de 2010 
  2. «Mercadão dos Esportes». Consultado em 1 de fevereiro de 2010 


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