Miguel Spina

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Miguel Spina
Foto de Miguel Spina
4.º Presidente Congregação Cristã no Brasil Brasil
Período 1 de janeiro de 1961
a 22 de maio de 1993
Vice-presidente Victório Angare (1991-1995)
Luis Sanches Lorento (1995-1997)
Antecessor(a) Rizzierri Lavander
Sucessor(a) Victório Angare
Dados pessoais
Nascimento 12 de fevereiro de 1910
São Paulo, Brasil,
 Brasil
Morte 22 de maio de 1993 [1]
São Paulo,
 Brasil
Cônjuge Joana Spina (1934-1968)
Profissão Gráfico
Missionário

Miguel Spina, (1910 - São Paulo, 22 de maio de 1993) foi Ancião e presidiu as Assembleias Gerais [2]da Congregação Cristã no Brasil, na cidade de São Paulo entre 1966 e 1993. Em seus anos de ministério de 1938 até 1993, ordenou 375 Diáconos e 257 Anciães. Foi também um missionário responsável por levar a Congregação Cristã para diversos países e inclusive reunir algumas congregações americanas, formando a Congregação Cristã nos Estados Unidos.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Miguel era filho de Gregório Spina e Anna Bizarro, oriundos de Campobasso comuna italiana da região do Molise, província de Campobasso, Itália. Ele tinha cinco irmãos: Nicolino Spina[4], Francisco Spina, Paschoal Spina, Isaías Spina e Noemia Spina. Ambos moravam no Bom Retiro (na Rua da Graça). Sua residência foi a primeira sala de oração na capital de São Paulo.

Miguel Spina casou-se duas vezes. Sua primeira esposa se chamava Joana. Casou-se com ela em abril de 1934 e tiveram seis filhos. Residiram na mansão na Avenida Pais de Barros, até que a mesma foi derrubada e virou um imenso prédio residencial, no qual ele morou até falecer. Sua segunda esposa se chamava Heda.

No dia 17 de julho de 1938, Miguel Spina foi ordenado para Ancião na Casa de Oração do Brás, por Luís Pedroso, Ancião mais antigo do Brasil na época.

A Gráfica[editar | editar código-fonte]

Miguel era um dos donos da IRIS (Indústria Reunidas Irmãos Spina S.A), que ficava na Rua do Hipódromo, nº. 720[5]. A história do grupo Spina começa em fevereiro de 1924, quando os irmãos Nicolino, Francisco, Paschoal, Isaías e Miguel fundaram o Estabelecimento Graphico Irmãos Spina[6], numa modesta instalação na Rua da Graça, 159, no bairro Bom Retiro, em São Paulo. Depois, expandiram para a Rua do Hipódromo, 720, no bairro do Brás e na Casa Verde.

O produto inicial era o caderno do tipo brochura, além da confecção de impressos em geral. Em 1933, a gráfica participou do lançamento, no Brasil, do primeiro caderno com espiral, conhecido por várias gerações de estudantes. O grupo cresceu, estabelecendo fábricas de papel em São Roque, Mogi das Cruzes e Petrópolis.[7]

Miguel transferiu suas habilidades de administrador adquirida na empresa da família para a gestão da igreja. [8]

Viagem e missões pelo mundo (1962 e 1963)[editar | editar código-fonte]

Miguel e sua esposa Joana fizeram diversas viagens pelo mundo. Eles visitaram países como:[3] Portugal, Suíça, Itália, Grécia, Egito, Líbano, Síria, Chipre, Turquia, Israel, Jordânia, Índia, Tailândia, Hong Kong, Taiwan, Japão, Havaí e Estados Unidos

Após sua longa viagem, em 23 de agosto de 1962, Miguel escreveu uma carta[9] contando como foi sua viagem e depois a enviou para São Paulo.

Congregação Cristã nos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1970, por iniciativa de seu sobrinho Joel Spina[10], então residente nos EUA, Miguel Spina e outro ancião brasileiro, Victorio Angare, convidaram algumas igrejas pentecostais ítalo-americanas independentes a formar a Christian Congregation in the United States.[3] O grupo cresceu com a migração de brasileiros na década de 1990 e hoje agrupa membros americanos de origem diversa como brasileiros, portugueses, hispânicos e alguns oriundos de antigas congregações italianas[11]. Hoje a igreja conta com cerca de 70 congregações.

Morte[editar | editar código-fonte]

Miguel Spina faleceu no dia 22 de maio de 1993 e seu funeral aconteceu no estacionamento da Casa de Oração da Congregação do Brás.

Referências

  1. Alberto Antoniazzi (1994). «Nem anjos nem demônios: interpretações sociológicas do pentecostalismo». Vozes. Consultado em 22 de janeiro de 2015 
  2. LÉONARD, Émile G. O protestantismo brasileiro – estudo de eclesiologia e história social. São Paulo: ASTE, 1963
  3. a b c Marcelo Ferreira (2009). «Por trás do véu: a história da primeira denominação pentecostal brasileira». Baraúna. Consultado em 22 de janeiro de 2015 
  4. [1],Nicolino Spina
  5. LTDA, Vivaweb Internet. «Porque não me esquecerei do Bráz :: São Paulo - Minha Cidade». www.saopaulominhacidade.com.br. Consultado em 16 de abril de 2017 
  6. [2], Spina Produções
  7. http://www.multiverdepapeis.com/site/index.php?module=conteudo&page=index&menu=2&titulo=Multiverde
  8. "Suas qualidades de administrador que ele tem 'no mundo' devem aproveitar à obra religiosa, que é sua preocupação constante" (Leonard 1963:348)
  9. [3], Carta de Miguel Spina
  10. VALENTE, Rubia. Institutional Explanations for the Decline of the Congregação Cristã no Brasil. In PentecoStudies: An Interdisciplinary Journal for Research on the Pentecostal and Charismatic Movements 02/2014; 14(1):72-96. DOI: 10.1558/ptcs.v14i1.72
  11. [4] História da Congregação Cristã nos Estados Unidos,