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Papa: diferenças entre revisões

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{{quote1| '''''[[Evangelho segundo Mateus|Mt]] 16, 18-19''': "E eu te declaro: tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha [[Igreja Católica|Igreja]]; as portas do [[inferno]] não prevalecerão contra ela. Eu te darei as [[chaves do Reino dos Céus]]: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra, será desligado nos céus". Essa é a passagem mais fundamental para o papado, pois [[Jesus Cristo]] concede claramente o [[Primazia papal|Primado]] ao [[São Pedro|Apóstolo Pedro]], depois [[Bispo de Roma]], e seus sucessores, como edificador e líder terreno de toda a Igreja.<ref>Catecismo da Igreja Católica, ns. 880 e 881. Roma: Libreria Editrice Vaticana, 1992. Tradução brasileira das Ed. Vozes, Paulus, Paulinas, Loyola e Ave-Maria, 4a. edição, 1993. ISBN 85-326-0910-4</ref><ref>[[Concílio Vaticano II]], Constituição [[Lumen gentium]]</ref>
{{quote1| '''''[[Evangelho segundo Mateus|Mt]] 16, 18-19''': "E eu te declaro: tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha [[Igreja Católica|Igreja]]; as portas do [[inferno]] não prevalecerão contra ela. Eu te darei as [[chaves do Reino dos Céus]]: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra, será desligado nos céus". Essa é a passagem mais fundamental para o papado, pois [[Jesus Cristo]] concede claramente o [[Primazia papal|Primado]] ao [[São Pedro|Apóstolo Pedro]], depois [[Bispo de Roma]], e seus sucessores, como edificador e líder terreno de toda a Igreja.<ref>Catecismo da Igreja Católica, ns. 880 e 881. Roma: Libreria Editrice Vaticana, 1992. Tradução brasileira das Ed. Vozes, Paulus, Paulinas, Loyola e Ave-Maria, 4a. edição, 1993. ISBN 85-326-0910-4</ref><ref>[[Concílio Vaticano II]], Constituição [[Lumen gentium]]</ref>


'''[[Evangelho segundo João|João]] 21:15-17''': "Tendo eles comido, Jesus perguntou à Simão Pedro: "Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?" Respondeu ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo." Disse-lhe Jesus: "Apascenta os meus cordeiros". Nesta passagem Jesus torna Pedro guardião do Seu rebanho inteiro (a [[Igreja Católica|Igreja]]) no seu próprio lugar, tornando-o Seu [[Vigário de Cristo|Vigário]] para cumprir a responsabilidade que Pedro recebeu Dele em Mateus 16:18-19.}}
'''[[Evangelho segundo João|João]] 21:15-17''': "Tendo eles comido, Jesus perguntou à Simão Pedro: "Espimenta-te?" Respondeu ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo." Disse-lhe Jesus: "Apascenta os meus cordeiros". Nesta passagem Jesus torna Pedro guardião do Seu rebanho inteiro (a [[Igreja Católica|Igreja]]) no seu próprio lugar, tornando-o Seu [[Vigário de Cristo|Vigário]] para cumprir a responsabilidade que Pedro recebeu Dele em Mateus 16:18-19.}}


