Avenida Luís Viana

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Avenida Luís Viana
Salvador, Bahia Bahia,  Brasil
Foto de Avenida Luís Viana
Vista aérea da Avenida Paralela, na altura do Imbuí, em cujo canteiro central será construída a segunda linha metroviária.
Mapa de Avenida Luís Viana
Mapa com a avenida destacada em verde, cor usada para via expressa nos mapas da OpenStreetMap.
Nome coloquial Avenida Paralela
Nomes anteriores Avenida Luís Viana Filho (oficial até 31 de maio de 2002)[1]
Tipo Avenida, via estrutural
Inauguração 4 de setembro de 1974 (41 anos)[1]
Extensão 18 km
Início Avenida Tancredo Neves
Cruzamentos Avenida Luís Eduardo Magalhães, Avenida Edgar Santos, Avenida Jorge Amado, Avenida São Rafael, Avenida Pinto de Aguiar, Avenida Orlando Gomes, Avenida 29 de Março, Avenida São Cristóvão, Avenida Carybé
Fim Avenida Dorival Caymmi
Lugares que atravessa Centro Administrativo da Bahia, Parque de Pituaçu, Estádio de Pituaçu, Parque Tecnológico da Bahia, Estação Mussurunga, Parque de Exposições de Salvador

A Avenida Luís Viana, antes denominada Avenida Luís Viana Filho e mais conhecida como Avenida Paralela ou simplesmente Paralela, é uma importante via pública da cidade de Salvador, Bahia. O nome é uma homenagem ao ex-governador da Bahia Luís Viana, inaugurada pelo seu filho, então deputado Luís Viana Filho.[1] [2] [3]

Com pouco mais de treze quilômetros de extensão, a Paralela liga a região do Iguatemi ao bairro de São Cristóvão, nas proximidades do Aeroporto e da divisa de Salvador com Lauro de Freitas. Em conjunto com a BR-324, compõe os eixos estruturantes do sistema viário soteropolitano.[4]

Ao longo da avenida encontram-se importantes polos atratores de fluxo, como o Parque Tecnológico da Bahia, o Estádio de Pituaçu, o Centro Administrativo da Bahia (CAB), campus universitários e diversos condomínios residenciais.[4]

Às margens da Paralela estão uma das mais importantes áreas ambientais da cidade, que abriga espécies em extinção da fauna (mamíferos, aves, répteis e anfíbios) e flora.[carece de fontes?]

A Avenida Paralela continua sendo considerada uma área de expansão urbana, o que possibilita que a mata seja suprimida para dar lugar a novos empreendimentos imobiliários, por isso tornando-a o maior eixo de desenvolvimento de Salvador.[carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

A avenida foi construída no contexto das intervenções urbanas viárias da década de 1970 em Salvador. Em alternativa à Estrada Velha do Aeroporto (EVA), um novo caminho foi aberto aos bairros e praias mais ao norte da cidade, como Pituaçu e Itapuã.[5] Dessa forma, novos bairros surgiram e se consolidaram: Mussurunga, Bairro da Paz, Patamares, Imbuí, Pituaçu, Sussuarana, São Rafael, São Marcos, Trobogy, Nova Brasília, Fazenda Grande.[4] Não foram só os novos bairros, a Avenida Luís Viana, implantada em 1974, contribuiu para a mudança da estrutura da cidade, criando outro núcleo urbano, além do centro tradicional, ao passo que na mesma década foram construídas as avenidas de vale (Vale do Bonocô, Contorno, Suburbana, Vale do Canela, Magalhães Neto, Vale dos Barris, Antônio Carlos Magalhães, Garibaldi, Juracy Magalhães e Vale do Ogunjá), o CAB, o Polo de Camaçari e instituída a Região Metropolitana de Salvador (RMS).[6]

