Paula Saldanha

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Paula Saldanha
Paula durante gravações do documentário "Foz do Amazonas".
Nome completo Paula Werneck Saldanha
Nascimento 19 de julho de 1953 (65 anos)
Rio de Janeiro, DF
Nacionalidade brasileira
Ocupação Jornalista, escritora, ilustradora, produtora independente de filmes e ambientalista

Paula Werneck Saldanha (Rio de Janeiro, 19 de julho de 1953[1]) é uma jornalista, apresentadora, escritora, ilustradora e ambientalista brasileira. Tornou-se referência da documentação e conscientização sobre as riquezas naturais, étnicas e culturais do Brasil, o que lhe rendeu prêmios e homenagens no país e no exterior.

Tem 43 livros publicados e cerca de 800 documentários de média e curta metragem realizados. É constantemente lembrada como apresentadora do Globinho, telejornal infanto-juvenil da TV Globo. Como presidente do Instituto Paula Saldanha, organizou e financiou expedições que oficializaram o local da nascente do Amazonas, maior rio do mundo. Foi protagonista de uma mudança de atitude sobre as questões ambientais na televisão brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Começou a se engajar na Literatura muito nova e, com 18 anos, tinha três livros publicados. O primeiro, Tuc-Tuc, foi lançado em 1972 pela editora Primor-Larousse. hoje tem 43 livros publicados e cerca de 800 documentários de média e curta metragem.

É constantemente lembrada como apresentadora do Globinho, programa infanto-juvenil da TV Globo que estreou na década de 1970. Mas, antes de assumir as telas diariamente em 1977 à frente do Globinho, a jornalista já havia estreado na programação da emissora, apresentando o Fantástico e o Jornal Hoje[2].

Além do Globinho, criou, para exibição na grade da emissora em 1979, o Globinho Repórter, que ficou marcado pelo pioneirismo de um programa de TV focado no tema Ecologia.

Com a mesma temática, produziu inúmeras reportagens especiais para a Globo. No Fantástico, foi protagonista de uma mudança de atitude sobre as questões ambientais na TV, nas décadas de 1980 e 90, com reportagens especiais independentes, produzidas em diversas regiões do Brasil.

Produziu matérias especiais sobre meio ambiente também para a TV Manchete. Nesta emissora, criou o programa Terra Azul, exibido em 1989 e 1990.

Atualmente apresenta e dirige o programa Expedições, criado em 1995 e exibido na TV Brasil. Expedições é a mais longa série de TV de sua produtora RW Cine, em sociedade com o biólogo Roberto Werneck e os filhos do casal.

Além disso, é presidente do Instituto Paula Saldanha, fundado em 1991 com o nome de Instituto Cultural Ecológico Terra Azul. Através desta Ong, é responsável por uma série de projetos e por um acervo de centenas de obras audiovisuais[3].

Entre os últimos projetos, destaca-se Biodiversidade, lançado em 2011, nos 20 anos de existência do Instituto Paula Saldanha. O objetivo é difundir conhecimentos sobre a riqueza natural, étnica e cultural do Brasil, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente.

Vida Profissional[editar | editar código-fonte]

Começou a se engajar na Literatura muito nova. Sua carreira começou em 1970, aos 16 anos, quando escreveu seu primeiro livro, Tuc-Tuc, que foi publicado no Brasil e na Europa. Quatro anos depois, após uma entrevista que concedeu à TV Globo, foi convidada a iniciar os trabalhos na emissora, como apresentadora do programa Fantástico.

Após estrear no Fantástico, em 1974, passou a apresentar também, a partir de 1976, o Jornal Hoje, onde foi produtora de assuntos infanto-juvenis. Já conhecida pelo grande público por suas reportagens focadas sobretudo em Literatura e meio ambiente, passou a ser referência no universo infanto-juvenil à frente do Globinho, a partir de 1977.

Amplamente engajada nas questões ambientais, criou, em 1979, o primeiro programa de meio ambiente para a TV brasileira, o Globinho Repórter, exibido aos sábados na Globo – pioneirismo de um programa de TV focado no tema Ecologia.