São Pedro foi o fundador e bispo da Igreja de Roma (a [[Santa Sé]]). Pedro afirma que fundou "''A [Igreja] que está em Babilônia''" (''[[Primeira Epístola de Pedro|I Pe]] 5,13''), termo pejorativo para referir-se à Roma pagã. Em todos os [[evangelhos]] do Novo Testamento, Pedro encabeça os apóstolos (''[[Evangelho de Mateus|Mt]] 10,1-4; [[Evangelho de Marcos|Mc]] 3,16-19; [[Evangelho de Lucas|Lc]] 6,14-16; [[Atos dos Apóstolos|At]] 1,13''). Pedro era o primeiro que falava em nome dos apóstolos (''[[Evangelho de Mateus|Mt]] 18,21; [[Evangelho de Marcos|Mc]] 8,29; [[Evangelho de Lucas|Lc]] 12,41; [[Evangelho de João|Jo]] 6,69''), e preside muitas cenas notáveis (''[[Evangelho de Mateus|Mt]] 14,28-32; [[Evangelho de Mateus|Mt]] 17,24, [[Evangelho de Marcos|Mc]] 10,28''). "''Em cada Evangelho, ele é o primeiro discípulo, à ser chamado por Jesus.''" <ref name="Duffy">Duffy, Eamon (2006). Saints & Sinners (3 ed.). New Haven Ct: Yale Nota Bene/Yale University Press. ISBN 0300115970.</ref>
São Pedro foi o fundador e bispo da Igreja de Roma (a [[Santa Sé]]). Pedro afirma que fundou "''A [Igreja] que está em Babilônia''" (''[[Primeira Epístola de Pedro|I Pe]] 5,13''), termo pejorativo para referir-se à Roma pagã. Em todos os [[evangelhos]] do Novo Testamento, Pedro encabeça os apóstolos (''[[Evangelho de Mateus|Mt]] 10,1-4; [[Evangelho de Marcos|Mc]] 3,16-19; [[Evangelho de Lucas|Lc]] 6,14-16; [[Atos dos Apóstolos|At]] 1,13''). Pedro era o primeiro que falava em nome dos apóstolos (''[[Evangelho de Mateus|Mt]] 18,21; [[Evangelho de Marcos|Mc]] 8,29; [[Evangelho de Lucas|Lc]] 12,41; [[Evangelho de João|Jo]] 6,69''), e preside muitas cenas notáveis (''[[Evangelho de Mateus|Mt]] 14,28-32; [[Evangelho de Mateus|Mt]] 17,24, [[Evangelho de Marcos|Mc]] 10,28''). "''Em cada Evangelho, ele é o primeiro discípulo, à ser chamado por Jesus.''" <ref name="Duffy">Duffy, Eamon (2006). Saints & Sinners (3 ed.). New Haven Ct: Yale Nota Bene/Yale University Press. ISBN 0300115970.</ref>

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 Nota: Para outros significados, veja Papa (desambiguação).

Predefinição:Infobox-papado

Papa (do latim papa ou pappa, "papá" ou "papai", "tutor", derivado por sua vez do grego πάππας, páppas, forma afetuosa de "pai") é o título dado ao chefe supremo da Igreja Católica, Bispo de Roma, e também chefe do Estado do Vaticano e Patriarca do Ocidente (ou da Igreja Latina). O Papa é o Sucessor de São Pedro, considerado o Vigário de Cristo e perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja.[1] Quando referido como cargo eclesiástico, surge como Sumo Pontífice, a autoridade suprema. O atual Papa, Bento XVI, foi eleito em 19 de abril de 2005.

Os papas auxiliaram na propagação do cristianismo e a resolver diversas disputas doutrinárias. [2] O Papa é auxiliado pela Cúria Romana, no governo da Igreja Católica. A presença tradicional do Papa em Roma não obriga a que o Papa resida na cidade. Tal aconteceu quando, entre 1309 e 1378, a residência papal se estabeleceu em Avinhão (Avignon, sul de França). As primeiras menções conhecidas do título de Papa datam do século III, embora não se saiba com exatidão qual o primeiro Bispo de Roma à utilizá-la.

O Papa formalmente tem os títulos de Bispo de Roma, Vigário de Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Supremo Pontífice, Primaz de Itália, Arcebispo e Metropolita da Província Romana, Soberano do Estado do Vaticano e Servo dos Servos de Deus. O Papa Bento XVI renunciou ao título de "Patriarca do Ocidente" da lista dos apelativos papais do anuário pontifício de 2006. O pronome de tratamento próprio do Papa é "Sua Santidade"

A eleição de um Papa é feita através de votação (secreta desde 1274) dos cardeais com menos de 80 anos e reunidos num conclave. Em teoria, qualquer homem batizado pode ser eleito para Papa, embora nos últimos 800 anos somente tenham sido eleitos Cardeais. O cargo é vitalício e, até agora, apenas o Papa Celestino V dele resignou, retornando à vida monástica.

