John Byrne

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John Byrne
John Byrne na San Diego Comic Book Expo 1992
Nome completo John Lindley Byrne
Nascimento 6 de julho de 1950 (67 anos)
West Bromwich, Midlands Ocidental, Inglaterra, Reino Unido
Nacionalidade britânico
canadense (naturalizado)
Principais trabalhos
Prémios Eagle Awards
Melhor Quadrinhista, 1978, 1979.
Inkpot Award, 1980.
Squiddy Award
Melhor Desenhista, 1993.
Eisner Awards
Hall da Fama, 2015.
Área roteirista, desenhista, arte-finalista, letrista
Página oficial
http://www.byrnerobotics.com/

John Byrne (West Bromwich, 6 de julho de 1950) é um famoso desenhista e roteirista de histórias em quadrinhos inglês naturalizado canadense. Já trabalhou com os principais super-heróis dos quadrinhos norte-americanos, sendo que ficou mais conhecido por sua fase na revista dos X-Men durante os anos 80, e também no Quarteto Fantástico e Superman. Em 2015, entrou para o Hall of Fame do Eisner Awards.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Primeiros trabalhos[editar | editar código-fonte]

Vivendo no Canadá, matriculou-se no curso de belas artes do Alberta College of Art, em Calgary. Porém não concluiu o curso. Começou a trabalhar com quadrinhos efetivamente na editora Charlton Comics, em meados dos anos 70.[2]

Seu primeiro trabalho na Marvel foi no ano de 1975, em Giant-Size Dracula #05. Começou a ser notado em Marvel Premiere, e posteriormente em Iron Fist (vol. 1) com histórias do Punho de Ferro. Também desenhou Marvel Team-Up e Marvel Preview, este último numa história do Senhor das Estrelas com Chris Claremont como escritor.[3]

O auge na Marvel[editar | editar código-fonte]

Entrou no título Uncanny X-Men como desenhista em 1977, em parceria com o roteirista Chris Claremont. Byrne logo passou a auxiliá-lo no roteiro, ajudando a criar uma das mais aclamadas fases do grupo. Histórias como A Saga da Fênix Negra e Dias de um Futuro Esquecido são reconhecidas como algumas das melhores do título mutante.[4] Nas páginas de X-Men lançou a Tropa Alfa, grupo de super-heróis canadenses que perseguiam seu ex-membro Wolverine. A Tropa Alfa ganhou popularidade a ponto de ter um título solo por mais de cem edições. O cuidado especial de Byrne com Wolverine, aliás, ajudou-o a que se transformasse num dos maiores heróis Marvel do novo século.[5]

Após deixar a revista dos X-Men, assumiu o Quarteto Fantástico. Sua fase durou cinco anos e é considerada como uma das melhores de todos os tempos, abaixo somente do Quarteto de Stan Lee e Jack Kirby.[6] A frente do título, tratou de substituir o Coisa pela Mulher-Hulk, uma de suas personagens favoritas, a quem dedicou até uma graphic novel. Ainda escreveu e desenhou dois números de Further Adventures of Indiana Jones, e em 1985, inicia seu trabalho em The Incredible Hulk.[3]

DC Comics e retorno a Marvel[editar | editar código-fonte]

Em 1986, passa a trabalhar na DC Comics, escrevendo e desenhando a revista do Superman, mais especificamente a minissérie The Man of Steel, onde reinterpreta a origem do personagem pós-Crise nas Infinitas Terras.[7] Byrne seguiu com o personagem, escrevendo as revistas Superman e Action Comics, e também desenhou o crossover Lendas.

Com o sucesso do seu Superman, voltou a Marvel. Em 1987 assumiu a revista Star Brand, pertencente ao selo Novo Universo.[8] Posteriormente seguiu adiante trabalhando em publicações de personagens como Vingadores da Costa Oeste, Mulher-Hulk, Namor, e Homem de Ferro, entre outros trabalhos de menor destaque.[6]

Anos 90 - atualmente[editar | editar código-fonte]

Durante os anos 90, Byrne contribuiu com as duas grandes editoras, além de obras autorais. Criou vários personagens como Next Men, Danger Unlimited e Babe[2]; escreveu e desenhou a Mulher-Maravilha; e recontou as primeiras aventuras do Homem-Aranha, em Spider-Man: Chapter One.[6] No fim dos anos 90 voltou a trabalhar com os X-Men, no título X-Men: The Hidden Years, que acabaria sendo cancelado pelo então novo editor-chefe da Marvel, Joe Quesada.[9] Byrne não ficou feliz com o cancelamento e desistiu de um projeto que pretendia reuni-lo com Claremont para uma história dos X-Men.[5] Desde então, não trabalhou mais para a editora.

