Pilumno

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Pilumno
Casado(a) com Dânae
Pais Fauno

Na mitologia romana, Pilumno (em latim: Pilumnus ou Piluno era filho de Fauno, e portanto avô de Turno, rei dos rútulos que entraram em guerra contra os troianos de Eneias, que, exilado de Troia, pretendia fundar uma cidade no Lácio. Segundo Virgílio, poeta romano autor do poema épico Eneida, Pilumno casou-se com Dânae e fundou com ela a cidade de Árdea, capital dos rútulos (Eneida, 7, 410). Dauno, seu filho, era o pai de Turno.

Dânae era filha de Acrísio, rei mítico de Argos, e tinha como antepassado Ínaco, também rei de Argos. Um oráculo havia predito a Acrísio que ele seria morto pelo filho que nasceria de sua filha Dânae. Então ele trancou a jovem num quarto subterrâneo para que ela não pudesse ter o filho.

Mas Zeus a fecundou na forma de uma chuva de ouro, que caiu sobre ela por uma fresta do teto. Acrísio colocou então a mãe e o bebê (o futuro Perseu) numa arca de madeira, que mandou atirar ao mar. Na versão que Virgílio apresenta, a arca acabou chegando às costas do Lácio, sendo recolhida por Pilumno.

Na guerra contra os troianos, Turno usou cavalos brancos como a neve, que teriam sido oferecidos a Pilumno (12, 82-83) por Orítia, filha do rei Erecteu de Atenas , que Bóreas, deus do vento norte, raptou para transformá-la na rainha da Trácia.

Os cavalos da Trácia eram famosos. Homero, por exemplo, os chamava "filhos do vento" ou de Bóreas (Ilíada, 16, 149-151 e 20, 223-225). Mas Virgílio não explica como Orítia, que é citada apenas uma vez na Eneida (12, 83), conseguiu dar cavalos brancos ao italiano Pilumno.

Em outra versão, Pilumno era uma divindade romana muito obscura. É considerado o inventor do pilão de moer grãos (pilum, em latim, daí o seu nome) e, com outras divindades menores, protegia o recém-nascido e sua mãe contra os ataques de Silvano, batendo na porta com seu pilão. Virgílio o transformou em rei mítico da Itália.

Pilumno é associado muitas vezes a seu irmão Picumno. Os dois irmãos são apresentados em muitas ocasiões como complementares. Eram os deuses protetores do cultivo das plantas e do crescimento. Entre outras coisas, os romanos atribuíam a Pilumno a proteção da moagem dos grãos e a Picumno as propriedades fertilizantes dos estrumes e adubos.

Os dois deuses eram ao mesmo tempo protetores do nascimento e os romanos preparavam uma refeição para eles quando a criança ia nascer. Pilumno afastava dos recém-nascidos os maus fluidos e das plantas os maus gênios provenientes da floresta. Picumno dava à criança vigor e saúde.