Paula Saldanha comandou o Globinho até 1983. As matérias jornalísticas, apresentadas em tom lúdico no programa, contavam com repórteres-mirins em várias regiões do Brasil e levantavam questões de vanguarda. Junto com seu companheiro, o biólogo e documentarista Roberto Werneck, passou a realizar, em 1977, produções independentes para a TV Globo e, em 1979, fundaram a RW Cine.

Na década de 1980 e início de 1990, produzia matérias independentes sobre meio ambiente para o Fantástico e, ainda, para a TV Manchete, com o programa Terra Azul.

Em 1991, Paula criou o Instituto Cultural Ecológico Terra Azul, com amigos, como Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro, para desenvolver projetos nas áreas cultural, social e ambiental. A partir de 2005, a ONG passou a se chamar Instituto Paula Saldanha.

Em 1992, a convite do Governo brasileiro, produziu para a Rio 92 (Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – Rio Centro), documentários e exposições bilíngues com seu acervo, para os chefes de estado de mais de 150 países. Em 1994, a jornalista formou a primeira equipe de TV do mundo a registrar a verdadeira nascente do Rio Amazonas. Este documentário deu origem à série Expedições, em 1995, e atualmente exibida na TV Brasil. De 1995 a 2013, apresentou e dirigiu o programa Expedições, e continua como supervisora de conteúdo dessa série, exibida na TV Brasil. Expedições é a mais longa série de TV de sua produtora RW Cine, em sociedade com o biólogo Roberto Werneck e os filhos do casal. Os mais 400 documentários média-metragem já exibidos no Expedições analisam, de forma orgânica, as relações do homem com a natureza, a história e a cultura.

Entre 1994 e 2009, realizou várias expedições por todo o curso do rio Amazonas, até sua foz, com o objetivo de chamar a atenção para a importância desse rio para o Brasil e para o futuro do Planeta.

Em 2007, organizou e financiou a Expedição Científica Brasileira e Peruana à Nascente do Rio Amazonas, reunindo cientistas de renomadas instituições, como INPE, IBGE, ANA e IGN, que oficializaram o local onde nasce o maior rio do mundo, no Nevado Mismi, ao sul do Peru. Esta expedição forneceu dados para o INPE realizar a medição do Amazonas – O maior rio do mundo.

Dois anos depois, coordenou e financiou, com a RW Cine, a expedição Amazonas - Maior Rio do Mundo, da Nascente à Foz, de Pedro Werneck, documentarista e filho de Paula e Roberto Werneck. Sua vasta documentação da região amazônica resultou em uma coletânea Expedições em dois volumes de DVDs, somando doze documentários em Português, Inglês e Espanhol, sobre esta imensa região. Sua carreira de sucesso tem marcado a história do jornalismo ambiental no Brasil, tema que pouquíssimos meios de comunicação documentavam até o ano 2000.

Sua produtora, a RW Cine, criada com Roberto Werneck em 1979, proporcionou liberdade de criação de seus documentários jornalísticos e a produção de conteúdos que hoje integram um acervo audiovisual de grande representatividade.

A jornalista costuma resumir que a sua missão é "deixar um legado para as futuras gerações".

Instituto Paula Saldanha[editar | editar código-fonte]

Paula Saldanha criou, em março de 1991, o Instituto Paula Saldanha, originalmente com o nome de Instituto Cultural Ecológico Terra Azul. Teve entre os sócios-fundadores Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer. Em 2003, foi declarado de utilidade pública.

Presidida por Paula Saldanha, a Ong tem como objetivo promover projetos de mobilização e conscientização da população brasileira em relação a meio ambiente e cultura. Sua missão é contribuir para a formação de uma consciência crítica das novas gerações e melhorar a qualidade de vida das populações brasileiras, dando ao grande público uma macrovisão do Brasil e sua gente.