Nos anos 2000 trabalhou principalmente para a DC Comics. Voltou ao Superman em Superman: True Brit, colaborando com o comediante John Cleese, e com a escritora Gail Simone, desenhou o novo Eléktron, na série All-New Atom.[6] No ano de 2012, lançou o autoral Trio, pela IDW.[10] Em 2013, roteirizou uma fotonovela de Star Trek.[11]

Estilo e características[editar | editar código-fonte]

John Byrne gosta de inserir sensualidade em seus desenhos, tendo esse gosto atingido o máximo com a série da Mulher-Hulk, na qual explorou toda essa qualidade inerente da personagem. Quando trabalhou com os X-Men, "esquentou" o relacionamento de Ciclope e da Garota Marvel (na época chamada de Fênix). A repercussão positiva fez com que tentasse fazer o mesmo ao assumir outros personagens tradicionais, que até então não recebiam esse tipo de abordagem em função do rígido Controle de Ética dos quadrinhos americanos: ao desenhar o Hulk, casou Bruce Banner com Betty Ross; na série do Capitão América, criou algumas candidatas a namoradas do herói; Namor e a Mulher Invisível tiveram realçadas as respectivas sensualidades.

Byrne também tentou explorar a homossexualidade no universo dos super-heróis. O exemplo mais lembrado é o de Estrela Polar, membro da Tropa Alfa. Todavia, na época o artista não conseguiu explorar essa ideia, por pressões editoriais. Somente nos quadrinhos atuais o herói canadense finalmente assumiu sua orientação sexual. Na célebre reestruturação do Superman, lançou a personagem da policial Maggie Sawyer, explicitamente homossexual.

Referências

  1. Arrant, Chris (11 de julho de 2015). «2015 Eisner Awards Winners (Full List)». Newsarama. Consultado em 9 de abril de 2017 
  2. a b «John Byrne». lambiek.net (em inglês). Consultado em 9 de abril de 2017 
  3. a b «John Byrne, Máquina de Escrever e Desenhar – A ERA MARVEL – Dinamo Estúdio». www.dinamo.art.br. 31 de julho de 2014. Consultado em 9 de abril de 2017 
  4. Pereira, Andréa (21 de maio de 2007). «Mundo dos Super-Heróis elege as 10 melhores HQs dos X-Men». HQ Maniacs. Consultado em 9 de abril de 2017 
  5. a b Hunter, Pedro (9 de maio de 2003). «Os X-Men de Chris Claremont e John Byrne». Omelete. Consultado em 9 de abril de 2017 
  6. a b c d Shiach, Kieran (6 de julho de 2016). «Looking Back At The Great Comics Works of John Byrne» (em inglês). Comics Alliance. Consultado em 20 de abril de 2017 
  7. de Medeiros, Marcus Vinicius (1 de março de 2013). «The Man of Steel # 1». Universo HQ. Consultado em 9 de abril de 2017 
  8. Codespoti, Sérgio (2 de junho de 2015). «A breve história do Novo Universo». Universo HQ. Consultado em 31 de outubro de 2017 
  9. Martins, Jotapê (16 de novembro de 2000). «Começam os cancelamentos de revistas mutantes». Omelete. Consultado em 9 de abril de 2017 
  10. Di Sessa, Leonardo Vicente (24 de fevereiro de 2012). «Trio: o novo trabalho de John Byrne». HQ Maniacs. Consultado em 20 de abril de 2017 
  11. Colás, Thiago (9 de setembro de 2013). «Fotonovela de Star Trek por John Byrne». HQ Maniacs. Consultado em 20 de abril de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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