Bona Dea
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Bona Dea ("a Boa Deusa"), na mitologia romana, era uma deusa da fertilidade, da virgindade, da saúde, da castidade, da natureza, da proteção das mulheres, e da proteção do estado, ea proteção do povo romano, eo bem-estar do povo romano, especialmente venerada pelas matronas romanas. era considerada Filha, irmã ou esposa do deus Fauno segundo algumas versões, é muitas vezes chamada de Fauna ou "Maia Maiestas". Ela tinha um templo no monte Aventino, deusa também tinha um templo na região de Trastevere. Havia ainda altares e santuários menores dedicados a ela, como um dedicado à Bona Dea Subsaxana, localizado abaixo de uma rocha no Aventino. , mas os seus rituais secretos, outros santuários em Óstia, na Região IV - Insula VIII Este santuário de Bona Dea foi escavado entre 1938 e 1942. A estrutura foi demolida na Antiguidade, e apenas a parte inferior das paredes sobreviveu e outro na região V - Insula X Outro santuário da deusa ficava nesta área da antiga cidade portuária de Óstia, eram realizados no dia 4 de dezembro, eram feitos na casa de um proeminente magistrado romano. Os ritos eram conduzidos pela mulher do magistrado, que era assistida pelas virgens vestais, outra celebração era realizada 1 de maio,Celebrada no próprio templo de Bona Dea, no Monte Aventino, a festa de maio era mais pública e aberta às mulheres em geral, embora ainda mantendo a exclusividade feminina. Durante as cerimônias, orações eram feitas à deusa para que afastasse terremotos, associando-a à terra. Só as mulheres eram admitidas e até representações de homens e animais eram removidos, e as estátuas de homens, não podendo ser removidas, eram cobertas. Nessas reuniões secretas, era proibido falar nas palavras "vinho" e "murta" porque Faunos, no passado, a tinha deixado bêbada e espancado com uma vara de murta, Em outra versão, Fauno tenta seduzir a filha, mas ela resiste. Ele a embebeda, a espanca com a murta e só consegue possuí-la depois de se transformar em uma serpente, Bona Dea em algumas versões e tida como mãe do Rei Latino.
Um episódio famoso na história romana ocorreu em 62 a.C. quando Clódio, às escondidas, introduziu-se na cerimónia que estava a ser realizada na casa do pontífice máximo (pontifex maximus) da altura, Júlio César. No julgamento, Cícero destruiu o álibi de Clódio, deteriorando a sua reputação para sempre.
Ela era uma deusa multifacetada e com diversas funções também era uma deusa da cura, dos bosques e da vida selvagem, da profecia, da feminilidade, da beleza feminina,da maternidade, da terra, colheita e agricultura, prosperidade agrária, abundância da colheita e riqueza da terra, e das ervas, ligada a magia, ao amor materno e conjugal, e era retratada sentada num trono, segurando uma cornucópia. A cobra é seu atributo, um símbolo de cura, e serpentes foram mantidas em seu templo em Roma, indicando a sua natureza fálica. Sua imagem podia ser frequentemente encontrada em moedas, culto a Bona Dea era secreto e misterioso ao público por uma série de razões interligadas, que envolvem a natureza do próprio culto, o papel das mulheres na sociedade romana e a mitologia associada à deusa. pseudônimo "Bona Dea" (A Boa Deusa) era uma forma de se referir a ela com respeito, sem usar o nome real, que era guardado para o círculo de iniciadas, seu verdadeiro nome era proibido de ser revelado ou mencionado ao público, que era guardado para o círculo de iniciadas que tinha acesso, sua equivalente grega mais correspondente e similar seria a Deusa Despina/Despoina("A Senhora").
Além dos templos, os rituais anuais secretos de Bona Dea ocorriam na casa de um magistrado romano de alto escalão, liderados pela esposa dele e com a participação de virgens vestais. Pax Iulia (atual Beja, Portugal), Inscrições votivas atestam a popularidade de Bona Dea fora da Itália. Um pequeno templo foi dedicado à deusa nesta cidade, demonstrando seu culto em diversas regiões do Império Romano, Bona Dea era o ideal de feminilidade e virtude para as mulheres romanas, personificação da fertilidade (tanto da terra quanto das mulheres), da cura, da castidade e da proteção das mulheres.
Epítetos e nomes alternativos de Bona Dea
[editar | editar código]Fauna ou Fenta Fauna: Identificada por alguns autores antigos como a filha do deus Fauno.
Fatua ou Fatuella: Relacionada ao dom da profecia (fatum) ou da fala (fari), indicando seus poderes oraculares.
Aurita: "A que ouve" ou "curadora de doenças de ouvido".
Oculata Lucifera: "Aquela que traz luz aos olhos", associada à cura de doenças oculares.
Restituta ou Restitutrix: "Aquela que cura ou restaura", epíteto que enfatiza suas capacidades de cura.
Damia: Um nome grego, provavelmente derivado de Deméter, que foi associado a Bona Dea.Em certas fontes, Bona Dea era associada a Damia, uma deusa grega da fertilidade e da cura. Em Tarento, uma cidade de colonização grega, o nome Damia era usado para se referir a ela. O sacrifício secreto em seu festival era chamado de damium e sua sacerdotisa era a damiatrix.
Subsáxana: Referente a um de seus santuários, que ficava "abaixo da rocha" (sub saxo) no monte Aventino, em Roma.
Serpena: "A das cobras", em referência às serpentes sagradas que viviam em seu templo no Aventino e simbolizavam a cura.
Sancta: "A sagrada".
Opifera: "A que traz ajuda".
Feminea Dea: "Deusa das Mulheres",um epíteto respeitoso para se referir à sua importância exclusiva para as mulheres romanas.
Laudanda Dea: Significa "A Deusa Digna de Louvor".
Angitia: Em algumas associações, foi identificada com Angitia, uma deusa-serpente e curandeira da região dos Marsos, o que reforça sua conexão com a cura e serpentes.