A captação de recursos para o desenvolvimento dos trabalhos é feita através de convênios, apoio a projetos específicos e prestação de serviços. Entre os parceiros do Instituto Paula Saldanha, está o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente, através de Termo de Reciprocidade assinado em 27 de agosto de 2010 entre a Ong e esta autarquia federal, para o projeto Biodiversidade. O Projeto prevê conscientizar e mobilizar a população brasileira acerca da vasta biodiversidade do País e sua relação com as populações das diversas regiões.

Produções[editar | editar código-fonte]

  • Apresentação do Fantástico (1974 a 1980 e 1983 a 1985)
  • Apresentação e reportagens para Globinho (1977 a 1983)
  • Apresentação e reportagens para Jornal Hoje (1976 a 1979 e de 1983 a 1985)
  • Produção independente programa Terra Azul - Rede Manchete (1989 e 1990)
  • Produção independente Programa de Domingo - Rede Manchete (1990 a 1991)
  • Produção independente reportagens para o Fantástico (1987 a 1988 e 1990 a 1992)
  • Série Rio 92 – Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (1992)
  • Série Expedições - Rede Manchete (1995 a 1997)
  • Série Expedições - TV Educativa do Rio de Janeiro e TV Cultura de São Paulo (1997 a 2007)
  • Série Expedições - TV Brasil (TV Pública) (2007 até hoje)
  • Produção dos documentários para o projeto Amazonas Maior Rio do Mundo, para instituições científicas e para televisão: ‘Nascente do Amazonas’, 1994, que deu origem à série ‘Expedições’, ‘Expedição Científica à Nascente do Amazonas’, 2007, e ‘Amazonas, maior rio do Mundo – da nascente à foz’, maio 2009.

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

  • “Retratos do Brasil” (Edição do autor, 2003)
  • “Nascente do Amazonas” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Pantanal” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Parques Nacionais” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Litoral” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Cerrado” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Nordeste” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Terra do Sol” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Mata Atlântica” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Chapadas” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Amazônia” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Yanomamis” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Descobrimento do Brasil” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Raízes” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Pará e Amapá” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Terras do Sul do Brasil” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Uma Viagem ao Xingu” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Florestas” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Brasil Histórico” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Natureza no Brasil” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Rio de Janeiro” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “O Lado Verde de São Paulo” (Ed. Del Prado. Brasil, Espanha,1999/2000)
  • “Os Cerrados” (Ed. Ediouro, 1996)
  • “Mata Atlântica” (Ed. Ediouro, 1996)
  • “Os Litorais” (Ed. Ediouro, 1996)
  • “As Amazônias” (Ed. Ediouro, 1995)
  • “Os Pantanais” (Ed. Ediouro, 1995)
  • “Expedições - Retratos do Brasil” (Ed. Salamandra, 1994)
  • “Heróis das Gerais” (Ed. F.T.D., 1994)
  • “Eldorado - Garimpo Coragem” (Ed. F.T.D., 1994)
  • “Balbino em Chamas” (Ed. F.T.D., 1994)
  • “Terra do Descobrimento” (Ed. Ediouro, 1994)
  • “Um Sonho na Amazônia” (Ed. Ediouro, 1994)
  • “Quilombo de Frechal” (Ed. Ediouro, 1994)
  • “Do Outro Lado do Mar” (Ed. Salamandra/1992)
  • “Gente da Floresta” (Ed. Memórias Futuras/1989)
  • “Mistérios e Assombrações” (Ed. Memórias Futuras/1988)
  • “Mil Borboletas” (Ed. Memórias Futuras/ 1986)
  • “Tuc-Tuc na Cidade” (Ed. Memórias Futuras/1985)
  • “O Praça Quinze” (Ed. José Olympio/1981)
  • “Tuc-Tuc Meets the Crab” (Panda Publishing/Inglaterra, 1973)
  • “Zeca e Margarida” (Ed. Primor, 1972)
  • “Tuc-Tuc” (Ed.Primor 1972 / M. Futuras 1985)

Ilustrações publicadas[editar | editar código-fonte]