Passagens bíblicas que fundamentam o Papado

São Pedro foi o fundador e bispo da Igreja de Roma (a Santa Sé). Pedro afirma que fundou "A [Igreja] que está em Babilônia" (I Pe 5,13), termo pejorativo para referir-se à Roma pagã. Em todos os evangelhos do Novo Testamento, Pedro encabeça os apóstolos (Mt 10,1-4; Mc 3,16-19; Lc 6,14-16; At 1,13). Pedro era o primeiro que falava em nome dos apóstolos (Mt 18,21; Mc 8,29; Lc 12,41; Jo 6,69), e preside muitas cenas notáveis (Mt 14,28-32; Mt 17,24, Mc 10,28). "Em cada Evangelho, ele é o primeiro discípulo, à ser chamado por Jesus." [5]

Papel espiritual

O Papa dispõe, para os católicos, da Suprema Autoridade religiosa em matéria de fé e moral. É igualmente quem aprova e preside as cerimônias de beatificação ou canonização, e à nomeação de Cardeais. Ao Papa cabe expedir mandato para a Sagração de Bispos no mundo todo e nenhum bispo pode sagrar outro bispo sem sua aprovação.

O Concílio do Vaticano I de 1869-1870 definiu o dogma da Infalibilidade Papal, pelo qual os pronunciamentos solenes ("ex-catedra" literalmente "da cadeira [de Pedro]") do Papa a respeito da fé e moral não apresentam possibilidade de erro. Desde que foi estabelecida, a infalibilidade papal foi usada apenas duas vezes, pelo Papa Pio IX e Papa Pio XII, ambos para declarar dogmas marianos, a Imacula Conceição e a Assunção de Maria. Muitos Papas foram canonizados como santos no decorrer da história.

Papel político

A antiguidade do estatuto secular e de condução de assuntos de estado do Papa é demonstrada já na confrontação do Papa Leão I com Átila em 452 e aumentou substancialmente em 754, quando o líder dos francos Pepino, o Breve doou ao Papa um território que formaria a base dos futuros Estados Papais. No ano 800, o Papa Leão III coroou Carlos Magno como Imperador, passo decisivo no caminho para o Sacro Império Romano. Desde essa data tornou-se uma tradição a coroação dos Imperadores pelo Papa, até Carlos V. Napoleão Bonaparte fez reviver essa tradição fazendo-se coroar do mesmo modo.

Conjuntamente com a posição do Papa como regente territorial e príncipe da Cristandade (especialmente proeminente com os Papas da Renascença como Alexandre VI e Júlio II), e como líder espiritual do Sacro Império Romano (mais relevante com Papas como Gregório VII e Alexandre III), o Papa, como Supremo Pontífice, tem autoridade política e temporal. Alguns dos exemplos ao longo da história são a bula Laudabiliter em 1155 (que autoriza Henrique II de Inglaterra a invadir a Irlanda), a bula Manifestus Probatum que reconhece a independência de Portugal, a bula Inter Caeteras em 1493 (que conduz ao Tratado de Tordesilhas no ano seguinte, dividindo o mundo entre Portugal e Espanha) ou a bula Inter Gravissimas de 1582 (que estabelece o calendário gregoriano, actualmente em uso).

Até 1870 a autoridade temporal do Papa exercia-se sobre um território no centro da Itália, denominado Estados Papais ou Estados Pontifícios, muito mais vasto do que o pequeno estado do Vaticano de hoje. Atualmente o papel político do Papa traduz-se no exercício de um cargo cerimonial, religioso e diplomático de grande importância.

