Adaptation.

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Adaptation.
Pôster promocional
No Brasil Adaptação
Adaptação.
Em Portugal Inadaptado
 Estados Unidos
2002 •  cor •  114 min 
Direção Spike Jonze
Produção Jonathan Demme
Vincent Landay
Edward Saxon
Roteiro Charlie Kaufman
Baseado em The Orchid Thief, de
Susan Orlean
Elenco Nicolas Cage
Meryl Streep
Chris Cooper
Cara Seymour
Tilda Swinton
Brian Cox
Gênero comédia
drama
Música Carter Burwell
Direção de fotografia Lance Acord
Direção de arte K. K. Barrett
Figurino Casey Storm
Edição Eric Zumbrunnen
Companhia(s) produtora(s) Good Machine Intermedia
Propaganda Films
Saturn Films
Distribuição Columbia Pictures
Lançamento 6 de dezembro de 2002
Idioma inglês
Orçamento US$ 19 milhões[1]
Receita US$ 32.801.173[1]

Adaptation. (prt: Inadaptado[2]; bra: Adaptação.[3] ou Adaptação[4]) é um filme norte-americano de 2002, do gênero comédia dramática, dirigido por Spike Jonze com roteiro de Charlie Kaufman baseado no livro de não ficção The Orchid Thief, de Susan Orlean.[5]

O elenco inclui Nicolas Cage, Meryl Streep, Chris Cooper, Cara Seymour, Brian Cox, Tilda Swinton, Ron Livingston e Maggie Gyllenhaal. A história gira em torno da dificuldade de Charlie Kaufman em adaptar The Orchid Thief para o cinema.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Tom Hanks foi escolhido originalmente para fazer o papel de Charlie e Donald Kaufman. A revista americana Variety analisou o filme como se o personagem Donald fosse real.[6] Nicolas Cage aceitou o papel principal por um salário de $5 milhões,[7] e vestiu uma roupa de engordar durante a sua produção.[8]

Meryl Streep expressou grande interesse no papel de Susan Orlean antes de ser contratada oficialmente,[7] e recebeu uma porcentagem dos lucros do filme nos cinemas como salário.[9] John Turturro chegou perto de fazer o papel de John Laroche.[10] Chris Cooper considerou desistir do papel de Laroche, mas o acabou aceitando depois de pedidos de sua esposa.[11] Albert Finney, Christopher Plummer, Terence Stamp e Michael Caine foram considerados para assumir o paple de Robert McKee, mas o próprio McKee sugeriu Brian Cox aos produtores do filme.[12]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Prêmio Categoria Recipiente Resultado
BAFTA 2003 Melhor ator Nicolas Cage Indicado[13]
Melhor atriz coadjuvante Chris Cooper Indicado[13]
Melhor ator coadjuvante Meryl Streep Indicado[13]
Melhor roteiro original Charlie Kaufman, Donald Kaufman Venceu[13]
Globo de Ouro 2003 Melhor filme - comédia ou musical Edward Saxon, Vincent Landay, Jonathan Demme Indicado[14]
Melhor direção Spike Jonze Indicado[14]
Melhor ator - comédia ou musical Nicolas Cage Indicado[14]
Melhor atriz coadjuvante Meryl Streep Venceu[14]
Melhor ator coadjuvante Chris Cooper Venceu[14]
Melhor roteiro Charlie Kaufman Indicado[14]
Oscar 2003 Melhor atriz coadjuvante Meryl Streep Indicado[15]
Melhor ator Nicolas Cage Indicado[15]
Melhor ator coadjuvante Chris Cooper Venceu[15]
Melhor roteiro adaptado Charlie Kaufman, Donald Kaufman[nota 1] Indicado[15]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Enquanto Being John Malkovich está sendo filmado, o autodepreciativo e agorafóbico Charlie Kaufman é contratado para escrever o roteiro de The Orchid Thief. Charlie está passando por uma depressão melancólica e não está feliz por seu irmão gêmeo Donald ter se mudado para viver com ele. Donald decide se tornar um roteirista como Charlie e comparece a um dos famoso seminários de Robert McKee. Charlie, que rejeita fórmulas simplistas para escrever roteiros, quer garantir que seu roteiro seja uma adaptação fiel de The Orchid Thief. Entretanto, ele percebe que não há narrativa no livro e que é impossível transformá-lo em um filme, deixando-o com um sério caso de bloqueio mental.

Enquanto isso, o roteiro especulativo de Donald para um thriller psicológico cheio de clichês, chamado The 3, é vendido por seis ou sete dígitos, enquanto Charlie acidentalmente começa a escrever um roteiro com autorreferências. Já tendo ultrapassado seu prazo com a Columbia Pictures, Charlie visita Susan Orlean, a autora do livro, em Nova Iorque para conselhos sobre o roteiro. Incapaz de encará-la, Charlie visita um seminário de McKee e pede seu conselho, posteriormente trazendo Donald para Nova Iorque para ajudá-lo a estruturar a história.

