Jackson Pollock

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Jackson Pollock
Nascimento 28 de janeiro de 1912
Cody, Estados Unidos
Morte 30 setembro 1956
East Hampton (town), New York
Nacionalidade Estados Unidos Norte-americano
Cidadania Estados Unidos
Cônjuge Lee Krasner
Filho(s) Ester Mistergan, Jack Pallor
Alma mater Art Students League of New York
Ocupação Pintor
Magnum opus No. 5, 1948, Autumn Rhythm (Number 30), Blue Poles
Movimento estético expressionismo abstrato, Gestualismo
Religião Cristã
Causa da morte acidente rodoviário
Assinatura
Jackson Pollock Signature.svg

Paul Jackson Pollock (Cody, Wyoming, 28 de janeiro de 1912Springs, 11 de agosto de 1956), conhecido profissionalmente como Jackson Pollock, foi um pintor norte-americano e referência no movimento do expressionismo abstrato. Ele se tornou conhecido por seu estilo único de pintura por gotejamento.

Durante sua vida, Pollock gozou de fama e notoriedade consideráveis; ele foi um grande artista de sua geração. Considerado recluso, ele tinha uma personalidade volátil e lutou contra o alcoolismo durante a maior parte de sua vida[1].

Pollock morreu aos 44 anos em um acidente de carro em que dirigia alcoolizado. Em dezembro de 1956, quatro meses após sua morte, Pollock recebeu uma exibição retrospectiva memorial no Museum of Modern Art (MoMA) na cidade de Nova Iorque. Uma exposição maior e mais abrangente de seu trabalho foi realizada em 1967. Em 1998 e 1999, seu trabalho foi homenageado com exposições retrospectivas em larga escala no MoMA e no Tate em Londres[2][3].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jackson Pollock nasceu a 28 de Janeiro de 1912 em Cody, no estado de Wyoming, EUA. Começou seus estudos em Los Angeles e depois mudou-se para New York. Casou-se com a pintora Lee Krasner em 1945, que se tornaria uma importante influência em sua carreira e em seu legado.[1]

Desenvolveu uma técnica de pintura criada por Max Ernst, o dripping (gotejamento), na qual respingava a tinta sobre suas imensas telas: os pingos escorriam formando traços harmoniosos e pareciam entrelaçar-se na superfície da tela. Pollock foi muito importante para o dripping; o quadro "UM" é um exemplo dessa técnica. Pintava com a tela colocada no chão para se sentir dentro do quadro. Pollock partia do zero: do pingo de tinta que deixava cair na tela elaborava uma obra de arte. Além de deixar de lado o cavalete, Pollock também não usava pincéis.

A arte de Pollock combina a simplicidade com a pintura pura e suas obras de maiores dimensões possuem características monumentais que exemplificam o seu estilo. Com Pollock, há o auge da pintura de ação (action painting). A tensão ético-religiosa por ele vivida o impele aos pintores da Revolução mexicana. Sua esfera da arte é o inconsciente: seus signos são um prolongamento do seu interior. Apesar de ter seu trabalho reconhecido e com exposições por vários países do mundo, Pollock nunca saiu dos Estados Unidos.

Morreu em um acidente de carro em 11 de agosto de 1956, com 44 anos. Foi sepultado no Green River Cemetery, Condado de Suffolk, Nova Iorque, Estados Unidos.[4]

Lista dos principais trabalhos[editar | editar código-fonte]

Contribuições para o expressionismo abstrato[editar | editar código-fonte]

Como um dos primeiros artistas e peça-chave para o expressionismo abstrato, onda artística que se desenvolveu durante o pós-guerra norte-americano (principalmente em Nova Iorque), a obra de Pollock foi fundamental para que fossem pensadas muitas questões dentro do movimento. Uma delas é a passividade no estilo de pintura: mesmo que Pollock faça uso da action painting, a abstração resultante é informal e livre.[26] Como descrito pelo próprio artista:

"Quando estou na pintura, não tenho consciência do que estou fazendo. Só vejo o que fiz depois de um período de "conscientização". Não tenho medo de fazer mudanças, destruir a imagem etc., porque a pintura tem vida própria. É só quando perco contato com a pintura que o resultado é ruim. Caso contrário, há pura harmonia, uma troca tranquila, e a pintura fica ótima."[27]

Outra questão trazida à tona pelo trabalho de Pollock foi a da espacialidade na pintura. Suas obras não são planas – ao contrário, ele cria um espaço entre a superfície da pintura e a tinta gotejada sobre ela. O fato de a pintura ser criada antes mesmo do limite real da tela ter sido definido (a tela era cortada depois, para adaptar-se à criação) também difere do trabalho dos pintores modernos[26]

Por essa habilidade de sintetizar o que os artistas antes dele haviam feito com um olhar para o futuro, Pollock foi batizado por Harold Rosenberg, o principal teórico do expressionismo abstrato, de "fenômeno de conversão"[28].

Cultura[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Naifeh, Steven and Smith, Gregory White, Jackson Pollock:an American saga, p.503, Published by Clarkson N. Potter, Inc.1989, ISBN 0-517-56084-4
  2. Varnedoe, Kirk; Karmel, Pepe (1998). Jackson Pollock: Essays, Chronology, and Bibliography. Catálogo de exibição. New York: The Museum of Modern Art. pp. 315–329. 
  3. Horsley, Carter B., Mud Pies, Jackson Pollock, Museum of Modern Art, November 1, 1998 to February 2, 1999, The Tate Gallery, London, March 11 to June 6, 1999.
  4. Jackson Pollock (em inglês) no Find a Grave
  5. «Male and Female» (JPG). Ibiblio.org 
  6. «Stenographic Figure» (JPG). Ibiblio.org. Consultado em 26 de janeiro de 2013 
  7. «Moon-Woman Cuts the Circle» (JPG). Beatmuseum.org 
  8. «Blue (Moby Dick)» (JPG). Ibiblio.org 
  9. «Eyes in the Heat» (JPG). Ibiblio.org 
  10. «The Key» (JPG). Ibiblio.org 
  11. «The Tea Cup» (JPG). Ibiblio.org 
  12. «Shimmering Substance» (JPG). Ibiblio.org 
  13. «Full Fathom Five» (JPG). Ibiblio.org 
  14. «Cathedral» (JPG). Academic.algonquincollege.com 
  15. «Convergence» (JPG). Academic.algonquincollege.com 
  16. «Painting» (JPG). Academic.algonquincollege.com 
  17. «Number 8» (JPG). Academic.algonquincollege.com 
  18. «Summertime: Number 9A» (em inglês). Tate.org.uk 
  19. «Lavender Mist: Number 1, 1950» (JPG). Ibiblio.org 
  20. «Autumn Rhythm: No.30, 1950» (JPG). Academic.algonquincollege.com 
  21. «One: No. 31, 1950» (JPG) 
  22. «Number 7» (JPG). Academic.algonquincollege.com 
  23. «Blue Poles: No. 11, 1952» (JPG). Academic.algonquincollege.com 
  24. «Easter and the Totem» (JPG). Ibiblio.org 
  25. «Ocean Greyness» (JPG). Academic.algonquincollege.com 
  26. a b LUCIE-SMITH, Edward (2006). Os Movimentos Artísticos a Partir de 1945. São Paulo: Martins Fontes. pp. 15, 16 
  27. POLLOCK, Jackson (Inverno de 1947-48). «My Painting». Possibilities I  Verifique data em: |data= (ajuda)
  28. ROSENBERG, Harold (1994). The Tradition of the New. Boston: Da Capo Press. pp. p. 31 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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