Marcelino da Mata

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Marcelino da Mata
Nascimento 7 de maio de 1940 (80 anos)
Cidadania Portugal
Ocupação militar
Prêmios Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada

Marcelino da Mata CvTE • 3 MPCGMSCGMTCG (Ponte Nova, Guiné, 7 de Maio de 1940) é um Major na reserva do Exército Português, nascido na Guiné Portuguesa, conhecido pelos seus actos de bravura e heroísmo praticados durante a Guerra Colonial, em 2412 operações de comandos, e que lhe dão o título de militar português mais condecorado[1] da História do Exército Português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Acidentalmente incorporado em lugar do irmão no CIM-Bolama em 3 de Janeiro de 1960, ofereceu-se como voluntário após cumprir a primeira incorporação.

Integrou e foi fundador da tropa de operações especiais, no Regimento dos Comandos Português, dos Comandos Africanos actuando no cenário de guerra da sua Guiné, com operações no Senegal e na Guiné Conacri.

A 2 de Julho de 1969 foi feito Cavaleiro da Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.[2]

Apesar de várias vezes ferido em combate apenas teve que ser evacuado da Guiné por ter sido alvejado, por acidente, por um companheiro, assistindo ao 25 de Abril de 1974 em Lisboa.

Após a independência da Guiné foi proibido de entrar na sua terra natal.

Em 1975 foi detido no quartel do RALIS, Lisboa, e sujeito a tortura e flagelação praticada e ordenada por Manuel Augusto Seixas Quinhones de Magalhães (capitão), Leal de Almeida (Tenente Coronel), João Eduardo da Costa Xavier (capitão tenente) e outros elementos do MRPP [3][4][5], num dos episódios mais pungentes, pela sua barbaridade e violência, no pós revolução dos cravos.

No decurso das perseguições de que foi alvo no ano de 1975 conseguiu fugir para Espanha, de onde regressou a quando o Golpe de 25 de Novembro, participando activamente na reconstrução democrática e no restabelecimento da ordem militar interna, agindo sempre com elevada longanimidade para com os seus opressores.

Justificou a sua luta no exército português com a frase "A Guiné para os Guinéus", querendo significar que a guerrilha actuava no interesse da União Soviética.

Actualmente reside em Sintra.

Operações notáveis em que participou[editar | editar código-fonte]

Condecorações[editar | editar código-fonte]

Veja Também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Dos Combatentes do Ultramar». Consultado em 6 de novembro de 2009. Arquivado do original em 6 de abril de 2009 
  2. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Marcelino da Mata". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 24 de junho de 2014 
  3. Artigo "Morte aos Traidores", Helena Matos, 25.11.2015, "Observador"
  4. Entrevista a Marcelino da Mata, de 21.7.1994, citada no Blog "Rangers & Coisas do MR"
  5. Artigo no "Correio da Manhã" - 22.05.2005

Ligações externas[editar | editar código-fonte]