Donald finge ser Charlie e entrevista Susan, porém suspeita de sua história já que os eventos são muito perfeitos. Ele e Charlie a seguem até a Flórida, onde ela encontra John Laroche. É revelado que os seminoles apenas queriam a orquídea para manufaturar uma droga que causa fascinação; Laroche mostra essa droga a Susan. Laroche e Susan pegam Charlie os observando. Como ele viu os dois se drogando e fazendo sexo, Susan decide que ele deve morrer.

Ela o faz dirigir até um pântano. Charlie e Donald escapam e se escondem no pântano, onde eles resolvem suas diferenças e os problemas de Charlie com mulheres. Então, Laroche acidentalmente atira em Donald. Charlie e Donald fogem de carro porém batem em uma caminhonete, matando Donald. Charlie corre para o pântano para se esconder, porém é visto; Laroche o segue porém é morto por um jacaré.

Susan é presa. Charlie faz as pazes com sua mãe, diz a sua paixão, Amelia, que ele ainda a ama, e termina seu roteiro. O filme se encerra com Charlie, em narração, anunciando que o roteiro está terminado e que ele quer que Gérard Depardieu o intérprete no filme.

Produção[editar | editar código-fonte]

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

Adaptation. Soundtrack
Trilha sonora de Carter Burwell
Lançamento 2002
Gênero(s) Pop, Rock
Idioma(s) Inglês
Formato(s) CD
Gravadora(s) Astralwerks / Emd

A trilha sonora oficial do filme foi lançado no dia 26 de Novembro de 2002 pela gravadora Astralwerks / Emd com músicas do artista e compositor Carter Burwell.

Roteiro e distribuição[editar | editar código-fonte]

A ideia de se fazer uma adaptação cinematográfica do livro The Orchid Thief veio no ano de 1994.[17] A 20th Century Fox comprou os direitos para o filme em 1997[18] e eventualmente os vendeu para o produtor/cineasta Jonathan Demme, que iniciou o projeto do filme na Columbia Pictures. Charlie Kaufman foi contratado para escrever o roteiro, mas teve dificuldades com a adaptação do livro para o script, dificuldade essa aumentada pela writer's block (bloqueio de escritor).[19] Kaufman acabou escrevendo o roteiro a partir de sua experiencia com adaptações, exagerando os fatos narrados no livro e criando um irmão fictício chamado de Donald Kaufman. Kaufman colocou o nome de Donald Kaufman no script e o dedicou a seu personagem fictício.[20] Em setembro de 1999, Kaufman tinha escrito dois terços do roteiro e[21] finalizou a última parte em novembro de 2000.[22]

"As emoções que Charlie passa [no filme] são reais e elas refletem oque eu estava passando quando tentava escrever o roteiro. Claro que existem coisas especificas que foram exageradas ou mudadas por razões cinematográficas. Parte da experiencia de ver esse filme é a experiencia de ver que Donald Kaufman é creditado como co-escritor. É parte do filme, parte da história."

—Charlie Kaufman ao escrever o roteiro[23]

Kaufman explicou:

"A ideia de como escrever o filme não veio para mim até meio tarde. Foi a única ideia que eu tive, eu gostei dela, e eu sabia que não existia jeito dela ser aprovada caso eu a lançasse. Então eu a apenas escrevi e nunca contei as pessoas o que eu ou para quem eu estava escrevendo. Eu apenas contei a Spike Jonze, quando nós estávamos fazendo Being John Malkovich e ele viu o quão frustado eu estava. Tivesse ele falado que eu estava louco, eu não sei o que eu teria feito."[24]

Kaufman também acrescentou, "Eu realmente pensei que eu estava encerrando minha carreira por continuar com aquilo!"[25]

Adaptação. veio de maneira rápida em abril de 2000, com Kaufman fazendo algumas revisões no roteiro.[6] Scott Brake da IGN vazou o roteiro na internet em junho de 2000,[26] assim como Drew McWeeny do site Ain't It Cool News em outubro do mesmo ano.[27] Columbia Pictures fez um acordo de financiamento do filme com a Intermedia em troca dela ter os direitos de fazer a distribuição internacional do filme.[28] As filmagens se iniciaram no final de março de 2001 em Los Angeles e acabaram em junho do mesmo ano.[10]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Adaptação. estreou no dia 6 de dezembro de 2002 nos Estados Unidos em uma estreia limitada. O filme foi lançado nacionalmente nos Estados Unidos no dia 14 de fevereiro de 2003, arrecadando um total de $1,130,480 de dólares em sua primeira semana, sendo assistido em 672 cinemas. O filme teve uma arrecadação de $22.5 milhões na America do Norte e $10.3 milhões em países estrangeiros, tendo um total de $32.8 milhões de dólares.[29] Baseado nas 197 avaliações no site Rotten Tomatoes, Adaptação. teve um índice de 91% de aprovação.[30]