  • “Criança é Coisa Séria” (Roseana Murray/ Ed. M.Futuras,1991)
  • “Cabelos de Cenoura” (Lucília de Almeida Prado/ Ed. M. Futuras, 1988)
  • “Histórias de Ballet” (Luiza Lagoas Ed. M. Futuras, 1985)
  • “O Menino e a Sombra” (Orígenes Lessa / Ed. Nórdica, 1981)
  • “Brincando na Praça” (Regina Yolanda/ Ed.Ao Livro Técnico, 1974)
  • “Juquinha e Sua Turma” (Regina Yolanda/ Ed. Ao Livro Técnico, 1974)
  • “O Macaco Inventor” (Leo Vitor/ Editora Lia, 1972)

Prêmios e menções honrosas[editar | editar código-fonte]

  • MEDALHA IBAMA, por sua contribuição na construção de políticas e por suas ações em defesa da causa ambiental (2009)
  • TROFÉU CHICO MENDES – Gramado Cine Vídeo Festival (2009)
  • MEDALHA PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHECK, por relevantes serviços prestados ao país (2006)
  • PRÊMIO VERDE DAS AMÉRICAS, pelo seu trabalho comprometido com as questões socioambientais, carregando a responsabilidade de defender, preservar e proteger a natureza, em prol do equilíbrio ambiental do planeta (2002)
  • Prêmio ‘THE GOLDEN PINE’, melhor vídeo do International Film Festival, Zlatibor, Yugoslávia (1998)
  • Prêmio Adolfo Aizen – Melhor Reportagem, da União Brasileira de Escritores, pelos livros “Heróis das Gerais”, “Balbino em Chamas” e “Eldorado Garimpo Coragem” (1994)
  • Indicação da FNLIJ como “Altamente Recomendável para Jovens” para a Coleção “Brava Gente”: livros - “Quilombo de Frechal” , “Terra do Descobrimento” e “Um Sonho na Amazônia” - texto Paula Saldanha/ ilustrações Regina Yolanda (1994)
  • Indicação da FNLIJ como “Altamente Recomendável para Jovens” para a Coleção “Heróis de Todo o Brasil”: livros - “Heróis das Gerais”, Eldorado - Garimpo Coragem” e “Balbino em Chamas” - texto Paula Saldanha/ ilustrações Regina Yolanda (1994)
  • Prêmio Alessandro Porro, da União Brasileira de Escritores, para “Do outro lado do Mar” (1993)
  • Indicação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil como “Altamente Recomendável para Jovens” para o livro “Do Outro Lado do Mar” - texto Paula Saldanha/ ilustração Regina Yolanda (1993)
  • Prêmio MELHOR DOCUMENTÁRIO, Festival de Cinema Infantil de Ciudad Guayana, Venezuela, pela produção “UM CAMINHO PARA GAIA” (1992)
  • Prêmio MELHOR VÍDEO, Festival Internacional de Cinema Infantil do Uruguai, pela produção “AS BALEIAS ESTÃO VOLTANDO” (1992)
  • Moção/ Câmara Municipal do Rio de Janeiro, “pelos relevantes trabalhos em prol da Ecologia” (1991)
  • Prêmio Embratur, pelo conjunto de obra audiovisual (1990)
  • Prêmio MELHOR VIDEO DOCUMENTÁRIO, Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, pela produção “A MORTE DO ARAGUAIA” - texto, apresentação e direção (1988)
  • Prêmio MELHOR VIDEO, Mostra Internacional do Filme Científico (RJ), para a produção “AMAZÔNIA 85” (1986)
  • Menção Honrosa 1ª Mostra Brasileira do Filme e Vídeo em Ciência e Tecnologia (CNPQ), para “O HOMEM PRIMITIVO BRASILEIRO” (1986)
  • Prêmio Especial de Literatura Juvenil da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), pelo livro “O PRAÇA QUINZE” (1981)
  • Diploma “Amigo do Livro”, concedido pela Câmara Brasileira do Livro (1980)

Referências[editar | editar código-fonte]