Língua morta
Este artigo não cita fontes confiáveis. (julho de 2019) |

Língua morta é uma língua que possui poucos ou nenhuns falantes nativos e cuja gramática e vocabulário são bem conhecidos e estão registrados em documentos escritos, de modo que esta possa ser estudada e usada na atualidade mesmo que se tenham passado séculos desde quando deixou de ser falada. Difere do conceito de língua extinta, pois considera-se extinta uma língua que não é mais utilizada e tampouco pode ser aprendida atualmente, sendo conhecida apenas por alguns registros escassos e/ou pela influência sobre outras línguas. Exemplos de línguas mortas são o copta, o latim, o grego antigo, o sânscrito e o tupi.
Tipos de língua morta
[editar | editar código]Língua morta pode se manifestar de várias maneiras:
- língua morta gradual
- língua morta de baixo para cima: quando a mudança linguística começa em um ambiente de baixo nível, como o lar.
- língua morta de cima para baixo: quando a mudança linguística começa em um ambiente de alto nível, como o governo.
- Subitamente, de forma física ou biológica, quando o povo do qual se origina o idioma é forçado a deixar de utilizá-lo ou é exterminado.
O processo mais comum que leva à morte de uma língua é aquele em que a comunidade de falantes de um idioma assimila outro, tornando-se bilíngue, e gradualmente muda a fidelidade para o segundo idioma deixando de usar seu idioma original gradativamente. Este é um processo de assimilação que pode ser voluntário ou forçado. Os falantes de alguns idiomas, especialmente idiomas regionais ou minoritários, podem decidir abandoná-los com base em fundamentos econômicos ou utilitários, em favor de idiomas mais utilizados ou de maior prestígio. Este processo é gradual e pode ocorrer de baixo para cima ou de cima para baixo. Línguas com uma população pequena, pouco prestígio sociopolítico e/ou dispersas geograficamente também podem morrer quando os seus falantes são mortos por genocídio, doença ou desastre natural.
Por vezes, um idioma é considerado efetivamente morto antes mesmo do último falante nativo morrer. Geralmente isso ocorre quando só restam alguns poucos falantes de idade avançada que não usam mais a língua para se comunicar. A língua que possua um baixíssimo número de falantes é chamada moribunda. Uma vez que as gerações param de adquirir a língua materna, em detrimento de outra mais dominante, o processo de transmissão acaba e a língua não sobrevive além da geração presente. Este raramente é um evento súbito, mais comumente se dá como um processo gradativo, com a utilização cada vez mais reduzida da língua, até que a mesma passe a ser utilizada apenas no meio acadêmico, para estudar a cultura do seu povo, através da literatura, da poesia e da música, por exemplo. A transmissão da língua às crianças diminui com o tempo, afetando a fluência no idioma, que deixa de ser utilizado em detrimento do idioma dominante. Um exemplo deste processo é o da língua dálmata.
A morte da língua pode acelerar quando as crianças são ensinadas a evitar a língua dos seus pais por razões econômicas, políticas, culturais ou religiosas. Outras vezes, os idiomas minoritários resistem ao longo do tempo, por exemplo, quando os falantes se isolam, ou têm sentimento nacionalista em relação à população cujo idioma é dominante. Ao longo do tempo, diferentes governos tentaram forçar populações a deixar de utilizar suas línguas minoritárias.