Roger Ebert do jornal Chicago Sun-Times acredita que é o filme "Que te deixa sem respiração pela curiosidade de como ele provoca ele mesmo com as direções que pode tomar. Para assistir ao filme é preciso se envolver diretamento com o desafio de sua criação."[31] Ele mais tarde o adicionou a sua coleção de "Grandes Filmes".[32]

Notas e referências

Notas

  1. Primeira pessoa fictícia a ser indicada a um Oscar.[16]

Referências

  1. a b «Adaptation. (2002)». Box Office Mojo. Consultado em 10 de outubro de 2011 
  2. «Inadaptado». Portugal: CineCartaz. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  3. «Adaptação.». Brasil: AdoroCinema. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  4. «Adaptação». Brasil: CinePlayers. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  5. «Adaptation. (2002)». American Film Institute. Consultado em 11 de novembro de 2020 
  6. a b Michael Fleming (6 de abril de 2000). «Brothers in a Conundrum; Rat Pack lives». Variety. Consultado em 5 de abril de 2008 
  7. a b Claude Brodesser; Charles Lyons; Dana Harris (23 de agosto de 2000). «Cage has Adaptation. inclination». Variety. Consultado em 5 de abril de 2008 
  8. Stax (3 de maio de 2001). «Hey, Fatboy!». IGN. Consultado em 5 de abril de 2008 
  9. Claude Brodesser (6 de setembro de 2000). «Streep eyes Adaptation.». Variety. Consultado em 5 de abril de 2008 
  10. a b Greg Dean Schmitz. «Greg's Preview — Adaptation.». Yahoo!. Consultado em 13 de abril de 2008. Cópia arquivada em 18 de maio de 2007 
  11. Claude Brodesser; Jill Tiernan; Geoffrey Berkshire (23 de março de 2003). «Backstage notes». Variety. Consultado em 8 de abril de 2008 
  12. Lynn Smith (3 de novembro de 2002). «Being Robert McKee, both on screen and off». Los Angeles Times 
  13. a b c d «BAFTA|Film in 2003». BAFTA Awards Database. Consultado em 11 de novembro de 2020 
  14. a b c d e f «Winners & Nominees 2003». GoldenGlobes.com. Consultado em 11 de novembro de 2020 
  15. a b c d «The 77th Academy Awards | 2003». Oscars.org. Consultado em 11 de novembro de 2020 
  16. [1]
  17. Bill Desowittz (18 de agosto de 2002). «Development players make personal choices». Variety. Consultado em 5 de abril de 2008 
  18. Oliver Jones (17 de dezembro de 1999). «Cruise in tune with Shaggs project». Variety. Consultado em 5 de abril de 2008 
  19. Jonathan Bing (26 de fevereiro de 2001). «Lit properties are still hottest tickets». Variety. Consultado em 5 de abril de 2008 
  20. Claude Brodesser (10 de novembro de 1999). «Scribe revisiting reality». Variety. Consultado em 5 de abril de 2008 
  21. Charlie Kaufman (24 de setembro de 1999). «Adaptation.: Second Draft» (PDF). BeingCharlieKaufman.com. Consultado em 16 de abril de 2008. Cópia arquivada (PDF) em 7 de abril de 2008 
  22. Charlie Kaufman (21 de novembro de 2000). «Adaptation.: Revised Draft» (PDF). BeingCharlieKaufman.com. Consultado em 16 de abril de 2008. Cópia arquivada (PDF) em 7 de abril de 2008 
  23. Spence D (5 de dezembro de 2002). «Spike Jonze and Charlie Kaufman Discuss Adaptation». IGN. Consultado em 5 de abril de 2008 
  24. Michael Fleming (14 de novembro de 2002). «What will follow film success for Eminem?». Variety. Consultado em 5 de abril de 2008 
  25. Stax (13 de março de 2002). «Charles Kaufman Talks Shop». IGN. Consultado em 5 de abril de 2008 
  26. Scott Brake (8 de junho de 2000). «Script Review of Charlie Kaufman's Adaptation». IGN. Consultado em 8 de abril de 2008 
  27. Drew "Moriarty" McWeeny (10 de outubro de 2000). «Moriarty Rumbles About Adaptation, The Royal Tenenbaums, and Catch Me If You Can. Ain't It Cool News. Consultado em 17 de abril de 2008 
  28. Charles Lyons (18 de junho de 2001). «Helmers let out a rebel yell». Variety. Consultado em 5 de abril de 2008 
  29. «Adaptation. (2002)». Box Office Mojo. Consultado em 8 de abril de 2008 
  30. Rotten Tomatoes. Adaptation (2002). Retrieved on: 2012-11-12
  31. Roger Ebert (20 de dezembro de 2002). «Adaptation». Chicago Sun-Times. Consultado em 11 de abril de 2008 
  32. Roger Ebert's "Great Movies" essay about Adaptation.
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