No início do século XXI, iniciou-se a saturação do entorno da Paralela. O tráfego tornou-se bastante intenso por ser o corredor de acesso das rodovias BA-099 e BA-526, trazendo os veículos da RMS, ao Centro de Salvador. O trafego também se avoluma com deslocamentos intramunicipais entre os bairros mais a nordeste e ao novo centro Camarajipe. Soma-se à situação o crescimento dos lançamentos imobiliários no entorno da avenida focados nas classes média e alta (tipicamente motorizadas ao menos com uma unidade). Desde então, medidas têm sido propostas para o desafogamento do tráfego.[5] Os últimos planos diretores urbanos confirmam a Avenida Paralela como vetor de crescimento da cidade, rumo a Lauro de Freitas e Camaçari, no sentido nordeste.[4]

Obras de esgotamento sanitário no canteiro central da Avenida.

Durante a administração do prefeito João Henrique Carneiro, foi lançado “Salvador Capital Mundial: A cidade do nosso futuro”, que dentre outras coisas, propôs a implantação de duas outras vias urbanas com trajetos parecidos, mas com extremos (início e fim) distintos. Foram a Avenida Atlântica, entre a orla atlântica e a Paralela, e a Linha Viva, entre a BR-324 e a Paralela.[5] [4]

Dentro do projeto do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, a Paralela foi definida como boa parte do caminho a ser percorrido, no canteiro central da avenida, pela linha 2 do metrô.[7] Por isso estátua de Luiz Eduardo Magalhães será removida do canteiro central e, após acordo entre a família Magalhães e a CCR Metrô Bahia, ela será transferida para o Palácio Luiz Eduardo Magalhães, edifício da Assembleia Legislativa da Bahia.[8]

Pela administração do prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto, o projeto da Linha Viva foi retomado[9] e também foi divulgado o projeto de faixa exclusiva aos ônibus conectando o Iguatemi ao Aeroporto.[10] Para isto, em 2014, foi aplicado o conceito da Máxima Utilização do Leito Viário (MULV) e foi acrescida a quinta faixa de rolamento à via, sendo a dos ônibus maior que as demais.[11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b c LIMA, CLAUDIA BRANDÃO VIEIRA. PARALELA EM MOVIMENTO: um estudo sobre a apropriação do espaço público do canteiro central da Avenida Luís Viana (em português). Salvador: [s.n.], 2007. Página visitada em 5 de Setembro de 2015.
  2. Bahia Negócios: http://www.bahianegocios.com.br/energiacombustivel/iluminacao-da-philips-na-avenida-paralela-em-salvador-reduz-o-consumo-de-energia-em-ate-50/
  3. Jornal da Instalação: http://www.jornaldainstalacao.com.br/index.php?id_secao=1&noticia=12125
  4. a b c d e Tribuna da Bahia (26 de setembro de 2012). "Projeto quer desafogar a Paralela". Consult. 30 de janeiro de 2014. 
  5. a b c MAGALHÃES, Patrícia (13 de abril de 2011). "Universo Paralela". Revista M². Consult. 30 de janeiro de 2014. 
  6. AZEVEDO, Michelle Conceição Marcelino de. "Centro Administrativo da Bahia: Implicações sociourbanas na cidade de Salvador" (PDF). Consult. 30 de janeiro de 2014. 
  7. G1 BA (29 de dezembro de 2011 às 20h18min). "Câmara de Salvador aprova projeto de implantação do metrô na Paralela" (em português). [S.l.: s.n.] Consult. 30 de dezembro de 2011. 
  8. Vasconcelos, Levi; Lima, Luiz Fernando. . "Rui diz que vai cortar aposentadorias gordas". A Tarde. Visitado em 21 de setembro de 2015.
  9. ISABEL, Alessandro (16 de abril de 2013). "Linha Viva de João é retomada por Neto". Bocão News. Consult. 30 de janeiro de 2014. 
  10. MOTA, Alexandro (14 de novembro de 2013). "Viaduto será construído em frente ao Shopping Iguatemi para passagem de BRT". Correio24horas. Consult. 30 de janeiro de 2014. 
  11. Transalvador implanta 5ª faixa na Paralela

Bibliografia[editar | editar código-fonte]