Malandros na Umbanda

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Zé Pretinho, um representante da falange dos Malandros.
Malandro da Lapa.

Malandros são uma linha de trabalho de entidades de Umbanda, cujo maior representante é Zé Pelintra.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Se vestem todos de branco com chapéu de igual cor, com exceção de alguns que se vestem de preto, como Zé Pretinho, ou com listras, Malandro Camisa Listrada. São confundidos muitas vezes com os exus, e por vezes incorporam nas giras daquela linha.[1]

Alguns, como o próprio Zé Pelintra, são originários do culto conhecido como Catimbó.[1] Na direita, são cultuados como baianos, sobretudo em São Paulo, onde possuem giras próprias.[1]

Segundo Roberto DaMatta (1997), sua caracterização está relacionada à sua aversão pelo trabalho e à individualização da sua figura e de seus costumes.[1] Contudo, é inegável em nosso meio social a valorização da sua desenvoltura para resolver problemas e quase sempre levar vantagem, inclusive nas situações francamente adversas.

Referências

  1. a b c d e Mario Teixeira de Sá Júnior. «Malandros e Baianos: A sacralização do humano no panteão umbandista do século XX» (PDF). Consultado em 3 de novembro de 2018. Arquivado do original (PDF) em 4 de setembro de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Augras, M. (1983) O duplo e a metamorfose: A identidade mítica em comunidades Nagô. Petrópolis: Vozes.
  • Bardin, L. (1994) Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70.
  • Bastide, R. (1978) O Candomblé da Bahia. Rito Nagô. (2ª ed.) São Paulo: Ed. Nacional; Brasília, INL. (Coleção Brasiliana, V. 313).
  • Birman, P. (1985) O que é Umbanda. (3ª ed.) São Paulo: Brasiliense. (Coleção Primeiros Passos, V. 97).
  • _________. (1991) Relações de Gênero, Possessão e Sexualidade. Phisis. A representação na Saúde Coletiva. 1(2), 37-57.
  • _________. (1995) Fazer estilo criando gênero: Possessão e diferenças de gênero em terreiros de Umbanda e Candomblé no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, Ed. UERJ.
  • Damatta, R. (1991) A casa & a rua: Espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan.
  • __________. (1997) Carnavais, Malandros e Heróis: Para uma sociologia do dilema brasileiro. (6ª ed.) Rio de Janeiro: Rocco.
  • Del Priore, M. (1993) Ao sul do corpo: Condição feminina, maternidades e mentalidades no Brasil Colônia. Rio de Janeiro: José Olympio; Brasília: Edunb.
  • Magnani, J.G.C. (1986) Umbanda. São Paulo: Ática. (Série Princípios, V. 34).
  • Meyer, M. (1993) Maria Padilha e toda a sua quadrilha: De amante de um rei de Castela a Pomba-Gira de Umbanda. São Paulo: Duas Cidades.
  • Montero, P. (1985) Da doença à desordem: A Magia na Umbanda. Rio de Janeiro: Graal. (Coleção Biblioteca de Saúde e sociedade, V. 10).
  • Mott, L. (1988) Escravidão, homossexualidade e demonologia. São Paulo: Ícone.
  • Negrão, L.N. (1996) Entre a cruz e a encruzilhada: Formação do Campo Umbandista em São Paulo. São Paulo: EDUSP.
  • Nogueira, C.R.F.(2000) O Diabo no imaginário cristão. Bauru: EDUSC.
  • Ortiz, R. (1991) A morte branca do feiticeiro negro: Umbanda e Sociedade Brasileira. (2ª ed.) São Paulo: Brasiliense.
  • Parker, R.G. (1991) Corpos, Prazeres e Paixões: A cultura sexual no Brasil contemporâneo. (2ª ed.) São Paulo: Best Seller.