Museu Coleção Berardo

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Museu Coleção Berardo
Tipo Museu de arte moderna e contemporânea
Inauguração 2007
Diretor Rita Lougares[1]
Website Museu Coleção Berardo
Geografia
País Portugal
Localidade Centro Cultural de Belém,
Praça do Império
Lisboa, Portugal Portugal
Coordenadas 38° 41' 44" N 9° 12' 33" E
Localização em mapa dinâmico

O Museu Coleção Berardo foi uma instituição museológica em Lisboa. Foi inaugurado em 25 de Junho de 2007 e acolheu exposições temporárias e uma coleção permanente (Colecção Berardo), representativa da arte moderna e contemporânea, nacional e internacional. Fechou em 31 de dezembro de 2022, tendo sido substituído pelo Museu de Arte Contemporânea - Centro Cultural de Belém (MAC-CCB)[2].

A Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Coleção Berardo (Decreto-lei 164/2006 de 9 de Agosto) foi criada a 9 de Agosto de 2006; geriu e organizou o Museu Coleção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, instalado no Centro Cultural de Belém. O seu acervo inicial (2007), era composto por 862 obras e foi avaliado pela leiloeira Christie's em 316 milhões de euros.

Em 2022 a maior parte das obras está judicialmente arrestadas - por causa de dívidas de Joe Berardo à CGD, ao Novo Banco e ao BCP, que pretendem apreendê-la como créditos para pagar uma dívida global de quase mil milhões de euros.

Em 26 de maio de 2022, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, anunciou a denúncia do protocolo, com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2023, sobre a coleção de arte do empresário José Berardo - que compõe o Museu Coleção Berardo -, e ao mesmo tempo revelou que essa coleção será integrada no futuro Museu de Arte Contemporânea de Belém, a criar no CCB.[3]

O Museu / Exposições[editar | editar código-fonte]

Objetivos[editar | editar código-fonte]

O Museu Coleção Berardo tinha como objetivo constituir um museu contemporâneo internacional que dá a conhecer a evolução das artes plásticas a partir do século XX. Pretende-se interagir com outras coleções de arte e espólios, nacionais e internacionais, impulsionar o turismo cultural, desenvolver programas pedagógicos de animação cultural, divulgar as diferentes tendências da arte moderna, providenciar uma plataforma para a apresentação da obra de artistas nacionais.[4]

Exposições[editar | editar código-fonte]

A exposição permanente da Coleção Berardo articulava-se em dois pisos do espaço do museu, apresentando uma sequência de obras que percorre a arte século XX e termina na atualidade. O piso 2 centra-se na arte moderna; inicia-se no dealbar do século XX com Pablo Picasso e a criação do Cubismo e com Marcel Duchamp e as questões do ready-made, evoluindo até ao Neodadaísmo, ao Nouveau Réalisme e à Pop Art. O piso -1 é dedicado ao período posterior (de 1960 até aos nossos dias), seguindo uma ordem cronológica e agrupando os movimentos mais significativos das neo-vanguardas (minimalismo; concetualismo; Land Art; Arte Povera; etc.).[4]

As exposições temporárias complementavam a panorâmica apresentada pela coleção permanente do Museu Coleção Berardo, expandindo novas perspetivas sobre um determinado período ou apresentando as preocupações com as quais os artistas contemporâneos se confrontam, bem como as novas práticas e atitudes que caracterizam o presente. Com um caráter histórico ou prospectivo e experimental, estas exposições partem das questões suscitadas pela atualidade.[4]

O Museu Coleção Berardo contava ainda com um programa diversificado de atividades como, por exemplo, percursos pelas exposições e visitas-atelier em família. De uma forma original e pedagógica, estas atividades dão a conhecer os grandes nomes da arte nacional e internacional, como Pablo Picasso, Marcel Duchamp, Salvador Dalí, Andy Warhol, Francis Bacon, Amadeo de Souza Cardoso, Paula Rego ou Helena Almeida.[4]

A Colecção[editar | editar código-fonte]

Néctar de Joana Vasconcelos, na entrada do Museu.
Cabinet d’Amateur -2 (Stockholm version) de Pedro Cabrita Reis
Progression in 6 stages de Max Bill

Devido à dimensão, diversidade, e qualidade do seu acervo, que abarca mais de setenta tendências artísticas e inclui um total de mais de novecentas obras, a Colecção Berardo permite um acompanhamento dos principais movimentos artísticos do século XX e XXI e leituras diferentes e atualizadas sobre o estado da arte contemporânea.[4]

Alguns artistas:

Impacto[editar | editar código-fonte]

  • Em 2008 o museu organizou 14 exposições temporárias e mais de 550 mil pessoas visitaram o museu, sendo o museu mais visitado de Portugal. A retrospectiva do arquitecto Le Corbusier, foi a exposição mais vista, com 80 mil visitantes.
  • Em 2009 foi novamente o museu mais visitado com 625 mil visitantes, sendo o 75.º museu mais visitado a nível mundial. A exposição "De Miró a Warhol", foi a mais visitada com 251 mil visitantes.[5]
  • Em 2010 teve 964 mil entradas, sendo o 50.º museu mais visitado do mundo.
  • Em 2011 o museu ocupou o 81.º lugar na lista dos cem museus mais visitados do mundo, com 652 447 entradas.[6]
  • Em 2012 a exposição Nikias Skapinakis. Presente e Passado. 2012–1950, produzida e apresentada pelo Museu Coleção Berardo, vence o Prémio de Melhor Exposição de Artes Plásticas de 2012, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores (em 2013).
  • Em 2015, o museu ocupava o 74.º lugar na lista dos 100 museus mais visitados do mundo, com 823.092 entradas, tendo subido nove posições num ano.[7]
  • Em 2017, a entrada do museu começou a ser paga.
  • Em 2018 surge em 79.º lugar na lista dos museus mais visitados, com 998 831 visitantes.[8]

Acesso / Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Tarifário[editar | editar código-fonte]

O bilhete tinha um custo de 5€ para adultos, visitantes com mais de 65 anos e estudantes. Jovens dos 7 aos 18 pagam 2,50 €. O Museu tem entrada gratuita aos sábados para todo o público e todos os dias para crianças até aos 6 anos.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências