Parque Nacional de Doñana

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Parque Nacional Doñana
Observatório de aves de El Acebuche
Localização  Espanha, Andaluzia
Dados
Área 507,2 km²
Criação 16 de outubro de 1969
Coordenadas 36° 56' 51" N 6° 21' 31" O
Pix.gif Parque Nacional de Donani *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Doñana National Park from the river.jpg
O Parque visto do Rio Guadalquivir
País  Espanha
Tipo Natural
Critérios vii, ix, x
Referência 685
Região** Europa e América do Norte
Coordenadas 36° 56′ N 06° 21′ O
Histórico de inscrição
Inscrição 1994  (18ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

O Parque Nacional de Doñana está situado na parte sul da Província de Huelva, Andaluzia, e estende-se por três províncias: Huelva, Sevilha e Cádis. Doñana é a maior reserva biológica da Espanha e também de toda a Europa, contando com uma extensão enorme de área protegida, com mais de 50 000 hectares.

Foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1994.

História[editar | editar código-fonte]

O parque recebeu esse nome porque Doña Ana era o nome da filha da princesa de Éboli e seu marido, o Duque de Medina-Sidonia), que era o líder da Invencível Armada. E assim, sempre que conquistavam ou compravam novos territórios, eles os chamavam de "El Bosque de Doña Ana". O nome Doñana surgiu apenas depois do século XVI. Doñana era centro de muita atenção em tempo remotos, recebendo visitas de figuras muito importantes. Felipe IV, o Duque de Olivares, Quevedo e a esposa de Napoleão III foram alguns de seus ilustres visitantes.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do Parque Nacional de Doñana é suave, de tipo mediterrâneo. O clima mediterrâneo se caracteriza por ter invernos úmidos e verões secos. A chuva é mais presente nas estações intermédias (primavera e outono). A temperatura local é, durante todo o ano, de 15°C.

Fauna[editar | editar código-fonte]

No total, no Parque Doñana foram catalogados 20 espécies de peixes de água doce, 11 de anfíbios, 21 de répteis, 37 de mamíferos não marinhos e 360 aves, das quais 127 se reproduzem habitualmente no Parque.

Algumas Espécies[editar | editar código-fonte]

Lince Ibérico[editar | editar código-fonte]

Quase invisível entre a folhagem, o lince-ibérico é um animal que poucas pessoas se podem gabar de já ter visto.

O lince ibérico, embora não seja considerado um gato, possui muitas semelhanças com esse felino, não só na sua aparência, mas também no seu comportamento. Eles correm, pulam e surpreendem suas presas com uma agilidade admirável e, ainda assim, conseguem ser silenciosos e imprevisíveis, tendo a habilidade de aparecer e desaparecer quase sem nos darmos conta.

São animais de cabeça redonda, focinho curto e dentes afiados, adaptados para cortar carne. Além disso, têm cinco dedos nos membros anteriores e quatro nos posteriores, que terminam com suas garras retráteis. Eles se apoiam apenas nas extremidades das patas.

Nota-se também que possuem membros altos e vigorosos, com patas que parecem desproporcionadamente grandes e os quartos traseiros mais altos que o resto do dorso, o que lhe dá um porte altivo e robusto.

O lince ibérico pode ser confundido com o meio ambiente devido a sua pelagem amarela acastanhada com tons cinzentos e sarapintada de preto.

Plano de Conservação dos Linces[editar | editar código-fonte]

Esse disfarce tem como objetivo principal acabar com a ameaçada à população dos linces-ibéricos do Parque Nacional de Doñana, fazendo com que esses animais recuperem-se em quantidade, permitido-lhes uma estabilidade em seu número, o que possibilitaria a sua procriação e expansão para outras áreas.

Para que isso aconteça é realizado um controle sobre a qualidade de seu habitat, onde deve haver uma grande população de coelhos, o seu principal alimento.

Hoje em dia, o lince-ibérico é considerado o felino mais ameaçado de extinção em todo o planeta.

Flora[editar | editar código-fonte]

A flora existente no Parque Doñana é muito diversificada, são mais de 900 espécies de plantas. Isso ocorre graças aos diferentes tipos de ecossistemas, tanto aquáticos como terrestres, que podem ser encontrados no parque.

No ano 2000 a organização UINC incluiu algumas espécies ou raras ou singulares do parque para a "Lista Vermelha da Flora Vascular Espanhola" (Lista Roja de La Flora Vascular Española).

No Parque Nacional de Doñana podemos encontrar uma variedade muito grande e diversificada de flora .Algumas das principais árvores e arbustos que podem ser encontradas:

Problemas do meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Porto de Huelva

Desde o desastre de Aznalcóllar, uma descarga de resíduos tóxicos ocorrida em 1998, a conscientização sobre os problemas a que os espaços naturais estavam sujeitos aumentou. Diversos cientistas começaram a buscar novas maneiras para preservar a fauna e a flora.

Outro dos problemas foi a construção de um oleoduto entre Estremadura e o Porto de Huelva, o que aumentou o número de barcos que frequentavam a zona.

Mesmo com alguns problemas ambientais o Parque Nacional de Doñana não tem quase nenhum vestígio de intervenção humana, na verdade só há um. É a Torre Carboneras, uma pequena torre de vigilância, datada do século XVI.

Estação Biológica Doñana[editar | editar código-fonte]

Parque Doñana

A Estação Biológica de Doñana ou EBD é um centro dedicado ao estudo da ecologia terrestre.

Ele foi criado em 1964 graças ao Governo da Espanha e WWF (World Wide Fund for Nature) para garantir a investigação científica sobre os ecossistemas regionais, nacionais e internacionais.

A EBD distribui-se por um centro de investigação em Sevilha, em Almonte e Parque Natural das Serras de Cazorla, Segura e Las Villas na província de Jaén.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]