Origem alternativas do nome Papa

Diz-se ainda que a palavra Papa possa ter se originado de uma das duas teorias abaixo[6]:

  • Um acrônimo em latim, onde cada letra corresponderia a uma palavra :
Petri Apostoli Potestantem Accipiens ("o que recebe o poder do apóstolo Pedro"); ou ainda Petrvs Apostolus Pincipis Apostolorivm ("Pedro Apóstolo, Príncipe dos Apóstolos").
  • a união das primeiras sílabas destas palavras latinas:
Pater ("Pai")
Pastor ("Pastor").

Insígnias e símbolos

  • Tiara papal, também chamada de "triregnum" ou "tríplice coroa", representa as três funções do papa como supremo pastor, supremo professor e supremo sacerdote. Os recentes papas têm, no entanto, utilizado menos o triregnum, embora continue sendo um símbolo do papado.
  • Bastão papal: é um bastão com uma cruz usada pelo papa todas as vezes que suas funções litúrgicas exigem.
  • Palium ou Toalha de altar, uma faixa circular de tecido usado ao redor do pescoço na casula. Faz um jugo sobre o pescoço, peito e ombros e tem dois pingentes pendurados para baixo, na frente e atrás, e é ornamentado com seis cruzes.
  • Brasão do Papado, uma chave de prata e uma chave de ouro que simbolizam as chaves do céu entregas à São Pedro, o primeiro Papa. A chave de prata simboliza o poder de desligar a Terra ao Céu, a chave de ouro simboliza o poder de ligar a Terra ao Céu. As chaves estão com um cordão vermelho, e acima deles está uma tiara papal. Cada papa tem o seu próprio Brasão pessoal, que embora sejam únicos, todos sempre têm duas chaves atravessando uma à outra, formando um "X" e por trás um escudo.
  • Anel do Pescador, um anel de ouro decorado com uma imagem de São Pedro em um barco com sua rede, com o nome do Papa em torno dele.
  • Umbraculum (mais conhecido como ombrellino) um guarda-chuva vermelho alternando listras de ouro, que costumava ser colocado acima do papa em procissões.
  • Sedia gestatoria, uma cadeira móvel transportada por doze homens (palafrenieri) com uniformes vermelhos, acompanhado por dois assistentes com a flabella (ventiladores feitos de penas brancas de avestruz) e, por vezes, um grande guarda-sol, conduzido por oito atendentes. A utilização do flabella foi abolida pelo Papa João Paulo I. A utilização do sedia gestatoria foi abolida pelo Papa João Paulo II, sendo substituída pelo Papamóvel.
  • Ouros símbolos incluem o Múleo, calçado vermelho, e o Camauro, um gorro também vermelho usado no inverno, a cor vermelha destas vestes simbolizam o sangue dos mártires e a completa submissão do papa à autoridade de Jesus Cristo.

Referências

  1. Catecismo da Igreja Católica.
  2. Wetterau, Bruce. World history. New York: Henry Holt and company. 1994.
  3. Catecismo da Igreja Católica, ns. 880 e 881. Roma: Libreria Editrice Vaticana, 1992. Tradução brasileira das Ed. Vozes, Paulus, Paulinas, Loyola e Ave-Maria, 4a. edição, 1993. ISBN 85-326-0910-4
  4. Concílio Vaticano II, Constituição Lumen gentium
  5. Duffy, Eamon (2006). Saints & Sinners (3 ed.). New Haven Ct: Yale Nota Bene/Yale University Press. ISBN 0300115970.
  6. Edição especial do Correio da Manhã - "Os Papas - De São Pedro a João Paulo II" - Fascículo I, "Como se elege o Santo Padre", página 22, ano 2005.

Ver também

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Lista dos papas

Entre os sucessores de São Pedro foram eleitos:

Mapa com os países e regiões destacados em amarelo onde já houve papas. O número significa o número de papas que existiram em tal região.

Outras classificações

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