Parque Mãe Bonifácia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Parque Mãe Bonifácia
Localização Mato-Grosso, Cuiabá, Brasil
Tipo Área de Preservação Ambiental aberta ao público
Inauguração 23 de dezembro de 2000 (17 anos)
Administração Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso

O parque Mãe Bonifácia é um parque urbano no município brasileiro de Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso. O parque foi inaugurado em dezembro de 2000 e está localizado na Avenida Miguel Sutil, em uma área de 77 hectares.O parque possui cinco trilhas e cinco postos com equipamentos de ginástica, mirante, centro de educação ambiental e praça cívica.

Além das atrações naturais, naquela Unidade de Conservação estão disponíveis para uso gratuito da população aparelhos especiais para atividades físicas e trilhas de asfalto ou areia para caminhadas. Algumas empresas, ONGs e entidades públicas eventualmente promovem atividades sociais não impactantes ao meio ambiente. No local, pode-se ver a vegetação típica do cerrado, especialmente na época de florada, que ocorre por volta de agosto. Os visitantes também podem ver parte da fauna do cerrado, como saguis, cutias, gambás, cobras e aves de diversos tipos, em seu habitat natural, as àrvores ou mesmo cruzando as trilhas do parque.

Mãe Bonifácia

O ponto de partida para escrever sobre essa personalidade histórica é ter sido negra, e ter residido na região onde está instalado o parque, distante 15 km do centro urbano. O pouco que se sabe é confuso. Alguns a tem como curandeira e controladora do acesso a um quilombo (a área era habitada por quilombolas). Porém, alguns cronistas, como Francisco Alexandre Ferreira Mendes relata que Mãe Bonifácia nunca foi escrava, vivendo da venda e ensino de renda de bilros, e também da venda de hortaliças. A sua casa, considerada uma boa edificação para sua condição social, foi construída próxima a uma várzea, num desaguadouro do Córrego do Caixão. O nome do córrego, na rua Cursino Amarante foi canalizado entre 1978/79, e tem esse nome porque garimpeiros cavaram um retângulo em forma de caixa perto da nascente, e com as enxurradas ampliou esse buraco, virando um "caixão". O Córrego do Caixão recebia águas do Córrego do Vicente, que não existe mais.

Após a retomada de Corumbá, em posse dos paraguaios, em 13/06/1867, os soldados retornaram para Cuiabá, e, com eles, a varíola. O governador Couto de Magalhães estabeleceu em 18/07/1867 dois postos de isolamento, sendo um na região do Coxipó do Ouro, e outro na casa da envelhecida, e já conhecida, Mãe Bonifácia, que também estava com varíola. Ela então procurou ajuda médica, porém, acabou morrendo. Ignorada, acabou enterrada como toda as demais vítimas da epidemia, anonimamente. Muitos anos após a sua morte, surgiu o boato de que ao ir para a cidade, ela havia colocado todos os seus bens, joias, pedras preciosas e ouro, em um caldeirão de ferro e enterrado em algum lugar onde morava, onde hoje é o parque, entre os bairros Quilombo e Duque de Caxias.

Anos mais tarde, em 1883, o governador Manuel de Almeida Lobo d'Eça, o Barão de Batovi, mandou construir ao lado dos escombros da casa da Mãe Bonifácia, um paiol para armazenar a pólvora produzida na fábrica do Coxipó do Ouro. O local passou a ser conhecido como "Paiol de Pólvora do Córrego Mãe Bonifácia". Para se chegar do paiol ao atual 44º Batalhão se usava a "Estrada Mãe Bonifácia". A estrada hoje se chama rua coronel Otiles Moreira, ex-comandante do batalhão, morto em desastre aéreo em 1972. A região acabou se urbanizando e se chamava "Bairro Mãe Bonifácia", porém o seu nome, bem como de vários outros bairros da Capital, eram considerados depreciativos, ou motivo de deboches por visitantes, e, então se mudou o nome para Bairro Duque de Caxias.

O tempo também apagou a história do paiol. Havia uma via de acesso paralela chamada "Estrada do Paiol". Usado como depósito público, porque comerciantes ou particulares não poderiam armazenar pólvora no centro da cidade, o paiol explodiu na manhã de 15/04/1937. Naquele dia, o capitão Guaracy de Lima Daimon e o tenente João Batista de Moraes, determinaram ao soldado Luiz Calliope de Lacerda que jogasse fora a pólvora velha do único barril do paiol. O acidente ocorreu quando o soldado usou talhadeira e martelo para abrir o barril.


Ícone de esboço Este artigo sobre Geografia do Brasil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Ver também[editar | editar código-fonte]